Tristeza
Mulher morre e filha é resgatada com vida durante desabamento de casas no Maracanã
BRASIL
A criança de 7 anos chegou a pedir ajuda aos bombeiros enquanto estava presa nos escombros. Outras oito pessoas também foram socorridas
Por Ana Fernanda Freire* – Rio de Janeiro / RJ
Uma mulher morreu e a filha, de 7 anos, ficou ferida durante um desabamento de casas na favela do metrô, no Maracanã, na Zona Norte, na madrugada desta segunda-feira (2). Michele Martins, 40, e a criança ficaram presas sob os escombros. Outras oito pessoas foram socorridas com vida, incluindo uma adolescente.

Bombeiros atuam no local desde a madrugada desta segunda / Foto: Divulgação
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 1h33. Os militares conseguiram realizar o resgate cerca de cinco horas depois, por volta das 6h30, e em seguida tiveram acesso ao corpo de Michele. Ainda durante as buscas, a criança chegou a pedir ajuda: “Me tira daqui! Mamãe, mamãe”, disse repetidamente.
Mais de 50 agentes e 7 unidades operacionais atuaram na região, incluindo especialistas do Grupo de Operações Especiais (GOESP) e alunos do Curso de Operações de Salvamento em Desastres (COSD), com apoio de 12 viaturas.
No início da manhã, ao “Bom Dia Rio”, da TV Globo, o major Fábio Contreiras revelou que as equipes ficaram boa parte do tempo em contato com a criança em meio ao resgate.
“A criança está se comunicando com a gente, estamos com todos os esforços nela. A mulher está há cerca de 5 metros de distância. O material se confunde muito, mas estamos aqui com 50 bombeiros para retirar essas vítimas. Estamos há poucos centímetros da menina, a gente já consegue manusear parte dos membros inferiores dela. Ali são muitas lajes, elas vão se sobrepondo. É um trabalho meticuloso, a gente tá muito perto, agora é aguardar os próximos instantes”, relatou.
Segundo o sub-comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Luciano Sarmento, as vítimas tiveram ferimentos leves. A menina foi encaminhada ao Hospital Souza Aguiar e a adolescente, de 14 anos, ao Hospital Municipal Salgado Filho.
“Conseguimos resgatar duas crianças com vida, uma jovem de 14 anos, totalmente íntegra, com poucas escoriações, e uma criança de 7 anos, onde tinham poucas escoriações, fraturas fechadas, nada tão grave. Foi um trabalho de muito cuidado e com muita técnica (…) Agora nós estamos resgatando a última pessoa, infelizmente a óbito e vamos passar o local para a Defesa Civil”, explicou.
Nas redes sociais, o governador Cláudio Catro lamentou o caso e parabenizou o trabalho dos socorristas. “Me solidarizo com os familiares e amigos neste momento de dor e consternação. Quero destacar o profissionalismo, a coragem e a dedicação dos nossos bombeiros, que atuam incansavelmente para salvar vidas, mesmo em condições adversas”, afirmou.
Castro reforçou ainda que segue acompanhando, em tempo real, a situação das chuvas em todas as regiões do estado, por meio do monitoramento contínuo da Defesa Civil e do Cemaden, em integração com os municípios.
“Todas as equipes permanecem de prontidão para agir com rapidez sempre que necessário. Nossa prioridade absoluta é proteger a população. Em caso de emergência, ligue 193”, frisou.
O município do Rio registrou fortes chuvas durante a noite de domingo (1º) e madrugada desta segunda (2), e chegou a entrar em Estágio 2.
Interdição
Segundo o Centro de Operações Rio, devido ao desabamento, a Avenida Rei Pelé está com duas faixas interditadas, no sentido Méier, na altura da Rua São Francisco Xavier. O trânsito está intenso e com pontos de lentidão na região. Como rota alternativa, motoristas podem optar pela Rua Visconde Niterói.
