Diagnóstico da Baixa Produtividade
Produtividade travada: fatores históricos que explicam o atraso do Brasil
OPINIÃO
A baixa produtividade do trabalhador brasileiro tem origem no modelo extrativista da economia que vem do colonialismo e, em muitos aspectos, permanece em vigor, mesmo tendo à frente governos liberais ou progressistas
Por Arthur Gebara Júnior*
A produtividade do trabalhador brasileiro é considerada baixa quando comparada à de países desenvolvidos e de algumas nações em desenvolvimento. O Brasil ocupa a 94ª posição no ranking global de produtividade da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ficando atrás até mesmo de vizinhos latino-americanos com graves dificuldades estruturais.
Na América Latina, por exemplo, o Brasil perde para o Uruguai, o Chile, a Argentina e Cuba – país que lida há décadas com um embargo econômico e fortes limitações sob um governo centralizado. No ranking global de produtividade por hora trabalhada, que avalia 184 países, o Brasil registra uma geração média de riqueza de US$ 21,2 por hora. No contexto regional, o Uruguai lidera com US$ 38, seguido por Chile (US$ 34,4), Argentina (US$ 33,8) e Cuba (US$ 22,6).
O indicador é calculado pela OIT ao dividir o Produto Interno Bruto (PIB) em dólares pelo total de horas trabalhadas da população ativa. Os líderes mundiais em produtividade são a Irlanda (US$ 164,7), Luxemburgo (US$ 159), Noruega (US$ 125,6) e Cingapura (US$ 100,4). Em relação aos Estados Unidos, onde o trabalhador gera US$ 81 por hora, o rendimento brasileiro representa apenas cerca de 26% da riqueza produzida por um americano.
A pesquisa da OIT (com dados do primeiro trimestre de 2026) também aborda a jornada semanal. O brasileiro trabalha, em média, 38,9 horas por semana, índice inferior ao de 97 países, incluindo nações como a China (46,1 horas), Índia (45,7 horas) e o México (42,2 horas). A possível aprovação da jornada 6×1, em andamento no Congresso Nacional, por exemplo, deve aumentar o custo para o empregador e para o consumidor, sem alterar a produtividade.
Mas, afinal, o que trava a produtividade? Por que o país permanece estagnado nesse patamar há décadas? Trata-se de uma questão complexa, na qual fatores históricos e estruturais exercem um papel decisivo.
Para ajudar a entender a baixa performance do trabalhador brasileiro, é possível recorrer ao chamado “mito da preguiça tropical”: ideias racistas e deterministas do século XIX, herdadas do período colonial, tentavam culpar o clima ou a etnia pelo atraso econômico. No entanto, a história econômica desmente esses mitos ao demonstrar a alta intensidade de esforço físico imposta aos trabalhadores sob regimes de exploração e escravidão.
Instituições determinantes
Daron Acemoglu é professor de economia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e James A. Robinson, professor de ciência política da Universidade de Chicago. Os dois receberam o Prêmio Nobel de Economia pelo conjunto de suas pesquisas acadêmicas fundamentais sobre como as instituições sociais e políticas afetam a prosperidade dos países, que servem de base para a tese apresentada na obra “Por que as Nações Fracassam”. Este livro destaca como as justificativas geográficas e culturais para decretar a riqueza ou a pobreza de um país não convencem. Os dois especialistas afirmam que o desenho de suas instituições é determinante.
Para uma análise mais precisa, eles classificaram os países em duas categorias. Os de economias inclusivas, que promovem a prosperidade ao garantir direitos de propriedade, incentivar a inovação e distribuir o poder político, com um resultado histórico que gera crescimento sustentável de longo prazo. Direitos amplos, garantia da propriedade privada com segurança jurídica e regulação clara também contribuem para a construção de um ambiente favorável aos investimentos, o que não tem ligação com fatores geográficos e culturais. A educação, a qualificação e o preparo do trabalhador afetam diretamente a sua produtividade.
Já as nações enquadradas como extrativistas concentram a riqueza nas mãos de poucas elites e barram o desenvolvimento. Embora a questão das instituições seja parte das regras do jogo, ela é também determinante para o desenvolvimento de um país. O modelo que os economistas classificam como extrativista não estimula o trabalhador, o que afeta de maneira decisiva a sua produtividade. Ele não tem incentivo para se educar ou investir na sua qualificação técnica, o que o impede de enxergar oportunidades, se preocupar em inovar ou empreender. Além disso, não existe a perspectiva e a garantia de que será recompensado e se apropriará dos resultados do seu esforço, já que o investimento produtivo é muito baixo, com falta de capital físico, o que compromete a produtividade.
