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Cultura e Tradição

IJSN celebra dez anos do reconhecimento do Congo como Patrimônio Imaterial do Espírito Santo

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Educação & Cultura

Por Stefhani Paiva Lima*

Vitória / ES

O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), por meio da Coordenação de Estudos Sociais, divulgou o IJSN Especial Congo Capixaba, em celebração aos dez anos do reconhecimento oficial das Bandas de Congo como Patrimônio Imaterial do Espírito Santo.

Originado do entrelaçamento de culturas africanas, indígenas e europeias, o Congo é uma manifestação que ultrapassa o campo artístico: é uma expressão de identidade, resistência e fé. As Bandas de Congo representam não apenas um legado cultural, mas também uma forma de organização comunitária que atravessa gerações, transmitida pela oralidade e pela vivência nos festejos.

Com presença marcante em diversas regiões do Estado, as Bandas de Congo têm uma estrutura própria, com mestres, capitães, reis, rainhas e músicos que conduzem a musicalidade, as toadas, os rituais religiosos e a Festa do Mastro — um dos pontos altos da devoção popular.

A pesquisa destaca a pluralidade de práticas, como o uso de instrumentos tradicionais (casacas, tambores, chocalhos) e a forte conexão com a religiosidade católica popular, como na devoção a São Benedito e à Nossa Senhora da Penha.

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De acordo com o IJSN Especial Congo Capixaba, existem 61 bandas de congo no Espírito Santo. A publicação destaca a distribuição dessas bandas por município. O número de bandas de congo apresentado se refere às identificadas em um levantamento realizado pelo Atlas do Folclore Capixaba (2009). O documento ressalta que o quantitativo apresentado pode variar conforme o critério adotado, como a inclusão de bandas mirins, adormecidas, ou grupos formados em projetos educativos e sociais.

A publicação também retrata o processo de luta por reconhecimento e salvaguarda. Desde 2015, com a promulgação da Lei nº 10.363, o Congo passou a ser protegido como patrimônio estadual. Em 2024, foi dado um novo passo com o encaminhamento do pedido ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para o reconhecimento em nível federal.

O movimento, liderado por congueiros, pesquisadores e militantes culturais busca consolidar políticas de valorização das tradições afro-indígenas e ampliar o acesso às ações de fomento e preservação.

A íntegra do estudo está disponível no site do IJSN: https://ijsn.es.gov.br/Media/IJSN/PublicacoesAnexos/S%C3%ADnteses/IJSN%20Especial%20-%20Congo%20Capixaba.pdf

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* IJSN / Comunicação – Conteúdo

* Foto/Destaque: Reprodução / IJSN

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Educação & Cultura

Venda ilegal de documentos históricos preocupa Arquivo Nacional

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Recentemente, órgão recuperou documento assinado por Duque de Caxias

Agência Brasil* | Rio de Janeiro (RJ)

Nos últimos três anos, pelo menos dez casos de venda ilegal de documentos históricos brasileiros em leilões foram identificados pelo Arquivo Nacional. Segundo o órgão federal, responsável pela guarda dessa documentação, este tipo de comércio criminoso vem crescendo recentemente no país.

Por isso, o Arquivo Nacional está montando um setor específico para lidar com essas ocorrências e garantir a recuperação desses documentos.

“A gente está percebendo que há um comércio muito grande de documentação pública.  O que o Arquivo Nacional tem feito é, cada vez mais, analisar essas ofertas que estão em sites de leilões espalhados pelo Brasil inteiro e indo atrás dessa documentação”, explica o diretor de Processo Técnico, Preservação e Acesso Técnico ao Acervo do Arquivo Nacional, Thiago Vieira.

Segundo ele, o objetivo é restituir o patrimônio público para “o seu local, que é aqui no Arquivo Nacional”.

Há três anos, por exemplo, o Arquivo Nacional conseguiu recuperar cinco documentos que estavam sendo leiloados ilegalmente na internet, com a ajuda da Polícia Federal. Um deles, assinado por Duque de Caxias, registra a instalação de uma linha terrestre de telégrafo que conectaria dois estados brasileiros.

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“São documentos que são representativos de momentos emblemáticos da nossa história. Ajudam a contar nossa história, ajudam a preencher lacunas onde nossa historiografia ainda não chegou”, afirma a chefe do Serviço de Diplomática e Paleografia do Arquivo, Alícia Duhá Lose.

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*Com informações de Fernanda Cruz – Repórter da TV Brasil

*Edição: Aécio Amado / *Foto destaque: Documento – Arquivo Duque de Caxias / Divulgação

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