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Evento / Manifestação

Marcha da Maconha: manifestantes cobram decisão sobre descriminalização

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EVENTOS

Movimento completa 15 anos e aponta lentidão do STF em julgar recurso que discute a descriminalização do porte para uso pessoal da droga

 Belo Horizonte – MG

demora do Supremo Tribunal Federal (STF) em julgar um recurso que discute a descriminalização do porte para uso pessoal da droga deu o tom do ato na tarde deste sábado. Às 16h20, os manifestantes caminharam em direção à Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul da capital. A Marcha da Maconha completa 15 anos em Belo Horizonte. O tema deste ano é “Vamos plantar para reparar vidas” e busca discutir o uso medicinal da droga. O caso levado ao Supremo pede a suspensão de um artigo da Lei Antidrogas que proíbe o armazenamento, plantio e transporte de drogas para uso pessoal. O STF retomou o julgamento sobre a descriminalização na última quinta-feira (24/8). O tema começou a ser analisado pelo plenário em 2015 e, desde então, ficou parado na Corte após um pedido de vistas — mais prazo para analisar o caso — por parte do ministro Teori Zavascki.

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O magistrado, porém, morreu em um acidente aéreo, e o ministro Alexandre de Moraes herdou o processo e o devolveu para julgamento no plenário em 2018. Já são quase oito anos com a ação parada. O julgamento desta semana foi interrompido por pedido de vista do ministro André Mendonça, mas a presidente da Corte, ministra Rosa Weber, decidiu antecipar seu voto, já que se aposenta em setembro. Os ministros Nunes Marques e Luiz Fux decidiram aguardar a volta do caso após o pedido de Mendonça.

Jovens presos por tráfico na Marcha da Maconha

A Polícia Militar prendeu dois homens, de 22 e 26 anos, por tráfico de drogas durante a Marcha da Maconha, que aconteceu neste sábado (26/8) com concentração na Praça da Estação.  A Polícia Militar informou que os militares, inicialmente, foram à Praça da Estação para falar com os organizadores a fim de saber o horário que o evento teria início. Por volta das 14h, enquanto monitoravam a concentração, os policiais flagraram a dupla oferecendo drogas às pessoas.

Segundo a PM, eles não ofereceram resistência durante a abordagem, sendo que um dos jovens questionou “se não seria lícita a conduta deles”, já que participavam de uma manifestação a favor da descriminalização do entorpecente.  Ambos receberam voz de prisão em flagrante e foram levados à delegacia. Quatro buchas de maconha, um celular e a quantia de R$ 107 foram apreendidos. 

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* Conteúdo Estado de Minas – Bruno Luís Barros / Foto: Gladyston Rodrigues – EM – DA.Press

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EVENTOS

Dia da Síndrome de Down reforça a importância da inclusão com autonomia e oportunidades

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Data chama atenção para desafios no mercado de trabalho e destaca iniciativas que promovem protagonismo no Espírito Santo

Por Camilla Gumieiro* / Vitória – ES

Todos os dias, Erick Luiz da Silva acorda cedo, se prepara e segue para o trabalho como auxiliar administrativo no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra. Erick tem Síndrome de Down e construiu um caminho marcado por conquistas, desafios e, principalmente, oportunidades.

Desde pequeno, ele sempre quis participar de tudo. Esteve na escola regular, fez teatro, conviveu com os colegas e nunca aceitou ser colocado à parte. Com o apoio da família, seguiu em busca de inclusão e autonomia.

Para a mãe, Érika Soares da Silva, o protagonismo do filho sempre foi construído com incentivo e confiança. “Ele nunca fez nada por obrigação. Tudo que ele faz é porque quer provar, para ele mesmo e para os outros, que é capaz. Erick sempre quis estar junto, participar de tudo, nunca aceitou ser tratado de forma diferente.”

Com o mesmo entusiasmo de sempre, o jovem, que está com 27 anos, concluiu o ensino médio, fez o Enem e buscou qualificação profissional. Hoje, no mercado de trabalho, mostra, na prática, que inclusão não é sobre limitação. É sobre oportunidade.

Um cenário que ainda precisa avançar

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No Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, histórias como a de Erik ainda estão longe de ser a realidade da maioria. No Brasil, apenas 5,3% das pessoas com Síndrome de Down estão no mercado de trabalho, segundo dados do IBGE.

A data nos convida à reflexão sobre a necessidade de ampliar oportunidades e garantir a participação plena dessas pessoas na sociedade. Para o diretor social da Federação das Apaes do Espírito Santo (Feapaes-ES), Vanderson Gaburo, o principal desafio está na efetivação dessas oportunidades:

“A inclusão no mercado de trabalho não pode se limitar ao cumprimento de cotas. Ela começa no acesso à educação de qualidade e se concretiza quando existem oportunidades reais, com respeito, autonomia e valorização das potencialidades de cada pessoa. Mas também passa por uma mudança de mentalidade das empresas, que precisam enxergar essas pessoas para além do diagnóstico e reconhecer seu potencial”.

Inclusão que se constrói no dia a dia

Embora o Brasil tenha avançado com marcos importantes, como a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), ainda há um longo caminho para transformar direitos em prática.

No Espírito Santo, iniciativas vêm fortalecendo esse caminho. As Apaes e sua coirmã Vitória Down atendem, juntas, mais de 10 mil pessoas com deficiência em todo o estado, atuando nas áreas de educação, saúde e assistência social.

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Programas como o Emprego Apoiado contribuem diretamente para a inserção profissional, oferecendo suporte técnico às empresas, adaptação de funções e acompanhamento contínuo dos profissionais e suas famílias, criando condições reais para que mais histórias como a de Erik se tornem possíveis.

Mais do que celebrar a data, o Dia Internacional da Síndrome de Down reforça a necessidade de construir uma sociedade onde inclusão seja regra e não exceção.

Evento da Vitória Down reforça a importância da convivência e da inclusão

Como parte das ações que marcam o Dia Internacional da Síndrome de Down, a coirmã Vitória Down promove, no dia 21 de março, uma manhã especial de integração na Praça dos Namorados, em Vitória.

A proposta é sair da rotina, fortalecer vínculos e proporcionar um momento leve ao lado de quem faz parte dessa caminhada. O encontro contará com atividades de convivência, troca de experiências e momentos de descontração para famílias e participantes. A programação acontece a partir das 8h, na Praça dos Namorados (atrás do Bob’s), e é aberta à comunidade.

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  • Pauta 6 Comunicação – Conteúdo
  • Foto Destaque: Divulgação / Feapaes-ES

 

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