O livro compara o sucesso de países como os Estados Unidos com a economia de nações da América Latina, África e Ásia, explicando como essas características institucionais e políticas são cruciais para o êxito ou o fracasso. No caso da América Latina, o modelo colonial de dominação e exploração gerou instituições extrativistas que concentram renda e travam a produtividade moderna.

E o Brasil?
O país ainda sofre com as sequelas desse modelo. O latifúndio colonial limitou o acesso à propriedade para a maioria da população, enquanto a escravidão prolongada atrasou a criação de um mercado consumidor livre e qualificado.
Marcel Solimeo, economista-chefe do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), alerta que a educação e, especialmente, a qualificação dos trabalhadores ainda não são efetivas. “Existem cursos de qualificação profissional em várias entidades empresariais, escolas e institutos de formação técnica, mas o problema vem da educação básica, ainda muito deficiente e que continua produzindo um grande número de analfabetos funcionais”, diz.
O economista afirma ainda que “a falta de cultura geral e o pouco interesse de alguns setores do empresariado pela educação e pelo investimento na qualificação do trabalhador agravam o problema.”
Determinismo histórico
Historicamente, a estrutura econômica brasileira priorizou a extração de recursos de baixo valor agregado para exportação. Esses fatores afetam diretamente a produtividade do trabalhador, que recebe menos e tem menor acesso à infraestrutura e à tecnologia de ponta.
Países dominados por dinâmicas extrativistas entram em ciclos de estagnação, pobreza e disputas pelo controle do Estado. Nesse contexto, fica claro que atribuir a baixa produtividade à cultura do povo desvia o foco dos problemas reais e das falhas dos sistemas econômicos, ignorando as profundas diferenças entre modelos inclusivos e exploradores.
Para Ulisses Ruiz de Gamboa, economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP e professor de História Econômica do Insper, trata-se de um problema crônico: “Ao longo de toda a sua história, o Brasil sofreu com essas instituições extrativistas que, infelizmente, se mantêm vivas, independentemente da linha ideológica dos sucessivos governos. Nem a ascensão de governos declaradamente progressistas foi capaz de promover mudanças“.
O professor acrescenta que, além do problema da baixa qualificação do trabalhador, o Estado muitas vezes protege interesses corporativos específicos em vez de garantir a livre concorrência, criando um ambiente de negócios que penaliza o empreendedorismo em massa, dificulta ganhos de eficiência e desincentiva os ganhos de produtividade do trabalhador.”
O mapa da baixa produtividade
A colonização estabeleceu bases estruturais que moldaram o destino econômico e social de continentes inteiros. A África teve fronteiras desenhadas arbitrariamente pelas potências europeias na Conferência de Berlim, o que fragmentou etnias, alimentou conflitos civis duradouros e estruturou economias baseadas na exportação de commodities primitivas.
A Ásia sofreu com a exploração comercial agressiva e a imposição de tratados desiguais, sendo que a desestruturação de impérios locais abriu caminho para instabilidades políticas prolongadas no século XX.
Na América Latina, o foco na extração de recursos e na monocultura para exportação deixou um legado de extrema desigualdade social, concentração de terras e dependência externa.
A Divergência Coreana
Em “Por que as Nações Fracassam”, os autores mostram o contraste entre as duas Coreias: a do Norte (comunista) e a do Sul (capitalista). O capítulo ilustra como as instituições e os modelos econômicos superam o determinismo geográfico.
A Coreia do Sul adotou o capitalismo de Estado, investiu massivamente em educação de base e promoveu indústrias voltadas à exportação – os chamados chaebols (conglomerados empresariais familiares) -, transformando-se em uma potência tecnológica global.
Por outro lado, a Coreia do Norte seguiu o modelo de economia planejada e fechada do sistema comunista (Juche), priorizando o setor militar e sofrendo com o isolamento internacional, a estagnação econômica e as crises de abastecimento.
A retomada de Singapura e da China
A ascensão do Sudeste Asiático e da China redefiniu o equilíbrio de poder econômico mundial por meio do pragmatismo estratégico. Singapura transformou-se de uma ilha portuária vulnerável e sem recursos naturais em um centro financeiro global, com um sucesso baseado em forte controle estatal, combate rigoroso à corrupção, abertura ao capital estrangeiro e foco absoluto em logística e educação.
A China recuperou-se de um século de submissão colonial, conflitos e graves convulsões internas. Sob o governo comunista a partir de 1949, passou por grandes dificuldades econômicas decorrentes das tentativas de Mao Tsetung – como o plano “O Grande Salto Adiante”. Foi com as reformas de abertura econômica iniciadas em 1978 que conseguiu combinar o controle político do Partido Comunista com zonas econômicas especiais de livre mercado, tornando-se uma potência militar e industrial e a segunda maior economia do mundo.
