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Taça Libertadores da América

Botafogo supera o São Paulo nos pênaltis e avança à semifinal da Libertadores

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Esportes / Futebol

Glorioso contou com brilho de John e excelentes cobranças de Almada e Matheus Martins

São Paulo / SP

Com muita emoção, o Botafogo fez valer o ótimo momento e se classificou para a semifinal da Conmebol Libertadores após disputa de pênaltis. A equipe comandada pelo português Artur Jorge saiu na frente no primeiro tempo após amplo domínio, recuou na segunda etapa e levou o empate, com o tempo regulamentar terminando em 1 a 1. Thiago Almada, para o Alvinegro, e Calleri, para o Tricolor Paulista, marcaram os gols desta quarta-feira (25) no Morumbis. Nos pênaltis, 5 a 4 a favor do Glorioso, com brilho do goleiro John nas alternadas.

Com o resultado, o Botafogo aguarda a decisão do outro confronto da chave, entre Peñarol e Flamengo, que acontecerá nesta quinta, em Montevideo. Na ida, no Maracanã, vitória dos uruguaios, que agora jogam por um empate em casa. 

Duelo franco

Como indicado nas prévias pelo técnico Luis Zubeldía, o São Paulo tentou sair um pouco mais para o jogo – diferente da ida, no Nilton Santos, em que abdicou da bola nos 90 minutos e buscou apenas contra-ataques. No Morumbis lotado, a equipe da casa iniciou procurando Calleri como referência, forçando lances no meio, enquanto o Botafogo subiu suas linhas aguardando o erro.

Botafogo enfrentará Peñarol ou Flamengo na semifinal da Libertadores - AFPE a falha veio aos 14 minutos, quando o Alvinegro cresceu no jogo. Luiz Gustavo errou na saída de bola e Igor Jesus recuperou ligando Savarino pela esquerda. O camisa 10 entrou na área, cruzou fechado e Rafael deu rebote na direção do meia Thiago Almada, que, na pequena área, só escorou de cabeça para abrir o placar.

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A primeira etapa depois disso foi dominada pelo Botafogo, que teve chances para ampliar o marcador com Igor Jesus, Vitinho e o próprio Thiago Almada. Com jogadas envolventes em tramas rápidas pelos lados, o Glorioso ocupou bastante o terço final do gramado e pouco dava espaços na transição do São Paulo.

O cenário de preocupação só veio nos acréscimos do primeiro tempo, com um pênalti marcado após toque no braço do zagueiro Alexander Barboza em lance confuso. Lucas Moura, principal referência técnica do Tricolor do Morumbi, foi para a bola e cobrou por cima da meta defendida por John. Botafogo se salvou e foi para o intervalo visando organizar a casa.

Ritmo abaixo

O Botafogo voltou bem mais conservador para o segundo tempo e passou por maus bocados com a intensidade do São Paulo, que foi para cima preenchendo o ataque. Nas chances criadas, Calleri perdeu uma inacreditável sem goleiro aparecendo na segunda trave após cruzamento, e John fez boas defesas em finalizações de Lucas e Bobadilla.

Jogadores do Botafogo comemorando a classificação à semifinal da Libertadores - Nelson Almeida/AFP

Na metade, Artur Jorge precisou promover alterações para aumentar o volume no meio-campo com o cansaço aparente do Botafogo – principalmente Luiz Henrique e Savarino. Ele, então, deu sangue novo com Matheus Martins e Tchê Tchê. Isso abaixou o ímpeto do São Paulo com uma marcação mais forte e lutas pela segunda bola.

A insistência do São Paulo foi premiada na reta final, aos 41 minutos, com o artilheiro Calleri. Perdeu na primeira, não titubeou na segunda. André Silva recebeu pela esquerda e cruzou na medida para o centroavante argentino, que subiu sozinho e cabeceou firme no canto direito de John para deixar tudo igual e levar a decisão para os pênaltis.

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As cobranças

O São Paulo abriu as cobranças com Calleri, que cobrou no travessão. O Botafogo teve Tchê Tchê como primeiro cobrador e o volante converteu com categoria. Luiz Gustavo foi o próximo no Tricolor Paulista e achou o ângulo esquerdo de John. Danilo Barbosa pegou a bola para a segunda cobrança e também anotou.

Defesa de John, do Botafogo, no confronto com o São Paulo pela Libertadores - Miguel Schincariol / AFP

Goleiro John defende pênalti e coloca o Bota na semifinal

Lucas Moura, que perdeu durante a partida, marcou o seu na disputa, e Marçal deixou o Botafogo na frente em seguida com ótima cobrança. Na quarta do São Paulo, Igor Vinícius bateu na “bochecha” da rede pela direita e empatou tudo. Vitinho, um dos últimos reforços do Botafogo, bateu muito mal e isolou.

Na última cobrança para cada lado na série inicial, Luciano cobrou forte e a bola passou entre os braços de John. Thiago Almada, um dos astros do Alvinegro, acertou o ângulo e levou a disputa para as alternadas.

Rodrigo Nestor cobrou a sexta do São Paulo e parou nas mãos do goleiro John. Coube a Matheus Martins bater o pênalti da classificação, e o atacante não desperdiçou. No ângulo esquerdo, para levar o Botafogo à semifinal.

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* Fonte: Jornal O Dia

* Fotos: Miguel Schincariol / AFP

 

 

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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em

Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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