A Defesa Civil Municipal interditou 12 imóveis residenciais e orientou a demolição de todos eles após o desabamento de um imóvel de quatro andares. As edificações, em condições precárias, apresentam risco de desmoronamento.
Equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social estão no local prestando atendimento às famílias, oferecendo acolhimento, orientação e encaminhamentos necessários. A Subprefeitura da Grande Tijuca, Guarda Municipal e CET-Rio apoiam a operação.
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- Jornal O Dia – Conteúdo
- Foto Destaque: Divulgação
BRASIL
PEC do fim da 6×1 é adiada para 25/05 após impasse entre governo e Centrão
Divergências sobre o período de transição da redução da jornada de 44 para 40 horas semanais travam parecer; governo quer aprovação ainda em maio na Câmara
Por FolhaPress* | Brasília – DF
A divulgação do parecer sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 6×1, prevista para esta quarta-feira (20/05), foi adiada para segunda (25/05) por divergências entre o governo Lula (PT), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o relator do projeto, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) em torno de alguns pontos do texto – como o período de transição.
A PEC reduzirá a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, mas o governo defende a diminuição imediata ou uma transição mais rápida, enquanto os deputados do Centrão querem um período de transição mais longo, de pelo menos quatro anos.
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A reunião para definir essa regra ocorreu na noite desta terça (19/05) entre Motta, Prates e os ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães, além do líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e deputados do PT. No entanto, não houve acordo e os parlamentares decidiram adiar a apresentação do relatório para debater mais.
“O essencial está decidido, os detalhes são absolutamente menores”, afirmou o líder do governo, Paulo Pimenta.
De acordo com o relator, a mudança não afeta o calendário. “Arrancamos o compromisso do presidente Hugo Motta de que, assim que votarmos na comissão, ele votará em seguida no plenário”, disse Prates. O objetivo é concluir a aprovação da PEC na Câmara ainda em maio.
Prates afirmou que já está definido que haverá uma redução gradual da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, sem redução de salários e com dois dias de folga por semana, um preferencialmente aos domingos. Com isso, ficará proibida a escala de 6 dias de trabalho com apenas um de descanso (a 6×1).
Também está decidido que a escala de categorias específicas será regulamentada posteriormente em lei ou por convenções e acordos coletivos, como para jornadas de 12 horas de trabalho para 36 de descanso, caso dos profissionais da saúde e segurança pública. Haverá também um limite de horas mensais, para ajustes da escala. Dessa forma, o trabalhador também poderá fazer ajustes.
Os demais pontos, como formas de mitigar o impacto para os custos das empresas e o tratamento dos micros e pequenos empresários, ainda serão debatidos ao longo da semana.
Motta resistia à redução da jornada de trabalho ano passado, mas decidiu encampar a proposta este ano e liderar a aprovação de uma PEC após o governo Lula indicar que mandaria um projeto de lei sobre o assunto. O texto está em debate desde fevereiro, sob críticas de empresários que argumentam que haverá aumento de custos e consequente repasse nos preços para a população.
A oposição também atacou a proposta e indicou que votará contra a redução da jornada. O pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ), afirmou nesta terça que a discussão sobre o fim da escala 6×1 é legítima, porém “inoportuna e eleitoreira”, e defendeu a remuneração por horas trabalhadas com manutenção de direitos trabalhistas.
“A remuneração por hora trabalhada traz liberdade, aumento da renda e proteção. Quem quer trabalhar mais ganha mais. Quem precisa de menos horas tem essa liberdade”, disse em nota. Ele reuniu as bancadas do partido na Câmara e no Senado para falar sobre o assunto.
Para que a PEC seja aprovada, é necessário que 308 dos 513 deputados votem favoravelmente, em dois turnos no plenário. Depois, o texto ainda precisa passar pelo Senado Federal. O governo Lula tenta que o tema seja aprovado antes da eleição de outubro para melhorar a popularidade do presidente.
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- FolhaPress – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
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