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Alcolumbre diz que não pautará impeachment de Moraes

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Recado do presidente do Senado foi dado na quarta-feira (6/8) antes de a oposição protocolar o pedido o novo pedido de impeachment do ministro

Por Israel Medeiros* – Brasília / DF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse na última quarta-feira (6/8) que não vai pautar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A fala se deu na reunião de líderes do Senado realizada na residência oficial do Senado.

Alcolumbre disse aos senadores que a questão não é “numérica”, mas sim de uma avaliação jurídica. Deixou claro, ainda, que o responsável pela decisão é ele, embora tenha prometido avaliar novos pedidos com responsabilidade.

A reunião se deu antes de a oposição protocolar, nesta quinta-feira (7), o processo de impeachment do ministro do Supremo. Essa era uma das pautas do grupo que ocupou os plenários tanto do Senado quanto na Câmara na terça-feira (5) e na quarta.

Na mesma reunião, Alcolumbre decidiu que a sessão do plenário desta quinta-feira seria realizada de forma semipresencial. Também deu um recado à oposição: disse que não aceitaria “intimidações” ou “tentativas de constrangimento”.

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 “O parlamento não será refém de ações que visem desestabilizar seu funcionamento. Seguiremos votando matérias de interesse da população, como o projeto que assegura a isenção do Imposto de Renda para milhões de brasileiros que recebem até dois salários mínimos”, disse.

O projeto em questão isenta de IR quem ganha até R$ 3.036 e foi aprovado na sessão desta quinta-feira.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto/Destaque: crédito: Jefferson Rudy / Agência Senado

 

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Política Nacional

Gilmar Mendes mantém suspensa eleição da Câmara de Vitória

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Eleição estava marcada para agosto, mas ministro seguiu liminar do STF de que só pode ser realizada a partir de outubro; julgamento segue

Por Enzo Bicalho Assis* | Vitória (ES)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu por manter suspensa a eleição para a presidência da Câmara Municipal de Vitória para o biênio 2027-2028, que estava marcada para ocorrer entre os dias 1º e 15 de agosto.

Em março, o ministro já tinha decidido pela suspensão, por entender que um artigo do Regimento Interno é inconstitucional. O processo foi iniciado no STF após um pedido da própria Câmara para que a eleição ocorresse somente a partir de outubro.

Gilmar Mendes decidiu com base em entendimentos firmados pela Suprema Corte, que determinaram que a eleição da Mesa Diretora das Casas Legislativas deve ocorrer a partir do mês de outubro do ano anterior ao início do respectivo mandato.

O período estipulado pelo STF tem relação com o período de campanha eleitoral, que iria coincidir com a eleição da Câmara.

Depois da primeira decisão do ministro, um grupo de quatro vereadores recorreu e o processo evoluiu para análise da 2ª Turma. O julgamento virtual foi iniciado na última sexta-feira (05) e seguirá até o dia 15. Restam os votos de Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça.

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A Câmara de Vereadores de Vitória disse por meio de nota que o voto do relator reforça a posição da Casa.

A CMV considera que o voto do relator reforça a consistência da posição jurídica adotada por esta Casa quanto à eleição da Mesa Diretora e confirma que a atuação do Legislativo Municipal está pautada pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às decisões judiciais.

Câmara de Vitória, em nota

A reportagem entrou em contato com o grupo de quatro vereadores: Dalto Neves (SDD), Karla Coser (PT), Pedro Trés (PSB), Camillo Neves (PP). Pedro Trés não quis se manifestar e Dalto Neves preferiu aguardar o julgamento terminar.

A reportagem procurou Karla Coser, mas ela ainda não deu retorno sobe o seu posicionamento.

O gabinete de Camillo Neves também foi procurado, mas não houve retorno.

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  • Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Antônio Augusto / STF
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