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Lei do Impeachment

AGU pede que Gilmar Mendes reconsidere decisão sobre Lei do Impeachment

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BRASIL

O órgão do Executivo protocolou uma manifestação junto ao STF defendendo a legitimidade popular de pedir impedimento de magistrados

 Por Iago Mac Card* – Brasília / DF

A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou, nesta quarta-feira (3/12), uma manifestação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a reconsideração da decisão liminar que suspendeu diferentes dispositivos da Lei do Impeachment, os quais se relacionam especificamente ao afastamento de ministros da Corte.

O documento, apresentado ao ministro Gilmar Mendes — relator das Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) 1259 e 1260 —, solicita que o próprio decano reconsidere a medida cautelar e suspenda seus efeitos até que o plenário julgue os processos em definitivo. As ações estão previstas para entrarem na pauta do plenário virtual no próximo dia 12.

A AGU defende a legitimidade de qualquer cidadão apresentar denúncias por crime de responsabilidade contra ministros do Supremo. Esse ponto foi suspenso por Gilmar Mendes, que atribuiu a prerrogativa apenas à Procuradoria-Geral da República (PGR).

“O controle do exercício do poder pelos cidadãos decorre da soberania popular inscrita no artigo 1º, parágrafo único, da Constituição Federal, ao estatuir que: todo o poder emana do povo”, afirma a AGU. A manifestação ressalta que já existem mecanismos jurídico-políticos internos do Senado Federal aptos a filtrar a admissibilidade de denúncias de autoria popular, o que afasta o risco de instauração de processos sem justa causa.

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A AGU lembra ainda que ministros do STF possuem competência originária para apreciar infrações penais comuns contra membros do Congresso Nacional, o que sugere a possibilidade de quebra de imparcialidade.

Pontos de concordância

A Advocacia-Geral sustentou ser inconstitucional a previsão da Lei do Impeachment de redução de subsídios do denunciado após a abertura do processo. Isso é considerado incompatível com a ordem constitucional vigente, pois a Constituição estabelece a garantia da irredutibilidade de subsídio para magistrados.

O órgão também defendeu uma posição semelhante à de Gilmar Mendes no que diz respeito ao quórum de votação necessário no Senado para a abertura do processo de impeachment. A instituição concorda em fixar o número mínimo de votos necessários em dois terços dos senadores para a abertura do processo, embora a lei atualmente preveja maioria simples — pelo menos 41 parlamentares.

A AGU afirma que permitir a abertura por um “crivo político pouco representativo” poderia fomentar a manipulação autoritária do impeachment como técnica de coação política.

 “Esse tipo de processo não pode ser utilizado de maneira político-estratégica ou como instrumento de criminalização dos julgadores pelo legítimo exercício de seu mister. Com efeito, o magistrado goza de autonomia funcional e liberdade de convicção, não podendo ser punido pelo teor de suas decisões”, diz o órgão.

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  • Correio Braziliense / Conteúdo
  • Foto/Destaque: Crédito – Gustavo Moreno / STF
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MC Poze do Rodo é preso em operação da Polícia Federal

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MC Ryan SP também foi detido em ação relacionada à mesma investigação, no estado de São Paulo

Rio de Janeiro – RJ

O cantor Marlon Brndona Coelho Couto Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, foi preso durante uma megaoperação da Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira (15). Os agentes cumprem mandados em diferentes estados, além do Distrito Federal, e estiveram na casa do artista, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. O MC Ryan SP também foi preso durante a ação.

Relógio apreendidos pelos policiais federais durante a Operação Narco Fluxo

A Operação Narco Fluxo mira uma associação criminosa voltada à movimentação financeira ilícita, inclusive por meio de criptoativos, no Brasil e no exterior. As investigações apontam que os envolvidos utilizavam um sistema para ocultação e dissimulação de valores, incluindo operações de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão.

Mais de 200 policiais federais cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP), em endereços localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

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Policiais apreenderam carros de luxo durante a Operação Narco Fluxo

Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento. As investigações continuam e os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Procurada, a defesa do MC Poze do Rodo informou que desconhece o teor do mandado de prisão. “Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”, explicou o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves.

Durante a ação, os policiais apreenderam veículos, armas, dinheiro, documentos, equipamentos eletrônicos e itens pessoais, como um relógio. Os mandados foram cumpridos em 24 cidades:

São Paulo (SP); Itupeva (SP); Santos (SP); Igaratá (SP); Guarujá (SP); São Sebastião (SP); Praia Grande (SP); Jundiaí (SP); São Bernardo do Campo (SP); Mogi das Cruzes (SP); Campinas (SP); Bragança Paulista; Bauru (SP); Rio de Janeiro (RJ); Cachoeira do Macacu (RJ); Candoi (PR); Sarandi (PR); Brusque (SC); Cocal do Sul (SC); Serra (ES); Vitória (ES); Brasília (DF); Goiânia (GO); Recife (PE).

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  • Informações de O Dia – Conteúdo
  • Foto Destaque: Reprodução / Instagram

 

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