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Campeonato Brasileiro / Série A

Vasco vai mal no segundo tempo e perde para o Internacional em São Januário

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Esportes / Futebol

Elenco e técnico do Cruz-Maltino foram alvos de protestos ao fim do duelo

Rio de Janeiro / RJ

Mais uma derrota do Vasco no Campeonato Brasileiro, a terceira consecutiva na reta final em meio à briga por uma vaga na próxima Libertadores. Na noite desta quinta-feira (21), em São Januário, pela 34ª rodada, a equipe comandada por Rafael Paiva teve boa atuação na primeira etapa, mas caiu após o intervalo e perdeu para o Internacional pelo placar de 1 a 0. O único gol do jogo foi marcado por Wesley. Ao fim do duelo, a arquibancada entoou gritos de “time sem vergonha” e xingou o treinador.

Com o resultado, o Cruz-Maltino fica na 10ª colocação, com 43 pontos somados. O próximo desafio será no domingo (24), em confronto direto com o Corinthians, na Neo Química Arena. 

Equilíbrio inicial

Foto: Matheus Lima / Vasco

Precisando dar uma resposta após duas derrotas duras por 3 a 0 para Botafogo e Fortaleza, o Vasco teve uma postura interessante diante do embalado Internacional, carregando invencibilidade de 14 jogos. O primeiro tempo foi de muito equilíbrio em São Januário, com chances claras para os dois lados.

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O Vasco começou melhor sob forte chuva, tendo Payet como principal articulador e o corredor esquerdo, com Lucas Piton, muito ativo. As principais oportunidades saíram com Vegetti e Mateus Carvalho – na do volante, Renê cortou praticamente em cima da linha e evitou o que seria o primeiro gol do duelo já na casa dos 30 minutos.

A equipe de Porto Alegre cresceu nos minutos finais do primeiro tempo circulando a área e terminou com seis finalizações. Na mais relevante, Alan Patrick, referência técnica do Internacional, chutou sem ângulo e obrigou Léo Jardim a fazer boa defesa. Apesar de equilibrado, a partida foi morna nos primeiros 45 minutos.

Abaixo do esperado

Lance de Paulo Henrique, lateral do Vasco, com Wesley, autor do gol do Internacional - Ricardo Duarte/Internacional

Lance de Paulo Henrique (Vasco) com Wesley (Inter), autor do gol – Foto: Ricardo Duarte / Internacional

No retorno do intervalo, o Cruz-Maltino abaixou o ritmo de jogo e foi o Internacional quem controlou as ações. Com algumas trocas, a equipe de Roger Machado subiu ao campo de ataque, construiu no meio-campo e perdeu boa chance com Borré. Um domínio que mostrava a probabilidade de gol em questão de tempo. E isso aconteceu.
Aos 19 minutos, Emerson Rodríguez perdeu bola pelo lado esquerdo no campo de defesa e isso pegou a defesa aberta. Após bate-rebate, a bola sobrou para Wesley, que finalizou de fora da área no canto direito de Léo Jardim, que nada pôde fazer. Lindo gol do camisa 21 do Inter.

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Com a entrada de Philippe Coutinho, o Vasco passou a se movimentar mais no meio-campo e teve ótimas chances de empatar. O meia cruzou, Rogel encostou na bola e Hugo Moura, sem marcação, chutou por cima. Em seguida, Rochet saiu atrapalhado e a bola sobrou para Coutinho, que tocou por cima e Rogel apareceu novamente para afastar na pequena área.

Na reta final da partida, o Vasco escancarou nervosismo e a pressão da arquibancada começou. A equipe acumulou erros de marcação, criação e ouviu gritos de “time sem vergonha” em forma de protesto. Sem forças, foi confirmada a terceira derrota consecutiva no Brasileirão e dificuldade em se aproximar da zona que vai para a próxima Libertadores.

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* Informações do jornal O Dia

* Foto / Destaque: Ricardo Duarte / Internacional

 

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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em

Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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