Defasagem
No Brasil, a imensa defasagem no ensino básico e técnico, que reduz a capacidade de inovação e a eficiência nas funções, representa um grande desafio. A infraestrutura insuficiente e pouco eficiente, associada ao chamado “Custo Brasil”, constitui outro fator determinante: logísticas precárias e transportes deficientes geram perdas diárias de tempo e recursos. A baixa incorporação de equipamentos modernos nas empresas também deprime o rendimento por hora trabalhada, ao passo que falhas na gestão de processos produtivos e a baixa valorização do capital humano prejudicam o desempenho geral.
Reformas
As reformas estruturais voltadas à produtividade no Brasil estão no radar dos especialistas. É cada vez mais urgente iniciar mudanças profundas capazes de retirar o país da armadilha da baixa produtividade e conduzi-lo a um modelo econômico inclusivo, o que exige a remoção de privilégios corporativistas e a valorização do potencial da força de trabalho. A produtividade do trabalhador brasileiro segue estagnada desde 1950, acumulando avanço de apenas 0,4% em 2025 e desaceleração contínua em 2026. Esse cenário reflete o peso do ecossistema estrutural e da burocracia, distanciando o país da média global de produtividade no trabalho.
Radiografia da Estagnação Produtiva
A eficiência do trabalho no Brasil patina em meio a desajustes setoriais e à reversão de ganhos pontuais do passado. Dados do Observatório da Produtividade Regis Bonelli, gerido pelo FGV-IBRE, mostram que o salto temporário de produtividade registrado em 2020, devido à pandemia, foi totalmente revertido, retornando à trajetória de queda iniciada em 2017.
Após alta de 2,3% em 2023, impulsionada pela agropecuária, o indicador avançou apenas 0,1% em 2024 e fechou 2025 com alta modesta de 0,4%. O setor de serviços, que concentra a maior parte da mão de obra, mantém ganhos de produtividade próximos a zero, na casa de 0,2% ao ano.
Para a Virada Estrutural
A reversão desse quadro depende de reformas profundas, divididas em quatro frentes prioritárias:
– Consolidação e Simplificação Tributária: Fim do Custo Brasil, redução da burocracia fiscal e estímulo direto ao investimento produtivo em inovação, superando o planejamento tributário defensivo.
– Reforma Educacional e Técnica: Alinhamento curricular voltado para ciências, engenharia e ensino técnico, além de requalificação contínua de adultos frente à automação.
– Modernização Administrativa: Corte de privilégios e supersalários no funcionalismo, atrelando a máquina pública à meritocracia e à entrega de serviços eficientes.
– Abertura Comercial e Infraestrutura: Redução de barreiras tarifárias para elevar a competitividade externa e ampliação de concessões em portos, ferrovias e saneamento por meio de segurança jurídica.
Em um momento em que as atenções se voltam para as eleições de outubro, existe a expectativa de que surja um projeto inovador para a próxima gestão. Nesse sentido, refletir sobre a baixa produtividade do trabalhador brasileiro é fundamental para confrontar os resquícios de um passado extrativista que continua a limitar o desenvolvimento nacional.
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- Artigo publicado no Diário do Comércio – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
OPINIÃO
Entrelinhas da Política | Setembro – 1ª. edição

Por Paulo Roberto Borges
Eleições e Debates
O primeiro “debate” realizado pela Band, com a ausência de Zema (Novo), Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), acabou se tornando pouco relevante para grande parte do eleitorado. O que chamou a atenção, na ocasião de sua realização, foi o aparente sono profundo do vice na chapa de Ronaldo Caiado (PSD), o Kassab.
Outro fato que chamou a atenção foi a entrevista de Lula à Record, exibida no mesmo horário do debate da Band. Pelo que se sabe, as perguntas são encaminhadas previamente para que o entrevistado possa se preparar para respondê-las. Na entrevista, Lula aproveitou a oportunidade para apresentar narrativas que, na avaliação de seus críticos, não se sustentam à luz dos fatos. Chegou a afirmar que a ex-primeira-dama Marisa Letícia teria morrido em decorrência da Lava Jato.
Lula também afirmou que Lulinha, caso seja culpado, deverá pagar pelo suposto envolvimento no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Uma declaração que, diante das recentes movimentações políticas, ganha contornos ainda mais controversos. O encontro para um cafezinho e um jantar com o ministro do STF Alexandre de Moraes, por exemplo, foi interpretado por setores da oposição como uma tentativa de fragilizar a relatoria do ministro André Mendonça no caso.
