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Chuvas Torrenciais

Chuvas no Rio deixam mortos, alagam hospital, interditam ruas, quartéis ficam submersos e fecham Avenida Brasil

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Niterói atinge índice pluviométrico histórico

As chuvas estão provocando sérios transtornos na cidade e no estado do Rio desde a madrugada deste domingo. O Corpo de Bombeiros confirmou nesta manhã nove mortes até o momento na Zona Norte da capital e na Baixada Fluminense. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou a 10ª vítima. Algumas ainda não foram identificadas. Há uma pessoa desaparecida ainda em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A Avenida Brasil, que chegou a ser totalmente interditava durante a madrugada, já foi totalmente liberada. Pela manhã, agentes da prefeitura chegaram a fechar a pista central, no sentido centro, para fazer o escoamento da água. O subsolo do Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari, também está alagado. Já o metrô funciona parcialmente na Linha 2, por conta do transbordamento do Rio Acari.

Em Ricardo de Albuquerque, foram usados cães farejadores nas buscas pelo homem encontrado morto, soterrado num deslizamento de terra na Rua Moraes Pinheiro. O Centro de Operações da prefeitura informa que o município entrou no estágio 4 (quarto nível numa escala de 5) às 02h45, devido aos elevados pluviométricos acumulados em 24 horas. Além disso, diversas ocorrências estão em andamento e provocam impactos na rotina da cidade, principalmente na Zona Norte.

Em Niterói, a prefeitura informa que foi atingido o recorde histórico de chuvas em uma hora: 120,2 milímetros. Na Rua Cinco de Julho, em Icaraí, garagens foram inundadas e prédios ficaram sem energia e elevadores.

Já em Rocha Miranda, na Zona Norte, o pátio do 9º BPM ficou inundado. O Centro de Operações da prefeitura informa que o município entrou no estágio 4 (quarto nível numa escala de 5) às 02h45, devido aos elevados pluviométricos acumulados em 24 horas. Além disso, diversas ocorrências estão em andamento e provocam impactos na rotina da cidade, principalmente na Zona Norte.

Em Acari, o temporal atingiu a rede elétrica e deixou o Hospital Ronaldo Gazolla seis horas sem energia e inundou o subsolo. A clínica da família, consultórios e estacionamentos foram fechados por conta do alagamento. O secretário de Saúde do Rio, Daniel Soranz, esteve na unidade hospitalar pela manhã deste domingo acompanhando o trabalho de rescaldo. Agentes da prefeitura e garis trabalharam durante a madrugada para escoar a água.

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Em suas redes sociais no início da manhã, o prefeito Eduardo Paes pede que as pessoas evitem passar pela Avenida Brasil e que a prefeitura tentava restabelecer a energia no Hospital Ronaldo Gazolla. Segundo o monitoramento do município, algumas regiões da cidade registraram acumulados de chuva acima dos 200mm nas últimas 24 horas. Veja os bairros com os maiores volumes:

O governador Cláudio Castro afirmou que está em contato com os prefeitos fluminenses, acompanhando a situação dos municípios para atender cada demanda e agilizar a atuação das secretarias. Na área assistencial, por exemplo, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, já está montando dentro do Restaurante do Povo de Duque de Caxias um centro de preparo e distribuição de refeições que serão entregues para abrigos nas cidades afetadas pela chuva.

A pasta atua junto às prefeituras para poder disponibilizar o Cartão Recomeçar para desabrigados. O governador também determinou à Secretaria de Saúde o reforço nas equipes dos hospitais estaduais.

Em meio à tragédia, na Rua dos Italianos, em frente ao Hospital Carmela Dutra, um homem usou um jet ski para trafegar na via alagada.

Pelo Twitter, o prefeito Eduardo Paes informa que foi montada uma base de comando da prefeitura na Pavuna e pede às pessoas que evitem se deslocar, especialmente na Zona Norte da cidade.

Já a Secretaria de Estado de Defesa Civil (Sedec-RJ) e o Corpo de Bombeiros monitoram as precipitações em todo o estado.

Os Bombeiros atenderam a mais de 150 ocorrências relacionadas às chuvas nas últimas 24 horas, em todo o território fluminense, relacionadas a salvamentos de pessoas, inundações/alagamentos, cortes de árvores e desabamentos/deslizamentos.

Baixada Fluminense alagada

Em Belford Roxo, equipes buscam por uma vítima feminina adulta que teria desaparecido após a queda de um veículo no Rio Botas, na altura da Rua Doze, no bairro Andrade Araújo, na noite de sábado.

Em Ricardo Albuquerque, bombeiros trabalham, com o uso de cães farejadores, em busca de uma vítima masculina adulta que teria sido soterrada após o desabamento de uma edificação na rua Moraes Pinheiro, na manhã deste domingo.

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Moradores da Baixada relatam que além de estarem sem o Metrô, que não chega à Pavuna, também estão com dificuldade de conseguir ônibus. De tão intensa, a chuva chegou a alagar casas em Vilar dos Teles, no município de São João de Meriti.

