Brasileirão 2025
Cruzeiro vence Botafogo e protagoniza a primeira derrota do técnico Ancelotti
Esportes / Futebol
Resultados mantém alvinegros fora da zona de classificação para competições internacionais, com 26 pontos. Já o Cruzeiro chega a 37, na briga pela liderança
Rio de Janeiro / RJ
O Botafogo acumulou mais uma derrota diante do Cruzeiro, mantendo um incômodo jejum de nove anos sem vencer o rival mineiro. Neste domingo, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, o time alvinegro foi superado por 2 a 0, no Engenhão, em uma atuação segura e eficiente do Cruzeiro, que retomou a trajetória de vitórias e segue firme na disputa pelo topo da tabela, pressionando Flamengo e Palmeiras. A derrota acendeu o sinal de alerta no Botafogo e resultou em protestos e vaias por parte da torcida, refletindo a insatisfação com o desempenho da equipe.
A derrota, que mantém o Botafogo fora da zona de classificação para competições internacionais, com 26 pontos. Já o Cruzeiro chega a 37 pontos na briga pela liderança.
O jogo, marcado pela primeira derrota do técnico Davide Ancelotti no comando do Botafogo, teve um dos seus momentos decisivos logo no início da etapa inicial. Aos 22 minutos, Christian aproveitou um erro do goleiro John na saída de bola para abrir o placar. O arqueiro, que enfrenta desgaste após ter pedido para deixar o clube em função de uma proposta do West Ham, demonstrou insegurança, o que pesou no andamento da partida e pode ter marcado sua despedida do clube.

A falha de John intensificou a pressão sobre o Botafogo desde cedo, condicionando o time a buscar a reação diante de um adversário que controlava as ações com segurança. Além do gol que abriu o marcador, o Cruzeiro ampliou o placar antes do intervalo com Matheus Pereira, que concluiu com precisão uma bela jogada conduzida por Kaio Jorge. A superioridade do time mineiro foi evidente durante todo o primeiro tempo, que poderia ter tido um resultado ainda mais elástico.
O Botafogo, por sua vez, não conseguiu criar jogadas efetivas e ainda viu um pênalti inicialmente marcado a seu favor ser anulado após revisão do VAR, fato que simbolizou a dificuldade da equipe em equilibrar a partida.
Na etapa final, o cenário seguiu semelhante: o Botafogo tentou uma pressão maior, mas esbarrou em um Cruzeiro que administrava o resultado com calma, valorizando a posse de bola e se valendo de uma marcação organizada. A equipe celeste mostrou maturidade ao retardar o ritmo e evitar riscos desnecessários, forçando o rival a erros e precipitações.
O jogo, marcado ainda pela lesão do volante Cuiabano, que precisou permanecer em campo mesmo com dores, evidenciou a necessidade de ajustes e alternativas no elenco alvinegro. A entrada do ex-palmeirense Danilo, promovida diante da situação, indicou o esforço do treinador para tentar modificar o panorama.
Na próxima rodada, o Botafogo enfrenta o Fortaleza no sábado, às 20h30, na Arena Castelão, em Fortaleza (CE). No domingo, às 18h30, o Cruzeiro recebe o Santos, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG).
Antes, porém, os dois têm compromissos na Copa do Brasil. O Botafogo enfrenta o Red Bull Bragantino, fora de casa, na quarta. Na quinta, o Cruzeiro visita o CRB.
Outros Resultados do Brasileirão Série A
Ceará 1 x 1 Flamengo
Corinthians 1 x 1 Fortaleza
Atlético-MG 2 x 1 Bragantino
Vitória 2 x 2 Palmeiras
Internacional 1 x 2 São Paulo
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* Informações de O Dia
* Foto/Destaque: Crédito – Vitor Silva / Botafogo
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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