Economia
Lula sanciona lei que amplia isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil
Brasil / Economia
Medida foi uma promessa de campanha do presidente e passa a valer para a declaração do próximo ano
Brasília / DF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quarta-feira (26), a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para contribuintes que recebem até R$ 5 mil mensais. A medida foi uma promessa de campanha do presidente e passa a valer para a declaração do próximo ano.
No total, cerca de 15 milhões de brasileiros serão beneficiados pela nova lei: 10 milhões deixarão de pagar o tributo e 5 milhões terão redução no valor devido. Tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado Federal aprovaram a medida por unanimidade.
“Mesmo que você seja eleito para governar para todos, você tem que escolher quem é que precisa do Estado”, declarou o presidente durante a cerimônia de sanção da lei. “Se o pobre consumir mais, o rico vai ficar mais rico. Ele vai vender mais carne, mais roupa, mais carro”, completou.
Prisão de Jair Bolsonaro
O presidente destacou que o Brasil deu uma lição de democracia no mundo ao finalizar o processo por golpe de estado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros e generais. “País deu uma lição de democracia ao mundo ontem, sem nenhum alarde a justiça brasileira mostrou sua força, não se amedrontou com as ameaças de fora, fez um julgamento primoroso, com acusações de dentro da quadrilha”, disse.
Lula declarou que a democracia não é um privilégio, mas um direito de todos os brasileiros. Disse estar feliz pela demonstração de maturidade do país, mas não pela prisão de ninguém. “Pela primeira vez na história do País, tem alguém preso por tentativa de golpe, tem um ex-presidente da República e generais quatro estrelas presos. Democracia não é privilégio de ninguém, é um direito de todos os brasileiros. Estou feliz não pela prisão de ninguém, mas porque o País demonstrou que está maduro para exercer a democracia em sua mais alta plenitude”, declarou.
Jornada de trabalho 6 por 1
Durante o evento, Lula afirmou ainda é preciso repensar a jornada de trabalho 6 por 1 e também a tributação sobre participação de lucros e resultados. Destacou, entretanto, que quando se está no governo é preciso fazer concessões. “A gente não pode continuar com a mesma jornada de trabalho de 1943. Isso não é possível, os métodos são outros, a inteligência foi aprimorada”, afirmou.
Para ele, os pobres não querem muitas coisas, apenas seus direitos constitucionais: “Quer garantia de que vai ter comida, estudo, moradia, emprego”.
Ele disse que fez campanha contra a robotização de fábricas na década de 1980 porque quanto mais tecnologia, menos pessoas terão emprego. Isso será um problema a ser gerido pelo ministro da Fazenda.
Por fim, o presidente elogiou ainda o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seu ministro Pedro Malan: “Pessoas sérias“.
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- Com informações do Estadão Conteúdo
- Foto/Destaque: Crédito – Ricardo Stuckert
Brasil / Economia
Brasil reage e tenta derrubar veto da União Europeia à carne nacional
Governo diz ter recebido decisão do bloco europeu com surpresa e marcará reunião com autoridades europeias
Por Nathallie Lopes* | Brasília – DF
O governo brasileiro afirmou nesta terça-feira (12/5) que vai tentar reverter a decisão da União Europeia (UE) de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco europeu. A medida europeia deve entrar em vigor em 3 de setembro de 2026.
Em nota conjunta, o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disseram ter recebido a decisão “com surpresa” e afirmaram que o país adotará “todas as medidas necessárias” para assegurar a continuidade das exportações brasileiras ao mercado europeu.
Segundo o comunicado, o chefe da delegação brasileira junto à União Europeia já tem uma reunião agendada para esta quarta-feira (13/5) com autoridades sanitárias do bloco europeu. O objetivo do encontro será buscar esclarecimentos sobre os motivos da exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados.
Apesar da decisão, o governo ressaltou que as exportações brasileiras seguem ocorrendo normalmente e que as restrições só passam a valer a partir de setembro.
Na nota oficial, o governo também defendeu o sistema sanitário nacional e destacou o histórico das exportações agropecuárias brasileiras. Segundo o comunicado, o Brasil possui um sistema sanitário “robusto e de qualidade internacional reconhecida” e fornece produtos agrícolas ao mercado europeu há cerca de 40 anos.
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- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto destaque: crédito: Freepik
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