Proposta de Ditador
Com Lula, Maduro pede diálogo direto entre Venezuela e Brasil
INTERNACIONAL
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que a reunião com o presidente Lula (PT) inaugurou uma nova era de relações entre os dois países sul-americanos, e disse esperar um diálogo direto e uma relação horizontal.

“Relações entre Brasil e Venezuela foram truncadas e revertidas de um dia para outro”, afirmou Maduro. “De repente, o Brasil fechou todas as portas e as janelas [para a Venezuela], sendo os dois países vizinhos, que se gostam como povos”.
Governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) determinou a volta de todos os diplomatas brasileiros em Caracas e reconhecia o líder opositor Juan Guaidó como presidente.
Maduro disse esperar que portas brasileiras não voltem a se fechar. “Temos à nossa frente a construção de um novo mapa de cooperação, que possa abranger as áreas de relacionamento horizontal entre os povos, permitindo diálogo direto entre Brasil e Venezuela, bem como de toda a América do Sul”, declarou.
Presidente brasileiro disse considerar “absurdo” que pessoas que defendem a democracia neguem o governo de Maduro, e ressaltou a relação comercial entre os dois países. “Nossa relação comercial já teve um fluxo de praticamente 6 bilhões de dólares, e hoje tem pouco menos de 2 bilhões de dólares. Isso é ruim para a Venezuela e para o Brasil”, afirmou. Maduro é presidente da Venezuela desde 2013, mas realizou diversas manobras de censura e ataques a opositores para se perpetuar no poder.
Lula recebeu Maduro hoje no Planalto em uma série de reuniões que fará com líderes sul-americanos nesta semana. Apenas a presidente do Peru, Dina Boluarte, não virá à capital federal, já que enfrenta impedimentos constitucionais.
Sucessor de Hugo Chávez, Maduro é líder da Venezuela desde 2013. A Assembleia Constituinte instalada em 2017 não é reconhecida por vários países, incluindo o Brasil. No ano passado, a ONU denunciou que agências do governo cometem crimes contra a humanidade para reprimir a oposição. Os Estados Unidos oferecem recompensa pelo Maduro.
- FolhaPress – Conteúdo / Foto: Divulgação
INTERNACIONAL
Sem Brasil, países sul-americanos anunciam parceria para frear avanço do crime organizado
Por Isabella de Paula*
Os governos do Chile, Argentina, Peru, Bolívia e Equador assinaram um compromisso nesta quinta-feira (28) para desenvolver um plano para aumentar a coordenação regional no combate ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico.
“Vamos enfrentar o crime juntos. Queremos trazer segurança e tranquilidade aos nossos concidadãos. Hoje, nasce o Compromisso de Santiago”, anunciou o ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna, que presidiu uma reunião que reuniu homólogos dos cinco países.
Dada a natureza transfronteiriça do crime, acrescentou, “os esforços nacionais são insuficientes e devem ser complementados por maior cooperação política, coordenação técnica e compartilhamento de informações”. O Brasil não integrou a reunião.
Os países envolvidos na iniciativa se comprometeram a desenvolver um plano de ação conjunto, que inclui “ações concretas e resultados mensuráveis e verificáveis”, e a se reunirem novamente em 180 dias em Buenos Aires para avaliar o progresso.
Entre as medidas em consideração estão a coordenação de fronteiras, a cooperação institucional, o compartilhamento de informações, o rastreamento de fluxos financeiros ilícitos e o fortalecimento dos mecanismos regionais de resposta.
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- Gazeta do Povo – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Javier Torres / Agência EFE
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