Terror em Israel
Três mortos e sete feridos em atentado em Jerusalém
INTERNACIONAL
Os dois terroristas que realizaram o ataque foram baleados e mortos pela polícia e por um civil próximo.
Jerusalém
Três pessoas morreram e outras seis ficaram feridas em um ataque a tiros na entrada de Jerusalém na manhã de quinta-feira, segundo serviços de emergência.
Uma mulher de 24 anos e um homem de 73 anos foram mortos no ataque, enquanto um outro estava em estado crítico, outros três ficaram gravemente feridos e outros três estavam em estado leve a moderado.

De acordo com a polícia, dois terroristas de Jerusalém portando uma M16 e uma pistola chegaram ao cruzamento de Givat Shaul, perto da entrada de Jerusalém, na manhã de quinta-feira e começaram a disparar contra civis numa paragem de autocarro próxima. Os dois terroristas foram baleados e mortos pelas forças de segurança e por um civil que estava no local.
A polícia rapidamente fechou o local do ataque e iniciou buscas para garantir que não havia outros agressores à solta.
Há duas semanas, um soldado das IDF foi baleado e morto e cinco outros israelenses foram feridos por um terrorista palestino num posto de controle de segurança na estrada secundária de Belém, a sul de Jerusalém.
Abominável ataque terrorista em Jerusalém esta manhã. Condenamos inequivocamente esta violência brutal. Os meus pensamentos estão com as famílias das vítimas e apresento as minhas sinceras condolências a todas as pessoas afetadas.
O embaixador dos EUA em Israel, Jack Lew, condenou o ataque na quinta-feira, postando no X “Abominável ataque terrorista em Jerusalém esta manhã. Condenamos inequivocamente essa violência brutal. Meus pensamentos estão com as famílias das vítimas e ofereço minhas sinceras condolências a todos os afetados .”
O Embaixador da União Europeia em Israel, Dimiter Tzantchev, também condenou o ataque, escrevendo: “Condeno o ataque terrorista em Jerusalém esta manhã, que matou dois e feriu muitos outros israelenses. Condolências aos entes queridos das vítimas. Refuah shleimah aos feridos . A UE condena todas as formas de terrorismo e está ao lado de Israel neste momento difícil.”
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* Informações do Site Israel Agora e Sempre
* Foto: Chain Goldberg – Flash90
INTERNACIONAL
Hamas aceita acordo para seu desarmamento e retirada de Israel de Gaza
O desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, era um dos principais obstáculos para encerrar a guerra com Israel
Por Agência AFP
O movimento islamista Hamas afirmou nesta sexta-feira (31) que aceitou um acordo para acabar com a guerra em Gaza, que inclui dispositivos relacionados ao seu desarmamento e à retirada gradual do Exército de Israel do território palestino.
Israel ainda não reagiu oficialmente ao acordo, anunciado na noite de quinta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o definiu em sua rede Truth Social como “um acordo HISTÓRICO” e “um passo monumental rumo a uma PAZ e SEGURANÇA duradouras”.
O desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, era um dos principais obstáculos para encerrar a guerra com Israel após o cessar-fogo assinado em outubro.
Uma fonte política israelense disse à AFP que o acordo proposto não soluciona “de forma satisfatória” as demandas do país por uma desmilitarização completa de Gaza.
Também indicou que a questão não foi abordada durante a reunião desta semana na Casa Branca entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente americano.
Segundo Trump, o desarmamento é uma fase crucial para avançar em direção à instalação de um novo governo palestino no território.
Fontes do Hamas confirmam acordo
Duas fontes do alto escalão do Hamas, que falaram sob a condição de anonimato, confirmaram à AFP um acordo com o Estado hebreu para o desarmamento do grupo e a retirada do Exército israelense de Gaza.
As fontes afirmaram que esperam que os mediadores e o Conselho da Paz garantam que os israelenses cumpram o que foi estabelecido e supervisionem o processo de desarmamento do grupo.
O Hamas está fazendo “concessões pelo bem do nosso povo na Faixa de Gaza, para salvá-lo da morte e do deslocamento”, declarou Ghazi Hamad, um dos negociadores do movimento.
“Israel não vai interferir na questão do desarmamento”, disse Hamad. Segundo ele, a tarefa será responsabilidade do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG).
Segundo uma fonte diplomática que acompanha as negociações, as armas serão entregues a este órgão de tecnocratas palestinos, que deverá administrar, durante o período de transição, a vida cotidiana em Gaza.
Negociações aconteciam há semanas no Egito para implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que tem como objetivo pôr fim de forma definitiva à guerra.
O conflito começou com o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou um balanço de 1.221 mortos, segundo números oficiais israelenses, e 251 pessoas sequestradas.
A retaliação israelense contra Gaza deixou mais de 73.000 mortos, segundo os dados do Ministério da Saúde do governo liderado pelo Hamas.
Apesar da trégua, a violência continua na Faixa. Na quinta-feira, bombardeios israelenses mataram ao menos quatro pessoas, incluindo duas crianças, segundo autoridades de saúde da região.
“Implementação”
O Conselho da Paz confirmou em uma publicação no X que o Hamas havia “aceitado um mapa do caminho detalhado para implementar as próximas fases do cessar-fogo em Gaza”.
“Agora, nossa atenção está voltada para a implementação”, escreveu a organização, acrescentando que o NCAG “começará em breve uma transição gradual rumo à plena autoridade”.
Trump, em uma publicação anterior, afirmou que, uma vez que o Hamas estiver desarmado, “as forças israelenses vão se retirar e a Força Internacional de Estabilização trabalhará com uma nova força policial palestina para assumir a responsabilidade sobre Gaza”.
A Força Internacional de Estabilização é uma estrutura em processo de criação que reunirá tropas de vários países sob a direção do Conselho da Paz.
Uma fonte diplomática afirmou à AFP que o desarmamento será supervisionado de forma coordenada entre esta força e o governo interino do NCAG. Este órgão, no entanto, trabalha atualmente no Egito porque Israel não permite que seus membros tenham acesso a Gaza, segundo a imprensa egípcia e palestina.
Israel controla mais de 60% desse território e exigia o desarmamento completo do Hamas e dos demais grupos palestinos antes de qualquer avanço no plano.
O Hamas anunciou no início de julho a dissolução do comitê que administrava os assuntos civis da Faixa de Gaza desde 2007 e declarou querer transferir estas responsabilidades ao NCAG.
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- Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Eyad Baba / AFP
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