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Reconhecimento e Merecimento

Escritor capixaba expõe peças históricas no Rio de Janeiro

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Educação & Cultura

Maciel de Aguiar é escritor de mais de 140 livros publicados e foi indicado para o Prêmio Nobel de Literatura pelo conjunto de sua vasta obra literária

Por Paulo Borges*

O Espírito Santo deu ao Brasil personalidades de talento em vários segmentos, incluindo na literatura, na música, nas ciências médicas e até mesmo no futebol.

Na cidade de São Mateus, no norte capixaba, temos o escritor e jornalista, Maciel de Aguiar. Um escritor com uma obra literária vastíssima incluindo nesse mosaico de produção, mais de 140 livros escritos e publicados em 50 anos de atividade, e ainda é expositor de peças históricas do período escravagista brasileiro que vem percorrendo várias cidades e agora estão expostas no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Tem alcançado sucesso, curiosidade dos visitantes, pesquisadores e estudantes. Maciel de Aguiar é proprietário do África-Brasil Museu Intercontinental que guarda o maior acervo da historiografia da escravidão brasileira.

Vale destacar que o escritor, 72 anos, nascido em Conceição da Barra, mas desde menino radicado na cidade vizinha de São Mateus, foi indicado ao Prêmio Nobel de literatura pelo conjunto de sua obra, pelo Poetry, Essay and Novel (PEN) do Brasil e enviada para a PEN Internacional. O Brasil já teve outras indicações, como Jorge Amado, mas nunca foi premiado. Quem sabe desta vez não tenhamos um brasileiro, capixaba, “barrense-mateense”, recebendo esse tão cobiçado prêmio?

Obras do autor

De acordo com Maciel de Aguiar, a sua obra é dividida em quatro partes:

História dos Quilombolas, com 40 livros com base na oralidade, sobre personagens esquecidos pela historiografia oficial. Décadas de 1960/70;

Os anos de chumbo, sobre a resistência à ditadura militar, quando escrevi 80 livros impressos em mimeógrafo, depois condensados em 4 volumes. Décadas de 1970/80.

Personagens importantes da História do Brasil: Pelé, Oscar Niemeyer, Rubem Braga, Roberto Carlos e Ayrton Senna. Décadas de 1990/2010.

Memória. Vários períodos.

Autor capixaba é indicado ao Prêmio Nobel da Literatura - ES360

Perguntado em uma recente entrevista, ele disse que não tem livro preferido dos que produziu e que alguns lhe deram muito trabalho para serem produzidos, “um trabalho desafiador”.

O livro “Roberto Carlos – As Canções Que Você Fez Pra Mim” demorou 50 anos, de 1969 a 2019. É um livro sobre a influência das músicas de Roberto Carlos na vida das pessoas.

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O livro “Ayrton Senna – O Herói do Brasil, sobre as 41 vitórias de Ayrton Senna na F1, comecei a escrever em 1985 e parei em 1994. Depois, em 2021, o conclui. Foi muito trabalhoso em função do tempo que ficou parado após a morte do piloto. Ayrton me confidenciou que a sua velocidade preferida era 200Kmh. E, quando bateu e beijou a face da eternidade, ele estava a exatos 200kmh. O fato dele me contar que a sua velocidade preferida era a que iria morrer mexeu muito comigo e abandonei o livro por 27 anos.

Mas, se não tem um livro preferido, tem o que fez maior sucesso: O livro “Pelé – The King of Football”, de 2006, foi traduzido para 10 idiomas e está disponível no Amazon Kindle Books para cerca de 150 países.

Maciel de Aguiar

Com toda essa atividade literária, produzindo dezenas de livros, artigos e escritos avulsos em horas de inspiração, pesquisa e dedicação, o nosso talentoso escritor capixaba reúne todas as qualidades e critérios para ser premiado com o Prêmio Nobel de Literatura.

As cerimônias de premiação acontecem anualmente em Estocolmo, na Suécia (com exceção do prêmio da paz, que acontece em Oslo, na Noruega). Cada recebedor ou laureado recebe uma medalha de ouro, um diploma e uma quantia em dinheiro que é decidida pela Fundação Nobel (o prêmio equivalia a 1,1 milhão de dólares em isso em 2017).

Doação para a cidade de Niterói

Maciel de Aguiar doa projeto de Niemeyer para depu... | VEJA

Maciel doou o projeto Memorial das Etnias e das Religiões de Matriz Africana, que ganhou do arquiteto Oscar Niemeyer (1907 – 2012)  em 1999, para a deputada federal Talíria Petrone (PSOL/RJ).

“Doei o projeto por acreditar que Talíria ganhará as próximas eleições”, disse o escritor.

“É uma honra receber esse projeto das mãos de Maciel. Temos agora a importante missão de construir o Memorial no Caminho Niemeyer para que a nossa história não seja esquecida, porque sem memória não há futuro”, afirma a também candidata à Prefeitura de Niterói.