A Prefeitura de Duque de Caxias informou que as fortes chuvas que atingem o município, desde o início da tarde de sábado, provocaram alagamentos em vários pontos dos quatro distritos. Algumas regiões foram mais afetadas devido às chuvas mais intensas. O índice pluviométrico ultrapassou os 100 mm em 24 horas e, devido à previsão de mais chuvas nas próximas horas, o município entrou em estágio de alerta.

São inúmeros pontos de alagamento em várias cidades da Bixada Fluminense, em outras regiões do Estado e na Região Metropolitana.

A quantidade de chuva nessas 14 horas representou 77% da média histórica do mês de janeiro, de 305,8mm. Em 24 horas, entre 8h45m de sábado e 8h45m de domingo, foram 237mm. O bairro Moquetá foi o mais atingido, com 57mm de chuva em apenas uma hora. Uma mulher está desaparecida após a queda de um veículo no Rio Botas, no trecho entre Nova Iguaçu e Belford Roxo. Equipes do Corpo de Bombeiros fazem buscas na cidade vizinha.

O Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) está acompanhando as condições meteorológicas e os níveis pluviométricos em todo o território fluminense, enviando alerta para os municípios quando necessário.

O risco hidrológico é alto ou muito alto na capital, nas Regiões Metropolitana, Serrana, Sul, Noroeste, Costa Verde e na Baixada Fluminense, com propensão a alagamentos e inundações. No restante do Estado, o risco é baixo a moderado.

O risco geológico é alto ou muito alto na capital, nas Regiões Metropolitana, Serrana, Sul, Costa Verde e na Baixada Fluminense, com possibilidade de deslizamentos de terra.

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* Com informações de agências de notícias / Fotos: Márcia Folleto – Extra  / Vídeo: Reprodução – UOL

 

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Incêndio atinge prédio de restaurante ‘Ilha do Caranguejo’ em Jardim Camburi

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Fogo teria começado em uma fritadeira, na cozinha do restaurante

Vitória – ES

Aconteceu na manhã desta segunda-feira (1) um incêndio no prédio do restaurante Ilha do Caranguejo, em Jardim Camburi, Vitória. Imagens mostram uma densa fumaça saindo do telhado do estabelecimento.

De acordo com moradores ouvidos pela reportagem, o incêndio teria iniciado na cozinha do restaurante, “após a fritadeira queimar o fogo se espalhou até a parte elétrica e isso aumentou ainda mais as chamas”, disse um morador ao Pauta1.

A proprietária do restaurante, Lorena Motta, informou que o incêndio teve início no trabalho de preparação de alimentos. “Como nas segundas-feiras não abrimos para almoço, a equipe estava realizando um trabalho de preparação pra semana. Graças a Deus estávamos com poucos dos nossos colaboradores presentes, além de um cliente. Nas preparações da semana, uma das fritadeiras teve um problema e pegou fogo, e as chamas subiram para a tubulação. Logo a equipe do Corpo de Bombeiros chegou e o fogo foi contido, está tudo certo. Ninguém se machucou, e agora é se organizar para, em breve, estarmos abertos novamente”, explicou.

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Ela destacou que não há condições de avaliar os prejuízos causados pelo incêndio. “Nem subimos para ver o estrago. Pelo o que a gente entendeu, o fogo atingiu mais a estrutura do telhado, não atingiu a área de clientes”.

O Corpo de Bombeiros atendeu a ocorrência, mas não há um pronunciamento oficial sobre o ocorrido, que está sendo investigado para se chegar as causas do incêndio;

Em nota publicada nas redes sociais, a administração do Ilha do Caranguejo lamentou o ocorrido e informou a suspensão das atividades nesta segunda-feira (1). 

“Hoje, 01º de junho, infelizmente, não poderemos abrir devido a um problema técnico identificado em nossa unidade de Vitória.

A boa notícia é que, graças a Deus, ninguém se feriu e todos estão bem. Nossa equipe já está trabalhando para solucionar a situação com toda a agilidade e segurança necessárias.

Pedimos desculpas pelos transtornos e agradecemos a compreensão, o carinho e a confiança de todos.

Agradecimento especial, ao incrível trabalho realizado pelo Corpo de Bombeiros que prontamente atendeu à ocorrência”.

Moradores tiveram que deixar apartamentos 

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Moradores de um prédio localizado atrás do estabelecimento relataram que tiveram que deixar seus apartamentos no momento do incêndio. 

Tivemos que descer para a rua porque a fumaça começou a invadir nossas casas. Achamos que fosse no prédio, mas vizinhos falaram que foi no Ilha do Caranguejo. Os apartamentos estão com um cheiro muito forte da fumaça, e a fumaça estava muito alta. Aí todo mundo decidiu descer, porque eles não estavam conseguindo controlar o fogo”, relatou Amanda Bernardino, moradora da região. 

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  • Da Redação / Com informações da mídia
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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