Vascão demolidor
Vasco passa o “rodo” no Santos do Neymar: 6 a 0!
Esportes / Futebol
Foi um resultado surpreendente que fez o técnico ser demitido e o Neymar chorar diante do vexame
São Paulo /SP
No primeiro encontro dos amigos no futebol brasileiro, Philippe Coutinho se deu muito melhor com o Vasco na disputa contra o Santos de um muito apagado Neymar. O camisa 10 vascaíno jogou livre e sem marcação, comandou o meio de campo e marcou duas vezes na maior goleada do confronto entre os clubes, por 6 a 0, no MorumBis, pelo Brasileirão.

Philippe Coutinho foi o grande nome do Vasco na goleada histórica sobre o Santos / Matheus Lima – Vasco
Lucas Piton, David e Rayan completaram o placar na atuação de gala do time de Fernando Diniz. Além do desempenho em campo, o Cruz-Maltino celebrou a saída da zona de rebaixamento, ao chegar a 19 pontos e ultrapassar o Vitória no critério de desempate (cinco triunfos contra três).
Movimento do trio de ataque do Vasco é destaque
A ausência de Vegetti permitiu ao Vasco de Fernando Diniz ter uma movimentação diferente em seu ataque. Rayan, Nuno Moreira e David trocaram de posição constantemente e foram o ponto alto do time em todo o jogo, com direito a gols e outras chances desperdiçadas.

Lucas Piton aparece de surpresa para abrir o placar em Santos x Vasco / Matheus Lima – Vasco
A opção tática funcionou ao deixar a defesa do Santos perdida na marcação. Quando David, que antes estava na direita, fez a jogada pela esquerda . E a bola rodou até chegar a Nuno Moreira, na direita, para cruzar na cabeça de Lucas Piton para abrir o placar, aos 17 minutos.
Até então, a equipe santista era melhor, apesar de só ter chegado com perigo uma vez. Depois do gol, foi o Cruz-Maltino quem tomou conta das ações e só não ampliou porque David não dominou, livre, três bolas e o goleiro Brazão salvou em duas.
Polêmicas da arbitragem
E o Cruz-Maltino também teve sorte em meio à caótica arbitragem. Logo com 30 segundos, Hugo Moura acertou o pé na cabeça de Tiquinho Soares, e só recebeu cartão amarelo. O próprio primeiro gol vascaíno foi polêmico, com uma imagem de VAR que não deixa nítido se a bola saiu pela lateral na jogada de David.
Por fim, o Santos teve um pênalti anulado por um impedimento claro que precisou de revisão em vídeo.
Gols em sequência no segundo tempo
Em três minutos após o intervalo, o Santos perdeu três grandes chances, com uma bola na trave e um chute isolado por Guilherme cara a cara com Léo Jardim, que também pegou chute de Neymar. Já o Vasco marcou quatro vezes em 10 minutos.
Aos seis, com David ao bater de primeira e fazer um golaço. Já aos oito, foi Coutinho quem balançou redes, após participação decisiva do trio de ataque na jogada. E Rayan cobrou pênalti para fazer o quarto, aos 14. Enquanto Coutinho marcou um golaço ao tabelar e encobrir Brazão, dois minutos depois.
E não parou por aí: Tchê Tchê também apareceu na área para cavar o goleiro e marcar o sexto, aos 23. O Santos até fez um gol, mas Guilherme estava impedido e foi anulado.
Outros Resultados do Brasileirão Série A
Sábado:
Fluminense 2 x 1 Fortaleza
Ceará 1 x 0 Bragantino
Sport 2 x 2 São Paulo
Vitória 2 x 2 Juventude
Corinthians 1 x 2 Bahia
Domingo:
Atlético-MG 1 x 3 Grêmio
Internacional 1 x 3 Flamengo
Botafogo 0 x 1 Palmeiras
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* Da Redação / Informações de O Dia – Conteúdo
* Fotos: Crédito – Matheus Lima / Vasco
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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