Criando o hábito pela leitura
Projeto educacional “Pé de Livro” inspira em crianças a paixão pela leitura
Educação & Cultura
Vitória – ES
Por Luís Oliveira*
No cenário acolhedor do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Ocarlina Nunes Andrade, localizado em São Cristóvão, as mangueiras estendem seus galhos como guardiãs de um tesouro especial: o projeto “Pé de Livro”. Muito mais do que uma tradição, o projeto é um convite para explorar os horizontes da literatura infantil, em uma jornada que leva emoção ao coração das famílias, crianças e educadores.

Projeto Pé de Livro / CEMEI Ocarlina Nunes Andrade
Nesse ambiente alegre e acolhedor, as histórias ganham vida e as páginas dos livros parecem dançar ao sabor do vento fresco do outono, e a leitura se transforma em uma experiência coletiva, tecendo laços afetivos, compartilhando alegrias e criando conexões que se eternizam nas lembranças de todos os envolvidos. Participam do projeto todas os pequenos atendidos no Cmei, nos turnos matutino e vespertino, desde o Grupo 1 até o Grupo 6.
Os propósitos do projeto permanecem tão vibrantes quanto as cores dos livros infantis: oferecer às crianças um ambiente convidativo sob a sombra das mangueiras para desfrutarem da magia dos livros; promover uma integração plena entre profissionais, famílias e crianças, através da narrativa de histórias e dos momentos de leitura infantil debaixo dos frondosos pés de manga; unir turmas e educadores na arte de contar histórias, entre outras atividades que enriquecem essa experiência única de aprendizado e diversão.
Todos os anos, o projeto é cercado de muita expectativa pelas crianças e seus familiares. Marisa, mãe de Sofia, do grupo 6, faz questão de participar desde os primeiros anos da pequena. “Esse projeto é incrível, eu venho todos os anos e vejo como ela fica feliz com a minha presença, em que desfrutamos juntinhas, lendo e se divertindo”, contou ao lado da filha, que se deleitava em uma leitura.
Gabrieli Vieira, mãe de Evellyn, do grupo 4, falou sobre como o projeto deixa uma marca em sua memória. “É muito satisfatório vivenciar essa experiência com ela, quer fica feliz que eu venho participar. E o melhor é que além desses momentos de afeto e carinho, o projeto também estimula ela a ter mais gosto pela leitura e pelos livros.”, comentou.
Testemunhando a celebração da literatura infantil

Quem também fez questão de participar desse momento único para a comunidade escolar foi o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, que foi acompanhado pela secretária de Educação, Juliana Rohsner. Os gestores acompanharam de perto este momento de celebração da literatura, interagindo com os pequenos e suas famílias.
“Quero estender meu sincero agradecimento aos incríveis educadores, às famílias comprometidas e, principalmente, aos protagonistas desta jornada, nossas crianças. É nas páginas dos livros e nos encontros debaixo das mangueiras do Pé de Livro que se molda o amanhã de nossa cidade. São projetos como este que enchem nossos corações de orgulho e fazem de Vitória um lugar verdadeiramente especial para todos nós”, afirmou o prefeito.
Para a secretária Juliana, o projeto evidencia a verdadeira parceria escola e comunidade. “O projeto Pé de Livro é um exemplo inspirador do poder da educação em transformar vidas. É emocionante ver os pais dedicando seu tempo para a leitura com os filhos. Agradeço imensamente a dedicação de todos os envolvidos em proporcionar esse ambiente mágico de leitura e aprendizado às nossas crianças. Continuaremos a apoiar iniciativas como esta, que fortalecem os alicerces de uma educação de qualidade para todos”, disse.
Satisfação

Para a equipe pedagógica do Cmei, fica a satisfação e orgulho pela realização de mais uma edição do Pé de Livro. A diretora do Cmei, Maria da Penha, falou sobre o projeto. “O Pé de Livro tem como propósito integrar as famílias visando a inclusão social junto à equipe do Cmei em um ambiente cercado de natureza, proporcionando uma leitura prazerosa em um ambiente acolhedor debaixo de nossas mangueiras. Desde 2015 plantamos essa semente como uma importante ação cultural e a cada edição aprimoramos junto ao coletivo a inovação desse evento. Os frutos já florescem e nós já sentimos o sabor”, disse.
Guida Mesquita, pedagoga do Cmei, é uma das entusiastas do projeto e também responsável pela realização, junto à equipe pedagógica. Ela falou sobre o projeto com muito carinho. “O projeto Pé de Livro tem sido um momento de muita emoção e alegria. Além de incentivar o gosto e o hábito pela leitura desde a primeira infância sentimos bem-estar na interação com as pessoas. Estamos muito felizes com esse evento!”, ressaltou a educadora.
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- Prefeitura de Vitória – Conteúdo
- Fotos: Marcos Salles
Educação & Cultura
Venda ilegal de documentos históricos preocupa Arquivo Nacional
Recentemente, órgão recuperou documento assinado por Duque de Caxias
Agência Brasil* | Rio de Janeiro (RJ)
Nos últimos três anos, pelo menos dez casos de venda ilegal de documentos históricos brasileiros em leilões foram identificados pelo Arquivo Nacional. Segundo o órgão federal, responsável pela guarda dessa documentação, este tipo de comércio criminoso vem crescendo recentemente no país.

Por isso, o Arquivo Nacional está montando um setor específico para lidar com essas ocorrências e garantir a recuperação desses documentos.
“A gente está percebendo que há um comércio muito grande de documentação pública. O que o Arquivo Nacional tem feito é, cada vez mais, analisar essas ofertas que estão em sites de leilões espalhados pelo Brasil inteiro e indo atrás dessa documentação”, explica o diretor de Processo Técnico, Preservação e Acesso Técnico ao Acervo do Arquivo Nacional, Thiago Vieira.
Segundo ele, o objetivo é restituir o patrimônio público para “o seu local, que é aqui no Arquivo Nacional”.
Há três anos, por exemplo, o Arquivo Nacional conseguiu recuperar cinco documentos que estavam sendo leiloados ilegalmente na internet, com a ajuda da Polícia Federal. Um deles, assinado por Duque de Caxias, registra a instalação de uma linha terrestre de telégrafo que conectaria dois estados brasileiros.
“São documentos que são representativos de momentos emblemáticos da nossa história. Ajudam a contar nossa história, ajudam a preencher lacunas onde nossa historiografia ainda não chegou”, afirma a chefe do Serviço de Diplomática e Paleografia do Arquivo, Alícia Duhá Lose.
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*Com informações de Fernanda Cruz – Repórter da TV Brasil
*Edição: Aécio Amado / *Foto destaque: Documento – Arquivo Duque de Caxias / Divulgação
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