Governo em Ação
Santa Teresa recebe pavimentação de estrada e revitalização de Caminhos do Campo
POLÍTICA & GOVERNO
Por Giovani Pagotto*
O governador do Estado, Renato Casagrande, e o vice-governador Ricardo Ferraço cumpriram agenda neste sábado (28) no município de Santa Teresa para a inauguração das obras de pavimentação asfáltica da Rodovia “Hilton José Corteletti”, no trecho Alto Caldeirão, na Rodovia ES-261, até Várzea Alegre, na Rodovia ES-452, além da revitalização de via do programa Caminhos do Campo da ES-261 até a comunidade de Vale do Tabocas.
“São mais quilômetros de rodovia e estrada revitalizadas. Um investimento que muda a vida das pessoas, sendo importante para a agricultura e também para o turismo. Já tínhamos um Caminhos do Campo nesta localidade de Vale do Tabocas e agora ele foi todo revitalizado e sinalizado. São investimentos que trazem oportunidades aos capixabas e ajudam a gerar emprego e renda”, afirmou o governador.
O vice-governador ressaltou a importância dos investimentos para o desenvolvimento do interior. “É um dia importante para Santa Teresa, uma cidade de grande história e relevância para o Espírito Santo. Essa nova rodovia melhora a mobilidade, reduz distâncias e facilita o acesso a serviços essenciais. O programa Caminhos do Campo segue transformando a realidade das comunidades rurais, fortalecendo a economia local e garantindo mais dignidade para quem vive no campo”, disse.
As obras de pavimentação da Rodovia Hilton José Corteletti foram executadas pelo Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES), com investimento superior a R$ 55 milhões. A obra contemplou serviços de elaboração de projeto, terraplenagem, pavimentação, implantação de drenagem, obras de arte correntes e sinalização horizontal e vertical ao longo de mais de oito quilômetros de extensão.
A intervenção conecta o entroncamento da ES-261, em Alto Caldeirão, ao entroncamento com a ES-452, em Várzea Alegre, promovendo melhorias significativas na mobilidade regional. A nova estrutura beneficia diretamente moradores, produtores e comerciantes, além de fortalecer a integração logística entre comunidades com forte vocação agrícola.
“O Governo do Estado está organizado e dá autonomia ao DER para executar uma infraestrutura de qualidade, que atenda às necessidades dos moradores e comerciantes. Estamos tratando de uma rodovia necessária na malha rodoviária estadual, uma demanda muito aguardada, pensada para atender não apenas Santa Teresa, mas todo o Espírito Santo”, comentou o diretor-geral do DER-ES, José Eustáquio de Freitas.
Também foi inaugurada a obra de revitalização do programa Caminhos do Campo, no trecho que liga a entrada da ES-261 à comunidade de Vale do Tabocas. Com investimento de R$ 2,9 milhões, a intervenção contemplou o recapeamento asfáltico e a implantação de sinalização horizontal e vertical ao longo de 5,22 quilômetros de estrada rural.
A melhoria garante mais segurança e eficiência no tráfego, além de melhores condições para o escoamento da produção agrícola e para o deslocamento diário de moradores da região. A obra integra a estratégia do Governo do Estado de fortalecimento da infraestrutura rural e apoio direto aos produtores capixabas.
“A revitalização desse trecho do Caminhos do Campo representa mais qualidade de vida para as famílias do campo e mais competitividade para os nossos produtores, que passam a contar com melhores condições para escoar sua produção com segurança e agilidade”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli.
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- Governo do Estado / Comunicação – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Rayron Rickson / Governo-ES
POLÍTICA & GOVERNO
Prefeitura de Vitória lança programa histórico para revitalizar o Centro e destravar mais de R$ 6 bi
Por José Carlos Schaeffer* | Vitória (ES)
A Prefeitura de Vitória publicou no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (16), o decreto nº 27.034 que institui o Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC). A iniciativa estabelece um marco regulatório inédito com o objetivo de reposicionar o Centro como o principal motor de desenvolvimento econômico, urbano, habitacional e cultural da capital. Com foco agressivo na desburocratização e na atração de novos moradores e empresas, o programa projeta atrair até 27,5 mil novos residentes e mobilizar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados na região.
O ReAC atuará sobre a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), área que engloba o Centro Histórico, guiado pelo conceito de “readensamento inteligente”. Na prática, a gestão municipal passará a utilizar as obras e os investimentos públicos estruturantes já previstos para a região como âncoras para dar segurança e atrair a iniciativa privada em larga escala.
