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Atuação Parlamentar

Deputado Gandini cobra solução para esgoto irregular no Córrego Camburi

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CIDADES

Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia visita córrego, cobra prefeitura e denuncia despejo de esgoto irregular em Camburi

Vitória / ES 

O deputado estadual Fabrício Gandini tem se revelado como atuante e propositivo presidente da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (Ales). Devido ao seu trabalho, foi reeleito para essa comissão e continua defendendo pautas importantes e cobrando ações dos poderes executores.

Na sexta-feira (12), o parlamentar esteve  no Parque Costeiro, em Jardim Camburi, em Vitória, para vistoriar a situação do Córrego Camburi. Foi informado que vem sendo jogado ali lançamento de esgoto irregular. Com ele estiveram representante da Cesan, da Vale, do Ministério Público, do vereador Bruno Malias (PSB) e lideranças comunitárias.

Gandini solicitou que a Fiscalização da Prefeitura de Vitória redobre ações para coibir situação como essa. Na oportunidade, o parlamentar destacou os riscos ambientais e de saúde pública que afetam diretamente a fauna local e o turismo na Praia de Camburi.

Para ele, a tarefa número um é ligar todo o esgoto que tem no bairro de Jardim Camburi. A Prefeitura de Vitória precisa cumprir com o seu papel e fiscalizar. Mas, caso isso não ocorra imediatamente, estamos discutindo com a Cesan, que é captar o esgoto pelo menos no tempo seco. Atualmente, só em Vitória, há 10 mil processos disponíveis para ligação e que não foram ligados ainda. Então, se fosse feito um mutirão, seria possível tirar 10 mil contribuições, sendo que é 1 litro/dia por pessoa. É muita coisa!”, destacou.

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O deputado Gandini pontuou que “em Jardim Camburi, há 30 endereços cadastrados, ligações com o nome das pessoas, que não foram feitas. Há um teste, com o uso de fumaça na drenagem, e é possível ver de onde está saindo. Ao trazer o Ministério Público, a ideia é buscar um acordo para resolver definitivamente o problema. Aqui tem mangue, caranguejo, jacaré e garça, mas, infelizmente, o esgoto está sendo lançado diretamente na natureza. Isso precisa acabar! Nós vamos atrás dessas ligações irregulares.”

O assessor técnico do Ministério Público, Eliezer Cunha, reforçou que a prioridade é identificar e eliminar todas as fontes de contaminação.

“O córrego já melhorou muito, mas as galerias ainda causam impacto. Precisamos garantir que todas as casas estejam ligadas à rede de esgoto. É preciso monitorar, eliminar os pontos irregulares e avançar com soluções conjuntas entre prefeitura, Cesan e Ministério Público”.

A Cesan, representada pelo assessor Diogo Siqueira informou que a companhia vai requisitar o cadastro da rede de drenagem da Prefeitura para identificar as ligações clandestinas. “Vamos monitorar vários pontos e já sabemos que a foz é o local mais crítico. A poluição está sendo causada por ligações irregulares, e precisamos resolver isso junto com o município”.

O vereador Bruno Malias (PSB) também cobrou ação imediata: “A prefeitura precisa entrar de cabeça. Quem frequenta Camburi sente o odor vindo das bocas de lobo. Isso precisa ser combatido com fiscalização e resposta rápida ao cidadão.”

A representante da Vale, Vanessa Cogo, destacou que a poluição não tem origem na área industrial. “Zero contribuição da Vale em relação ao volume de esgoto no córrego. A origem está nos bairros vizinhos. Recebemos muitos visitantes, e não tem como não sentir o cheiro. Precisamos de uma solução definitiva”.

Um dos líderes comuntários do bairro, Juninho Barbarioli também se pronunciou: “Esse esgoto chega ao mar, onde nossos filhos tomam banho. Estamos correndo risco de doenças”.

Gandini afirmou que a Comissão de Proteção ao Meio Ambiente seguirá acompanhando o caso e vai articular, junto aos órgãos competentes, medidas para garantir a preservação da fauna do mangue, a saúde dos moradores e a qualidade do turismo na praia de Camburi.

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* Da Redação / Com informações da assessoria do deputado

* Fotos: Crédito – Gleberson Nascimento / Comunicação

 

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CIDADES

Vitória regulamenta circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade

Publicados

em

Por Gislaine de Assis Santos* / Vitória – ES

A Prefeitura de Vitória publicou, nesta sexta-feira (10), novo decreto que estabelece regras específicas para a circulação de equipamentos de mobilidade individual, bicicletas (incluindo as elétricas) e ciclomotores e autopropelidos em todo o município. O objetivo é organizar mais o uso do espaço urbano, aumentar a segurança viária e promover a convivência harmoniosa entre diferentes modais de transporte e pedestres.

