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Diplomacia

Lula agenda reunião com líderes do Brics para discutir reação ao tarifaço

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Política Internacional

Desde o mês passado, o presidente brasileiro vinha anunciando videoconferências do Brics para debater o impacto da taxação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil e a outros países do bloco

Por Francisco Artur de Lima* – Brasília / DF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai participar de uma reunião virtual, na segunda-feira (8/9), com líderes de países-membros do Brics para discutir o “tarifaço” anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra os países do bloco de nações emergentes.

O encontro virtual foi confirmado por fontes do Planalto. Desde o mês passado, o presidente brasileiro vinha anunciando possíveis videoconferências do Brics para discutir o impacto das tarifas sobre impostações norte-americanas. 

Por decisão de Trump, produtos brasileiros importados para os EUA passaram a ser taxados em 50%. Além do Brasil, as importações advindas da Índia foi taxada em 50%. Já a China e a África do Sul ficaram com 30% de tributação para produtos importados aos país. 

Articulação

A videoconferência entre Lula e os líderes do Brics vinha sendo mencionada pelo presidente desde agosto. Nos últimos dias, ele telefonou para outros integrantes do bloco para articular uma reação conjunta à sobretaxa americana.

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“Junto aos Brics, nós vamos fazer uma teleconferência que está sendo articulada para a gente discutir, dentro do Brics, o que a gente pode fazer para melhorar nossa relação entre todos os países que foram afetados”, declarou o presidente, em agosto, durante solenidade de anúncio da medida provisória (MP) Brasil Soberano, que atenua o impacto das tarifas.

Na ocasião, Lula disse ter conversado com líderes da China, Índia e Rússia, e que também pretende telefonar para os chefes de Estado da África do Sul, França e Alemanha. “Eu vou falar com todo mundo, para eles se darem conta do que está acontecendo no mundo”, afirmou o presidente brasileiro.

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* Correio Braziliense – Conteúdo / * Foto/Destaque: Crédito – AFP

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Política Internacional

Trump diz que romperá com Espanha após país se negar a ceder bases militares

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Presidente norte-americano havia requisitado base militar do país europeu para atacar Irã

Por Gabriel Botelho*

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira (3/3), que romperá ligações comerciais com a Espanha. A quebra da relação se deu após o país europeu ter se negado a ceder bases norte-americanas no país para que os EUA pudessem atacar o Irã.

“E agora a Espanha disse que não podemos usar as bases deles, e tudo bem, não precisamos. Poderíamos usar a base deles se quiséssemos, poderíamos simplesmente voar para lá e usá-la. Ninguém vai nos dizer para não usar. Mas não precisamos. Eles foram hostis e por isso eu disse a ele que não queremos”, contou o presidente. 

Ainda durante a declaração, Trump mencionou o fato de a Espanha ter sido o único país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a se negar a subir a taxa de importação no país para 5%. “Eu não acho que eles gostariam de concordar em subir para nada. Eles queriam manter em 2% e eles não pagam os 2%. Então, vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos nada com a Espanha”, acrescentou Trump. 

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Espanha, José Manuel Albares, confirmou, nessa segunda-feira (2/3), ter negado o uso das bases aos Estados Unidos. Em entrevista à rádio pública espanhola RTVE, disse que a soberania espanhola prevaleceria no controle das bases de Rota e Morón de la Frontera, no sul do território do país. 

“Não vamos emprestar as nossas bases para nada que não esteja no Tratado ou que não se enquadre na Carta das Nações Unidas. São bases de uso conjunto, mas de soberania espanhola e, portanto, a Espanha tem a última palavra sobre o uso dessas bases”, reforçou. Ele ainda contou que os EUA não haviam informado os espanhóis sobre o ataque com antecedência. 

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