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Esporte / Jovem Talento

Heitor, Judoca capixaba de 11 anos que já coleciona 14 medalhas conquistadas em vários torneios

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ESPORTES

Recentemente teve reconhecido o seu talento ao ser homenageado pela Câmara Municipal de Vereadores de Vitória com a Moção de Aplauso 

O esporte sempre teve seu lugar no coração e no imaginário das pessoas, chegando a ser uma atividade valorizada até mesmo pela mídia. O futebol se destaca, mas outros, nas últimas décadas, ganharam espaço na imprensa devido aos feitos de seus atletas nos torneios internacionais, como nos jogos olímpicos. O judô é um desses esportes olímpicos de combate, mas antes de ser olímpico, é uma arte marcial japonesa e, desde 1964, passou a ser integrado aos jogos olímpicos.

Novos talentos estão surgindo para que o legado deixado por outros que antecederam essa atual geração continue sua trajetória vitoriosa.

No Espírito Santo o judoca Heitor Premoli, de 11 anos, é um desses talentos que contribuem para consolidar o prestígio desse esporte criado em 1882 no Japão pelo mestre Jigoro Kano. No mesmo ano, ele criou o Instituto Kodokan que ensinava as técnicas e a filosofia associada ao esporte.

Heitor já se destaca em torneios, campeonatos e na academia, aonde treina e se aperfeiçoa com os ensinamentos do renomado judoca, Bruno Ávila. Já coleciona 14 medalhas, sendo 12 de ouro e duas de prata. Uma delas conquistada numa copa internacional na Argentina, quando lá esteve representando as cores do Espírito Santo e, consequentemente, do Brasil. E vale ressaltar que disputou contra adversários maiores, o que torna o seu feito muito mais significativo e importante.

Uma criança como outras

Heitor, do “alto” dos seus 11 anos, é uma criança comum, que estuda, brinca, pratica esporte, vê televisão, gosta também de futebol e torce pelo Flamengo, mas “de maneira discreta”, como deixou bem claro diante do jornalista tricolor que o entrevistava.

Ele nasceu em Colatina, filho de Caroline e Erick Premoli e irmão do Vitor e mora desde os primeiros anos em Vitória, no bairro de Jardim Camburi. Afirma que gosta de ler e não tem paciência para assistir programações na TV que não tenham uma mensagem que passe valores que contribuam para a formação “de uma pessoa boa, que valoriza a família e o respeito aos outros”. Isso não o impede de assistir filmes de aventura e até sobre – acredite – a Primeira Guerra Mundial. Disse ser estudioso e gostar de matemática. O sonho é estudar Direito para ser juiz. “Mas vou continuar sendo um apaixonado pelo judô e participando de torneios aonde tiver”, garante ele, que também se diz organizado com suas coisas colocando cada coisa em seu lugar e até arruma a cama ao acordar (isso a gente não conseguiu confirmar com a sua mãe).

Com relação a música, disse não ter preferência, mas não se liga muito nisso. Além dos estudos, está conectado na prática do Judô, sendo assíduo na academia.

O judô em sua vida

O interesse por essa arte marcial, aconteceu muito cedo em sua vida. Incentivado pelos pais, mas com o compromisso de ser dedicado também aos estudos e tarefas escolares, Heitor deu início a sua trajetória no judô. Queria até aprender o Boxe, mas o Judô calou mais fundo no seu desejo de praticar um esporte que tivesse a essência do “Caminho para a Suavidade”, como é o significado desse esporte.

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“Me adaptei muito ao judô e fez a diferença na mentalidade, no modo de ver as coisas e ter disciplina como maneira de conquistar o que temos como objetivo”, filosofa o pequeno judoca capixaba, que brilha nos torneios dos quais participa.

Para desenvolver a prática e fundamentos desse esporte, Heitor conta com o renomado judoca Bruno Ávila, que lhe transmite todos os ensinamentos necessários para que possa ter um desempenho de excelência nas competições das quais participa. E desafia o mestre dizendo “ainda vou te passar”, numa clara demonstração de determinação, o que não o impede de ser humilde e ter consciência dos seus limites. “Quando falo que vou passar o Sensei Bruno Ávila, é só brincadeira e também para mostrar que sou dedicado e quero conquistar o meu espaço nesse esporte”, explica Heitor.

O jovem judoca afirma que o Judô passa uma mensagem de segurança, ensina ser disciplinado, é o antídoto à violência, apesar de ser uma luta marcial de defesa pessoal. Mas deixa claro que isso não o habilita a sair brigando ou reagindo usando os conhecimentos da luta, dos golpes contra as pessoas. “Isso só em último caso”, diz.

As conquistas

Heitor participou de vários torneios e campeonatos pelo Brasil. Esteve em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco. No exterior foi à Argentina e lá conquistou uma medalha de prata ao competir com um adversário maior do que ele, o que não achou justo. “Mas, apesar disso, trouxe uma medalha para o Brasil”, comemora.

Na sua participação nesses torneios conquistou 14 medalhas, sendo 12 de ouro e duas de prata. É reconhecido como uma esperança para alcançar feitos maiores em torneios que o coloca em patamares que possibilitem disputar as Olimpíadas e outros eventos dessa importância.  “Tenho o sonho de disputar uma Olimpíada, quando tiver idade para isso”, confessa.