Com base nas atribuições previstas na Lei Orgânica do Município, o decreto define conceitos, delimita áreas de circulação e fixa normas específicas conforme o tipo de veículo e a velocidade recomendada nas vias.

O texto estabelece critérios técnicos para cada categoria. São considerados ciclomotores os veículos de duas ou três rodas com motor de até 50 cilindradas ou potência elétrica máxima de 4 kW, com velocidade limitada a 50 km/h.

Já as bicicletas elétricas devem possuir pedal assistido, potência de até 1000 W e velocidade máxima de 32 km/h, sem acelerador manual.

“O decreto também regulamenta os chamados equipamentos autopropelidos, como patinetes elétricos, hoverboards e monociclos, que podem atingir até 32 km/h e possuem limites de tamanho e potência”, destacou o secretário de Transportes, Trânsito Infraestrutura Urbana de Vitória, Alex Mariano.

Regras

As normas variam de acordo com a velocidade máxima permitida nas vias:
• Acima de 60 km/h: fica proibida a circulação de todos os modais: ciclomotores, bicicletas, bicicletas elétricas e autopropelidos.
• Até 60 km/h: ciclomotores podem circular no bordo direito da pista. Bicicletas e autopropelidos ficam proibidos, exceto quando houver infraestrutura cicloviária.
• Até 40 km/h: ciclomotores seguem no bordo direito da via. Bicicletas, elétricas e autopropelidos devem usar ciclovias ou ciclofaixas; na ausência, podem circular também pelo bordo direito.

O decreto reforça que a sinalização existente nas vias deve sempre ser respeitada, prevalecendo sobre as regras gerais.

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Uso da infraestrutura cicloviária

Ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas passam a ser destinadas exclusivamente a bicicletas, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos, sendo proibida a circulação de ciclomotores nesses espaços. A velocidade máxima nesses locais será de 32 km/h, salvo indicação diferente por sinalização no trecho.

O transporte de passageiros em bicicletas elétricas será permitido apenas quando houver assento adequado. Já os equipamentos autopropelidos não poderão transportar passageiros, salvo em caso de exceções previstas pelo fabricante.

Circulação em calçadas e áreas de pedestres

A circulação desses modais em calçadas, parques e áreas destinadas a pedestres está proibida. A exceção ocorre quando houver sinalização autorizando, com limite de velocidade de 6 km/h.

Equipamentos autopropelidos utilizados por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida estão autorizados a circular nesses espaços, independentemente de sinalização, obedecendo os limites de velocidade no trecho.

Segurança e exigências legais

O uso de capacete de segurança passa a ser obrigatório para condutores e passageiros. No caso de ciclomotores, o capacete deve obedecer, especificamente, as nomas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Além disso, a condução de ciclomotores exige habilitação na categoria “A” ou Autorização para Condução de Ciclomotores (ACC).

O decreto da Prefeitura de Vitória institui a política preventiva de acidentes e conflitos no trânsito, mediante ações educativas, por parte de quem comercializa veículos e equipamentos de mobilidade tratados no decreto.

A política preventiva consiste na divulgação de material educativo, destinado ao uso correto, consciente e seguro do equipamento adquirido, com foco em preservação da vida e a integridade física de pedestres, condutores e passageiros dos veículos e equipamentos de mobilidade.

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Fiscalização e ações educativas

A implantação prática do decreto será acompanhada por ações educativas e de fiscalização integradas. Caberá aos órgãos municipais de trânsito e segurança: fiscalizar o cumprimento das regras; implantar e adequar a sinalização; promover campanhas educativas; adotar medidas para redução de riscos no trânsito e, ainda, editar normas complementares, quando necessário.

Nova política de mobilidade

O decreto também institui a Área de Circulação com Atenção e Mobilidade Amigável (A-CALMA), que prevê estudos e implantação de vias cada vez mais seguras e voltadas à convivência entre diferentes modais. O prazo para análise e execução das intervenções é de até 18 meses.

“Com a nova regulamentação, a Prefeitura de Vitória busca alinhar a cidade às diretrizes nacionais de mobilidade urbana, promovendo mais segurança, organização e incentivo ao uso de meios de transporte sustentáveis”, destaca Alex Mariano.

Segundo ele, o conceito de mobilidade é dinâmico e em constante evolução, exigindo adaptações e inovações para atender à necessidade crescente de Vitória. Além disso, a Prefeitura da capital tem investido em tecnologias inovadoras, como semáforos inteligentes e sistemas de gestão de tráfego com uso de Inteligência Artificial (I.A.), para melhorar a fluidez e a segurança do trânsito.

“A mobilidade urbana é um desafio constante, mas também uma oportunidade para criar cidades mais humanas e sustentáveis, boas para os moradores e turistas”, finalizou o gestor.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – André Sobral / PMV
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