Ação Solidária
Projeto Travessia “Correndo por uma Causa” teve início neste sábado
EVENTOS
O esporte sempre esteve presente em todas as iniciativas para boas causas e ações. Por isso, o ultramaratonista Edson Borges e seu convidado Esteves Anjos saíram da divisa Espírito Santo, sobre a Ponte do Rio Itabapoana, na rodovia BR-101, neste sábado (22), dando início ao Projeto Travessia “Correndo Por uma causa”, com a finalidade de dar visibilidade e arrecadar doações para três instituições. As instituições são: Instituto Vovô Chiquinho, da Serra; AAFAES, de Cariacica e Instituto Serenata de Favela, de Vitória.
De acordo com a organização, Edson e Esteves vão passar pelos municípios de Cachoeiro de Itapemirim, Guarapari, Cariacica, Vitória, Serra, Linhares, São Mateus, dentre outros, até Pedro Canário, de onde será a última saída em direção divisa com a Bahia, o que deve ocorrer no dia 30 de junho. Toda essa maratona deve ser cumprida em 10 dias. Serão 535 km de percurso, uma verdadeira ação só para os grandes atletas.
Durante todo o trajeto, Edson Borges e Esteves Anjos vão contar com o apoio composta com motorista e uma Van, fisioterapeuta, pontos de água, equipe de filmagens e registro, além de suporte importante da Policia Rodoviária Federal (PRF) e da Concessionária Eco-101. Esse evento de solidariedade e ajuda foi organizado pelo atleta Edson Borges e vinha sendo elaborado há cerca de um ano, desde seu último desafio “7 Maratonas em 7 dias”.
Edson afirma que tem como objetivo de vida, a partir da sua história de superação e vida saudável, e “serve de exemplo no incentivo as pessoas através do esporte, proporcionando projetos sociais a visibilidade necessária para que se mantenham de forma digna e autossuficiente”.
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* Fonte: Assessoria de Comunicação Projeto Travessia
* Foto: Divulgação / Assessoria de Comunicação – Camila
EVENTOS
Dia da Síndrome de Down reforça a importância da inclusão com autonomia e oportunidades
Data chama atenção para desafios no mercado de trabalho e destaca iniciativas que promovem protagonismo no Espírito Santo
Por Camilla Gumieiro* / Vitória – ES
Todos os dias, Erick Luiz da Silva acorda cedo, se prepara e segue para o trabalho como auxiliar administrativo no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra. Erick tem Síndrome de Down e construiu um caminho marcado por conquistas, desafios e, principalmente, oportunidades.
Desde pequeno, ele sempre quis participar de tudo. Esteve na escola regular, fez teatro, conviveu com os colegas e nunca aceitou ser colocado à parte. Com o apoio da família, seguiu em busca de inclusão e autonomia.
Para a mãe, Érika Soares da Silva, o protagonismo do filho sempre foi construído com incentivo e confiança. “Ele nunca fez nada por obrigação. Tudo que ele faz é porque quer provar, para ele mesmo e para os outros, que é capaz. Erick sempre quis estar junto, participar de tudo, nunca aceitou ser tratado de forma diferente.”

Com o mesmo entusiasmo de sempre, o jovem, que está com 27 anos, concluiu o ensino médio, fez o Enem e buscou qualificação profissional. Hoje, no mercado de trabalho, mostra, na prática, que inclusão não é sobre limitação. É sobre oportunidade.
Um cenário que ainda precisa avançar
No Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, histórias como a de Erik ainda estão longe de ser a realidade da maioria. No Brasil, apenas 5,3% das pessoas com Síndrome de Down estão no mercado de trabalho, segundo dados do IBGE.
A data nos convida à reflexão sobre a necessidade de ampliar oportunidades e garantir a participação plena dessas pessoas na sociedade. Para o diretor social da Federação das Apaes do Espírito Santo (Feapaes-ES), Vanderson Gaburo, o principal desafio está na efetivação dessas oportunidades:
“A inclusão no mercado de trabalho não pode se limitar ao cumprimento de cotas. Ela começa no acesso à educação de qualidade e se concretiza quando existem oportunidades reais, com respeito, autonomia e valorização das potencialidades de cada pessoa. Mas também passa por uma mudança de mentalidade das empresas, que precisam enxergar essas pessoas para além do diagnóstico e reconhecer seu potencial”.
Inclusão que se constrói no dia a dia
Embora o Brasil tenha avançado com marcos importantes, como a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), ainda há um longo caminho para transformar direitos em prática.
No Espírito Santo, iniciativas vêm fortalecendo esse caminho. As Apaes e sua coirmã Vitória Down atendem, juntas, mais de 10 mil pessoas com deficiência em todo o estado, atuando nas áreas de educação, saúde e assistência social.
Programas como o Emprego Apoiado contribuem diretamente para a inserção profissional, oferecendo suporte técnico às empresas, adaptação de funções e acompanhamento contínuo dos profissionais e suas famílias, criando condições reais para que mais histórias como a de Erik se tornem possíveis.
Mais do que celebrar a data, o Dia Internacional da Síndrome de Down reforça a necessidade de construir uma sociedade onde inclusão seja regra e não exceção.
Evento da Vitória Down reforça a importância da convivência e da inclusão
Como parte das ações que marcam o Dia Internacional da Síndrome de Down, a coirmã Vitória Down promove, no dia 21 de março, uma manhã especial de integração na Praça dos Namorados, em Vitória.
A proposta é sair da rotina, fortalecer vínculos e proporcionar um momento leve ao lado de quem faz parte dessa caminhada. O encontro contará com atividades de convivência, troca de experiências e momentos de descontração para famílias e participantes. A programação acontece a partir das 8h, na Praça dos Namorados (atrás do Bob’s), e é aberta à comunidade.
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- Pauta 6 Comunicação – Conteúdo
- Foto Destaque: Divulgação / Feapaes-ES
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