Um Encontro Espirituoso
Bispo de São Mateus relembra “encontro engraçado” com Papa Francisco em 2016
Mundo Cristão
Dom Paulo Bosi Dal’Bó, bispo da Diocese de São Mateus, esteve com pontífice em 2016 e a imagem dos dois aos risos repercutiu não apenas no ES
São Mateus / ES
“‘O que o bispo disse para o papa para ele rir tanto?. Foi um encontro muito descontraído, de um pai espiritual que acolhe os seus filhos”, comentou dom Paulo Bosi Dal’Bó, bispo da Diocese de São Mateus, sobre a foto dle com o Papa Francisco no fim de 2016, em Roma, capital da Itália. Na imagem, é possível ver a maior autoridade católica, que morreu nesta segunda-feira (21), bastante sorridente. A partida repentina do pontífice o fez relembrar do encontro ocorrido há quase uma década.
Dom Paulo contou que esteve em Roma para o curso de novos bispos e conviveu com Francisco por um dia durante o período de aprendizado. Para o bispo diocesano, era como um pai que preparava os filhos para a próxima missão. “É uma convivência familiar, o pai com os filhos que chegam e vão assumir a missão de comandar as suas dioceses”, afirmou em entrevista.
Na época do encontro, Dal’Bó disse que foi um momento especial e agradeceu pela nomeação de bispo, dizendo que a missão é bela, mas árdua, e que o papa respondeu que o Dom Paulo era jovem e tinha bastante tempo de trabalho pela frente. Depois, fez uma brincadeira e considerou a reação de Francisco alegre e prazerosa.
“Eu falei ao Papa que ele era argentino, mas no futebol os melhores eram Pelé e Neymar, e após eu falei que Maradona também, onde ele segurou em minhas mãos e soltou a gargalhada de forma sincera e espontânea”, disse.
O bispo de São Mateus foi a Roma novamente no fim de 2022, quando esteve pela última vez com Francisco, em uma visita ad limina. “Foi uma avaliação ou uma prestação de contas em todos os sentidos”, relatou.
Dom Paulo fez uma reflexão sobre a vida e a morte, relembrando da recente enfermidade do Papa e da aparente recuperação de Francisco, que participou de eventos religiosos públicos, mesmo com evidentes limitações de saúde.
“A vida é uma linha frágil, nós não sabemos o passo seguinte. Quem imaginaria que depois de uma longa enfermidade, ele iria reaparecer em cena, parece bem melhor, recuperado, e nessa madrugada ele se despede dessa forma. Ninguém sabe qual será o nosso dia. Precisamos celebrar bem o nosso mistério com fé. Aquele que acredita, a vida não é tirada. E sim transformada”.
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* Reprodução de matéria do Jornal do Norte
* Foto/destaque: Reprodução / Rede Social
Mundo Cristão
Dia Nacional do Pastor destacou a missão e os desafios da fé
Vocação, cuidado e responsabilidade marcam a trajetória de homens e mulheres chamados para conduzir comunidades cristãs. Pastores foram homenageados em sessão solene na Câmara da Serra.
O Brasil celebrou no domingo (14) o Dia Nacional da Pastora Evangélica e do Pastor Evangélico, data oficial criada pela Lei nº 14.970/2024 e comemorada anualmente no segundo domingo de junho. A homenagem ocorre em um momento de forte expansão do segmento evangélico no país. Estimativas reunidas pelo Instituto Paracleto apontam que o Brasil já possui cerca de 140 mil igrejas evangélicas e algo entre 500 mil e 600 mil pastores, pastoras e líderes ministeriais atuando em diferentes denominações e comunidades religiosas. O levantamento foi elaborado a partir de dados do IBGE, Ipea, FAPESP, convenções religiosas e registros públicos do setor.

O crescimento das igrejas acompanha o avanço da população evangélica brasileira. Segundo o Censo 2022, os evangélicos representam 26,9% da população nacional, o equivalente a cerca de 47 milhões de pessoas. Em meio a esse cenário, a nova data busca reconhecer homens e mulheres que exercem uma das funções mais importantes dentro das comunidades cristãs: o cuidado espiritual, o ensino da Palavra e a condução das igrejas.
Apesar do reconhecimento, a função pastoral continua cercada de desafios e responsabilidades. O pregador britânico Charles Spurgeon, considerado um dos maiores nomes da história do cristianismo, alertou sobre a importância da motivação correta para o ministério. “Se um homem perceber, depois do mais severo exame de si mesmo, qualquer outro motivo que não seja a glória de Deus e o bem das almas em sua busca do pastorado, melhor que se afaste dele de uma vez”, escreveu.
A advertência dialoga com uma preocupação antiga das igrejas: distinguir a vocação genuína da busca por prestígio ou reconhecimento. O apóstolo Paulo enfatizou esse princípio ao afirmar em I Timóteo 3:1 que aquele que deseja o episcopado ou pastorado deve desejar “excelente obra”, destacando a missão acima da posição.
A Bíblia também apresenta o peso dessa responsabilidade. Em Jeremias 23, Deus repreende os pastores que dispersam e prejudicam o rebanho. Já em Malaquias 2, os líderes espirituais são chamados a guardar o conhecimento e transmitir fielmente a Palavra de Deus.