 Para reflexão

Desde 1901, foram concedidos quase 600 Prêmios Nobel, distribuídos para mais de 60 diferentes nações. A Argentina tem cinco prêmios (incluindo dois da Paz). O Chile tem dois, assim como a Colômbia. O México tem três. A Guatemala dois. A Venezuela, um. Até mesmo países pequenos, como Ilhas Faroe, Luxemburgo, Santa Lúcia, Lituânia e Mianmar também já conquistaram suas premiações.

Prêmio Nobel de Literatura - Quando será a nossa vez? | PublishNews

      Quando será a nossa vez?

E o Brasil? Nenhum. Uma rápida pesquisa no Google nos mostra que é corriqueiro o questionamento sobre o porquê da ausência de prêmios ao país e as explicações, principalmente quando falamos de ciência, giram em torno da falta de investimentos – ou a má aplicação deste orçamento já apertado. Contudo, poderíamos questionar o Nobel de Mianmar, onde mais da metade das crianças vive abaixo da linha de pobreza, da Guatemala ou da Colômbia se esta fosse a única justificativa.

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Uma explicação no mínimo surpreendente surgiu há poucos dias e veio de um jantar entre um brasileiro e três membros do comitê responsável pela indicação dos Prêmios Nobel. O brasileiro em questão é Ozires Silva, ex-presidente e fundador da Embraer.

Ozires Silva foi presidente da Petrobras, da Varig e Ministro de Estado por duas vezes. Aos 87 anos, voltou sua trajetória à educação, sendo presidente do conselho de inovação da Ânima e reitor da Unimonte. No programa Roda Viva, ele compartilhou com os espectadores esta conversa que teve com os membros do comitê, trazendo aos brasileiros um triste argumento para o questionamento que norteia este texto: por que o Brasil nunca venceu um Prêmio Nobel? Confira abaixo a fala de Ozires Silva.

“Em um jantar, em Estocolmo, eu vi que eu tinha, de repente, três membros do comitê que indica os prêmios Nobel. Daí, fiz esta pergunta para eles. Eles não responderam imediatamente, porque acho que ficaram meio embaraçados, mas acho que, depois de umas doses de vodca e coisas desse tipo, um deles falou o seguinte: ‘vou responder sua pergunta. Vocês brasileiros são destruidores de heróis.’ Olha, foi uma pancada no estômago. Falei ‘por quê?’ Ele falou que todos os candidatos brasileiros que apareceram, contrariamente aos dos outros países, em particular os Estados Unidos, quando aparece um candidato brasileiro, todo mundo joga pedra do Brasil. Não tem apoio da população. Parece que o brasileiro desconfia do outro ou tem ciúmes do outro, sei lá o que acontece”.

Que o nosso escritor Maciel de Aguiar seja o primeiro contemplado com essa honraria, que além do valor material, é o reconhecimento de que no Brasil existem inúmeros talentos ainda esquecidos que, mesmo assim, por dedicação, coragem e determinação furou esse bloqueio insano e aparece para o mundo.

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* Pesquisa – Pauta1

* Fotos: Reprodução / Redes Sociais

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Educação & Cultura

Venda ilegal de documentos históricos preocupa Arquivo Nacional

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Recentemente, órgão recuperou documento assinado por Duque de Caxias

Agência Brasil* | Rio de Janeiro (RJ)

Nos últimos três anos, pelo menos dez casos de venda ilegal de documentos históricos brasileiros em leilões foram identificados pelo Arquivo Nacional. Segundo o órgão federal, responsável pela guarda dessa documentação, este tipo de comércio criminoso vem crescendo recentemente no país.

Por isso, o Arquivo Nacional está montando um setor específico para lidar com essas ocorrências e garantir a recuperação desses documentos.

“A gente está percebendo que há um comércio muito grande de documentação pública.  O que o Arquivo Nacional tem feito é, cada vez mais, analisar essas ofertas que estão em sites de leilões espalhados pelo Brasil inteiro e indo atrás dessa documentação”, explica o diretor de Processo Técnico, Preservação e Acesso Técnico ao Acervo do Arquivo Nacional, Thiago Vieira.

Segundo ele, o objetivo é restituir o patrimônio público para “o seu local, que é aqui no Arquivo Nacional”.

Há três anos, por exemplo, o Arquivo Nacional conseguiu recuperar cinco documentos que estavam sendo leiloados ilegalmente na internet, com a ajuda da Polícia Federal. Um deles, assinado por Duque de Caxias, registra a instalação de uma linha terrestre de telégrafo que conectaria dois estados brasileiros.

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“São documentos que são representativos de momentos emblemáticos da nossa história. Ajudam a contar nossa história, ajudam a preencher lacunas onde nossa historiografia ainda não chegou”, afirma a chefe do Serviço de Diplomática e Paleografia do Arquivo, Alícia Duhá Lose.

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*Com informações de Fernanda Cruz – Repórter da TV Brasil

*Edição: Aécio Amado / *Foto destaque: Documento – Arquivo Duque de Caxias / Divulgação

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