O que muda na prática?
O decreto ataca gargalos históricos que afastavam investidores da região central, criando um ambiente de negócios ágil e seguro. Para que a população e o mercado compreendam o impacto imediato, as principais mudanças incluem:
– Alvará Automático e Fim da Burocracia: Projetos de novas edificações em lotes vazios, requalificação, retrofit e Habitação de Interesse Social (HIS) no Centro passam a ter licenciamento simplificado. Os empreendimentos da região passarão para o Grau de Risco 3, e a emissão do Alvará de Execução de Obras será eletrônica e automática no ato do protocolo, baseada na responsabilidade técnica do profissional, mediante apresentação de documentação simplificada (Planta de Situação e Quadro de Áreas).
– Apoio Financeiro para Reformas (TPC): Para viabilizar financeiramente a recuperação do patrimônio, a Prefeitura aprimorou a Transferência do Potencial Construtivo (TPC). O proprietário que investir na preservação de um imóvel histórico no Centro terá a excepcionalidade de converter 100% do potencial de construção do seu lote (fórmula PT = PC) em um certificado (CPC). Esse crédito funciona como uma “moeda de troca” de alto valor, podendo ser vendido a terceiros para uso em outras áreas, financiando a própria obra de restauro.
– Foco na Habitação de Interesse Social (HIS): O programa garante que a atração de investimentos privados caminhe lado a lado com a inclusão. Obras voltadas para a Habitação Social no Centro estão inseridas diretamente na engrenagem de benefícios e facilidades de licenciamento do ReAC, visando a construção de um bairro multiclassista e o combate à expulsão dos moradores de baixa renda.
– Tolerância Zero com o Abandono: O decreto aciona a atuação prioritária do município contra imóveis que não cumprem sua função social. Imóveis privados em situação de abandono (com degradação e ausência de posse) poderão ser arrecadados provisoriamente pelo Município. O decreto garante ao proprietário o prazo de três anos, após a arrecadação, para manifestar interesse na conservação antes da transferência definitiva do bem ao patrimônio público. O programa também prevê a aplicação prioritária do PEUC e do IPTU Progressivo no Tempo.
– Proteção da Paisagem Histórica (PVBT): Para garantir que o adensamento não sufoque a história da cidade, o decreto regulamenta os Perímetros de Proteção de Vizinhança de Bem Tombado (PVBT). Através de estudos técnicos, eles estabelecem regras inteligentes para blindar a visibilidade dos monumentos históricos e, ao mesmo tempo, flexibilizar novos índices urbanísticos e gabaritos de forma segura no miolo das quadras.
– Gestão Urbana Preditiva: Para garantir que a engrenagem funcione, o decreto institui o Gabinete de Inteligência e Transformação Territorial. A nova unidade estratégica da SEDEC coordenará o licenciamento, fará o monitoramento baseado em dados e garantirá a integração institucional entre poder público e iniciativa privada para o sucesso contínuo do programa.
A expectativa da Sedec, com as novas regras, é viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias na Área Central, com fortíssimo incentivo para a Habitação de Interesse Social (HIS). O objetivo é aproximar moradia, trabalho, serviços e lazer, permitindo que famílias de diferentes faixas de renda possam morar em uma das regiões mais bem estruturadas de Vitória.
Um novo ciclo para a cidade
Nas últimas décadas, o coração de Vitória vivenciou um esvaziamento profundo, caindo de 30% para cerca de 10% do total de habitantes da capital. O resultado foi a proliferação de prédios vazios e a subutilização de uma infraestrutura urbana de ponta.
O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), Túllio Ponzi, reforça a capacidade de transformação do novo marco legal. “O ReAC representa uma mudança de paradigma. É uma arquitetura institucional sofisticada que confere intencionalidade ao investimento público. Na prática, a integração dos instrumentos regulamentados faz com que cada real investido pelo Município no Centro atue como catalisador do desenvolvimento, atraindo investimentos privados, ampliando a produção de moradia para todas as faixas de renda, permitindo que mais pessoas possam viver em uma das áreas mais bem localizadas e estruturadas da cidade, valorizando o patrimônio, gerando oportunidades e melhorando a qualidade de vida da população”, afirma o secretário.
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Jansen Lube / PMV
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