Pastor e escritor Erwin Lutzer
Além dos desafios espirituais, muitos líderes enfrentam questões práticas. O ministério bivocacionado, em que o pastor divide seu tempo entre a igreja e outra profissão, tornou-se uma realidade cada vez mais comum. O pastor e escritor aborda esse tema no livro “Pastor e Profissional – A alegria do ministério bivocacionado”, destacando que a combinação entre trabalho secular e ministério pode ser uma alternativa saudável e necessária para muitas congregações.
Segundo Bickers, o pastor precisa acreditar em seu potencial e contar com o apoio da igreja para desenvolver projetos, alcançar metas e construir uma visão ministerial duradoura. Para ele, sonhos e planejamento caminham lado a lado com oração e dependência de Deus.
A compreensão do chamado pastoral também é ressaltada por Erwin Lutzer, autor do livro “De Pastor para Pastor”. Ele define a vocação ministerial como uma convicção interior produzida pelo Espírito Santo e confirmada pela Palavra de Deus e pela comunidade cristã.
Ministério e estresse
Embora o chamado permaneça vivo, pesquisas recentes mostram que o desgaste emocional continua sendo uma realidade entre líderes religiosos. O estudo “Estado da Igreja 2025”, da Barna Research, revelou que 24% dos pastores protestantes norte-americanos consideraram seriamente abandonar o ministério em tempo integral no último ano. O índice representa uma melhora em relação ao pico de 42% registrado durante a pandemia, mas ainda revela um cenário preocupante.
Entre os fatores mais citados estão o estresse intenso, sentimentos de isolamento, conflitos internos nas igrejas, divisões ideológicas e os impactos da rotina ministerial sobre a família.
Os pesquisadores observam, porém, sinais de recuperação. Com a estabilização das congregações após os anos mais turbulentos da pandemia, muitos líderes relatam maior clareza sobre limites saudáveis, expectativas realistas e formas sustentáveis de exercer a liderança.
Neste Dia Nacional da Pastora Evangélica e do Pastor Evangélico, a homenagem vai além dos púlpitos. A data lança luz sobre homens e mulheres que assumem a missão de ensinar, aconselhar, servir e conduzir pessoas na fé, enfrentando diariamente desafios espirituais, emocionais e sociais que muitas vezes permanecem invisíveis aos olhos da própria congregação.
Pastores são homenageados na Câmara Municipal da Serra
Na terça-feira (16), a Câmara Municipal da Serra realizou uma Sessão Solene por iniciativa do vereador Pastor Dinho Souza (PL). De acordo com o parlamentar, o evento teve como objetivo homenagear o Dia do Pastor Evangélico.

Pastor vereador Dinho / Foto: CMS
“A cerimônia foi organizada para reconhecer e valorizar a atuação dos pastores evangélicos no município, destacando sua contribuição espiritual, social e comunitária junto à população serrana”, enfatizou o autor da sessão.
Segundo a organização do evento, foram homologados 203 certificados. No entanto, 72 homenageados não compareceram à sessão solene, totalizando 131 pastores presentes e homenageados durante a cerimônia.
O plenário e as galerias da Câmara ficaram lotados. Além dos pronunciamentos, o evento contou com a apresentação de um coral infantil e momentos de louvor. “Foi um evento muito inspirador e de fé”, ressaltou um dos participantes da cerimônia.
A mesa de honra foi presidida pelo vereador Pastor Dinho Souza e composta por Maguinha Malta, pré-candidata ao Senado; Suellen Camilatto, palestrante das pautas em defesa dos valores cristãos; pastor Doriedtson Rio Vieira, presidente da Liga de Pastores Conservadores do Espírito Santo; e pastor Diego Cassotto Goulart, do Ministério Missão Serra.

Pastor Sandro Gomes e esposa, pastora Emilene, foram homenageados / Foto; Renata Brasil
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- Da Redação / Com informações da comunhao.com.br e assessoria do vereador Pastor Dinho
- Foto destaque: Reprodução / JN
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