Um dos mais importantes eventos de judô dos quais participou foi o Campeonato Brasileiro Regional do Sudeste, em Lavras, Minas Gerais, quando teve contato com grandes judocas da sua categoria e de outras, pois o nível técnico dos judocas é grande, até porque esse evento tem grande importância em nível nacional e é um marco na carreira de cada judoca que participa. Ele já ganhou o estadual em sua categoria, o Brasileirão na Arena Olímpica, no Rio de Janeiro, e em breve terá a oportunidade de disputar o Brasileirão em Recife, categoria sub-13.

No próximo acontecerão dois campeonatos no continente europeu. Serão em dois países diferentes e Heitor tem a intenção de participar. Ainda não há uma definição dos países em que vão promover essas competições, mas é certo que vão acontecer.

Mas, para participar dessas competições pelo Brasil e no exterior, um fator importante é o patrocínio. Esse é um dilema que a maioria dos atletas brasileiros enfrentam, principalmente aqueles que estão fora dos grandes centros e que estão iniciando sua trajetória. Heitor tem contado com o apoio de um patrocinador (Big Flex Embalagens), com os amigos e familiares. O próprio avô, Paulo Renato, que é caminhoneiro e mora em Colatina, foi quem pediu aos colegas e amigos uma contribuição para que o neto participasse de algumas dessas competições pelo Brasil. Patrocínio oficial não conseguiu nenhum, mas tem esperança de conseguir, até porque já começou a aparecer na mídia, depois que foi homenageado com uma Moção pela Câmara Municipal de Vitória, uma iniciativa do vereador Dalto Neves. “Isso já ajuda a dar visibilidade, ficar mais conhecido e servir como argumento em um pedido de patrocínio a alguma empresa, por exemplo”, explica Heitor.

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Recentemente ele recebeu uma homenagem da Câmara Municipal de Vereadores de Vitória que o agraciou com a Moção de Aplauso, um reconhecimento do talento e de bem representar o Estado do Espírito Santo pelos campeonatos Brasil a fora. O autor da homenagem foi o vereador Dalto Neves.

Palavra do Mestre orientando o aluno

O “Judô tem em sua essência princípios como o bem-estar mútuo, onde tem que tentar sempre ajudar o próximo para que se evolua juntos”, pontua Bruno Ávila. “Além da hierarquia que tem no Judô, e o caráter da disciplina que é muito importante”, acrescenta. De acordo com ele, apesar de hoje as pessoas falarem que o judô perdeu com relação a filosofia, “como sou da geração antiga não consigo integrar nessa modernidade toda não”. Ele explica que seleções pelo mundo e até no Japão, nos treinos se voltou para o método dos antigos.

“Isso aconteceu com o Heitor, que desde os dois anos de idade está comigo, é um garoto bom, inclusive já viajou sozinho, sem os pais, para a Argentina e está rendendo bem, estamos aí no caminho, um puxão de orelha de vez enquanto que faz parte da disciplina e a formação do caráter do ser humano para que não se forme apenas grandes competidores ou grandes judocas, só faixa preta, mas pessoas boas para a vida toda, para o mundo e para toda a sociedade”.

Com relação ao desempenho do Heitor, Bruno Ávila explica que “todo atleta da categoria sub-13, que está novo e ele está com 11 anos tem altos e baixos e estamos lapidando e tudo lapidado e trabalhado no tempo certo acho que se houver uma organização da gente com ele, família, todo mundo junto, com a escola a gente tem como trabalhar e mais para a frente pensar em coisas maiores”.

Sobre o futuro e participar de uma Olimpíada, por exemplo, Ávila cita ensinamentos de um mestre que o moldou e o lapidou, que dizia que “sonhar não paga  e te leva em qualquer lugar” e, trazendo isso para a vida, ele é de opinião que sonhar é “sem limite e creio que todos têm essa chance, sei que é difícil” mas segundo Bruno Ávila, “se a gente sonhar pequeno também não se chega longe  e o ideal é que sonhe longe para ir mais longe cada vez mais”, dá a receita para o aluno que, como o judoca Heitor Premoli, sonhe longe para ir mais longe. E às Olimpíadas podem parecer distante, mas como disse o mestre, Bruno Ávila, sonhar longe pode trazer o objetivo do atleta para perto. Então, para Heitor, ser um atleta olímpico pode ser uma possibilidade real.

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ESPORTES

Capixabas conquistam medalhas na Copa do Mundo de ginástica rítmica

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Duas ginastas capixabas subiram ao pódio na etapa de Tashkent, no Uzbequistão, da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica, encerrada no último domingo (12). Geovanna Santos conquistou o bronze no individual com a fita, e Sofia Madeira integrou o conjunto brasileiro que levou a prata na série mista com três arcos e duas maças.

As duas atletas são contempladas pelo programa Bolsa Atleta, da Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport). O pódio de Geovanna foi o primeiro dela em uma etapa da Copa do Mundo e o segundo do Brasil em provas individuais do circuito. Na final, a capixaba obteve 27.600 pontos, ficando atrás apenas da alemã Darja Varfolomeev (29.650) e da norte-americana Rin Chaves (27.800).

O resultado repete um feito conquistado anteriormente por Bárbara Domingos, que havia levado o bronze na fita durante a etapa de Sofia, na Bulgária, em 2023.

No conjunto, Sofia Madeira integrou o quinteto brasileiro que conquistou a prata na série mista. A equipe, formada por Duda Arakaki (AL), Nicole Pírcio (SP), Sofia Madeira (ES), Julia Kurunczi e Mariana Gonçalves (PR) e Maria Paula Caminha (AM) somou 28.100 pontos. A China ficou com o ouro (28.950), e a Rússia levou o bronze (27.400).

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  • Foto Destaque: Divulgação / Sesport
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