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Diretor de grupo onde Chico Xavier atuava alerta sobre rumo do espiritismo

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Um dia após o aniversário de 113 anos de Chico Xavier, ocorrido neste domingo (2/4), o diretor do Grupo Espírita da Prece (local onde o famoso médium psicografou a maior parte de seus livros) alertou sobre a fuga em grande parte dos centro espíritas de todos os ensinamentos da doutrina, filosofia e ciência do Espiritismo. 

“Hoje em Uberaba (onde o médium viveu grande parte de sua vida na Terra), de cerca de 120 centros espíritas, apenas de 10 a 15 seguem realmente as mensagens que Alan Kardec e Chico Xavier queriam passar, ou seja, trabalhar no bem em prol do próximo”, comentou Wellington Wagner de Souza, diretor do Grupo Espírita da Prece e da Casa Espírita João Urzedo. Para ele, atuar dentro da filosofia espírita não é apenas fazer a caridade, dar o alimento, uma cesta básica, mas sim evangelizar e acompanhar espiritualmente cada necessitado.

“O Espiritismo, não só em Uberaba, mas em várias partes do Brasil, está perdendo o norte; está perdendo a referência de simplicidade, humildade, desapego e o cunho moral que é ensinar o correto, o justo e ajudar as pessoas a se tornarem pessoas de bem.    Estão inserindo em casas espiritas reiki, cromoterapia, apometria, entre outros elementos que não existem no Espiritismo”.

Além disso, diz que “tem muito espírita que não gosta de pobre e é apegado a bens materiais”, lamentou Wellington de Souza, que também é médium.   Chico Xavier viveu em Uberaba entre os anos de 1959 e 2002, quando faleceu.

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 Nascido em 1910, em Pedro Leopoldo, Região Metropolitana de Belo Horizonte, Chico Xavier se mudou para Uberaba, no Triângulo Mineiro, em 1959, onde psicografou grande parte dos seus 459 livros.

Atualmente, além da Casa da Prece (onde ele psicografou grande parte de seus livros), os centros espiritas e o Memorial Chico Xavier, há um outro espaço em Uberaba que preserva a memória do médium, ou seja, o Museu Chico Xavier, local onde ele residiu durante todos os anos que morou na cidade.   A casa é mantida pelo dentista Eurípedes Humberto Higino dos Reis, 72, filho adotivo do médium. Reis foi morar com Chico quando tinha 8 anos, tendo uma convivência com o pai de cerca de 45 anos. No local, há pertences como perucas, roupas, livros e mensagens atribuídas aos espíritos André Luiz e Emmanuel, considerados pelo médium como seus orientadores.

O médium Francisco Cândido Xavier dizia que queria desencarnar no dia em que o povo brasileiro estivesse muito feliz. Foi o que aconteceu. Por volta das 19h30 do dia de 30 de junho de 2002, quando o país estava em festa, já que na manhã daquele dia, a seleção brasileira de futebol havia conquistado o pentacampeonato da Copa do Mundo, Chico Xavier, com então 92 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória e faleceu.

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Homenagem aos 113 anos de Chico na Concha Acústica

Na manhã de ontem (2/4) na Concha Acústica de Uberaba, em homenagem aos 113 anos do nascimento do médium, https://www.instagram.com/p/CqibX8pgbVs/ aconteceu a apresentação do Projeto do Memorial Chico Xavier, por meio de um vídeo em telão.

Em seguida, conforme a Fundação Cultural de Uberaba, foram apresentadas intervenções poéticas, fotos, histórias e vídeos do médium, também no telão.

Depois disso houve uma exposição coletiva de artes visuais em homenagem a Chico Xavier, além de entidades do terceiro setor com vários artesãos que apresentaram os seus trabalhos.

O evento se encerrou com o “Show Canta Chico”, do violeiro Alexandre Saad.

O projeto está orçado em R$ 5 milhões e previsão de entrega é para abril do ano que vem

Segundo informações divulgada pela Prefeitura de Uberaba, com exposições interativas e recursos tecnológicos, o Memorial Chico Xavier, em Uberaba, será revitalizado, sendo que as obras têm previsão para iniciar em junho desse ano. A previsão de entrega do novo espaço é para abril do ano que vem.  

  • Fundação Cultural de Uberaba – Foto: Divulgação

 

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“Virou tudo cinza”: incêndio em apartamento de Jardim Camburi deixa aposentado sem nada

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Chamas e fumaça acabaram com o imóvel onde o aposentado Deilson Beltrame vivia há mais de quatro décadas

Por Laura Mel* / Vitória – ES

Depois de mais de quatro décadas vivendo no mesmo endereço, o aposentado Deilson Beltrame agora tenta recomeçar do zero. O apartamento onde morava, em Jardim Camburi, Vitória, foi destruído por um incêndio, na noite desta quarta-feira (15).

O morador contou que perdeu tudo, incluindo móveis, roupas e pertences do neto e da filha que moravam com ele, mas que não estavam em casa quando o fogo começou.

“Começou em cima do colchão, em um carregador de celular. Eu esqueci ele conectado à tomada. Estava sem o celular, mas estava conectado. Aí não sobrou nada”, disse Deilson Beltrame.

Além dos prejuízos materiais, ele também perdeu objetos pessoais que guardava da esposa, que morreu há um ano.

Apartamento não tinha seguro

Sem seguro para cobrir os danos internos, o morador terá que arcar sozinho com os custos da reconstrução. Deilson optou por não acionar a perícia do Corpo de Bombeiros para formalizar a causa do incêndio.

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Segundo ele, a decisão foi tomada diante da burocracia exigida para tentar acionar o seguro do condomínio, que não cobre danos internos ao imóvel. “Se eu for fazer por seguro, é uma amolação tremenda. São três orçamentos para cada tipo de trabalho”, afirmou.

De acordo com Deilson, a cobertura disponível no prédio se restringe a áreas comuns e não contempla perdas dentro dos apartamentos, o que o deixa responsável por todos os custos da reforma. O prejuízo estimado é de R$ 100 mil.

“Eu vou ter que trocar o piso todo, reformar o teto, que caiu. Acabou ventilador, ar-condicionado, cama, colchão, guarda-roupa… virou tudo cinza”.

Na noite do incêndio, o aposentado foi acolhido por vizinhos. A filha e o neto também precisaram buscar abrigo em casas de conhecidos. Apesar da destruição, ele destaca que conseguiu sair a tempo com a cachorrinha de estimação.

Incêndio destruiu quartos e danificou restante do imóvel

O incêndio atingiu o apartamento que fica no terceiro andar de um condomínio e mobilizou o Corpo de Bombeiros. Imagens registradas no momento mostram uma grande quantidade de fogo e fumaça preta saindo pela janela. A rua precisou ser interditada durante o atendimento da ocorrência.

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De acordo com os bombeiros, o fogo se espalhou rapidamente e destruiu quase todo o imóvel. Apenas a cozinha não foi atingida diretamente pelas chamas, mas ficou comprometida pela fumaça. O teto sofreu danos, com queda de gesso e reboco.

Como ajudar

Sem chave Pix, Deilson disponibilizou um telefone para quem quiser e puder contribuir com doações ou qualquer tipo de ajuda: (27) 99957-0202.

 A família precisa de móveis, roupas e apoio para a reconstrução do imóvel.

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  • Folha Vitória – Conteúdo / Com informações da repórter Alessandra Ximenes, da TV Vitória/Record, 
  • Foto Destaque; Crédito – TV Vitória / Record
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