Nas entrevistas promovidas pela Rede Globo com os principais candidatos à Presidência da República, o presidente Lula mentiu descaradamente ao falar sobre a “amiga” de seu filho, Lulinha. Disse que não a conhecia, que nunca a havia visto e ainda a classificou como “pilantra”. As declarações, porém, foram posteriormente desmentidas por várias fotografias que mostram os dois juntos.
Flávio Bolsonaro tentou explicar o pedido de recursos a Vorcaro para a produção do filme que retrata a vida de seu pai. Deu uma resposta meia-boca. Só com muita boa vontade é possível compreender suas explicações.
Zema, Caiado, Renan e Cury passaram praticamente batidos, com pouca relevância no que disseram. Foi fogo morno.
Eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vitória
As eleições para a composição da nova Mesa Diretora da Câmara de Vitória têm sido motivo de acirramento do clima político entre os vereadores Dalton Neves (Solidariedade) e Anderson Goggi (Republicanos).
A eleição deveria ter ocorrido neste mês de agosto, mas, em razão de uma ação judicial no STF, foi suspensa e adiada para depois das eleições de outubro. Diante disso, Dalton cobrou do presidente da Câmara, Anderson Goggi, a definição de uma data, alegando indignação por parte da oposição, que hoje reúne 15 dos 21 vereadores.
Goggi foi direto na resposta: a eleição será realizada após as eleições de outubro. Um gaiato, talvez interessado em apimentar ainda mais o clima, chegou a sugerir que a data poderia ser 31 de dezembro, poucos minutos antes da meia-noite, às vésperas da virada do ano.
Nos bastidores, muitas conversas e narrativas circulam. As reais intenções de ambos os lados, porém, ainda não estão claras. Por enquanto, são muitas conjecturas e poucos fatos.
Pensamento vigente em vários municípios
Existe, em vários municípios, uma corrente de pensamento que defende que os eleitores priorizem candidatos da própria cidade, em detrimento dos de fora. A exceção, evidentemente, ficaria para as disputas ao Senado, ao Governo do Estado e à Presidência da República.
A justificativa dos defensores do chamado “voto nativo” é que os recursos poderiam chegar mais rapidamente e em maior volume por meio das emendas parlamentares. O argumento tem fundamento, mas é preciso observar que um candidato da terra não necessariamente fará o jogo em favor dos interesses locais. A história mostra que alguns acabam atuando em benefício de grupos, grupelhos e camarilhas.
Além disso, nem todos os candidatos se informam ou acompanham de maneira adequada as questões estaduais, nacionais e até locais. Alguns preferem permanecer restritos à chamada “bolha municipal”, como se os acontecimentos que ocorrem fora de sua área imediata de atuação não tivessem importância. E política exige justamente o contrário: conhecimento amplo, visão de conjunto e capacidade de compreender que as decisões tomadas em outras esferas também interferem diretamente na vida do município.
Política não é profissão. Política não deve ser instrumento para servir a interesses particulares, mas, sim, para servir ao cidadão, ao Estado e ao país.
O problema é que, em muitos casos, a política virou “boquinha”, “mamar na teta”, fazer negócios, levar vantagem e, em algumas situações, até praticar atos pouco republicanos para se perpetuar no poder. Há quem minta, se locuplete e faça o jogo de grupos que estão muito distantes dos verdadeiros interesses da população.
Por isso, o eleitor precisa ser criterioso na hora de escolher seus representantes. O voto é uma das poucas ferramentas que o cidadão tem para premiar quem trabalhou pelo bem coletivo e retirar do poder quem não correspondeu às expectativas.
Se a urna eletrônica brasileira não tiver “vida própria”, como alguns insinuam de maneira irresponsável, o eleitor tem, sim, a possibilidade de eleger exatamente aquele em quem verdadeiramente votou. A escolha, no fim das contas, continua sendo do cidadão.
Aniversário da Capital capixaba

A cidade de Vitória comemora, nesta terça-feira (8), o aniversário de sua fundação. São 475 anos de história, marcados por muitas conquistas e importantes realizações, apesar dos fracassos decorrentes não apenas das circunstâncias próprias de sua formação como cidade, mas também da incompetência de alguns mandatários que estiveram à frente de seus destinos ao longo dos anos.
Nos tempos atuais, porém, podemos afirmar que a capital de todos os capixabas se tornou uma das melhores cidades do país quando o assunto é qualidade de vida. Vitória avançou muito, e um dos responsáveis por essa transformação foi o ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos). Só não reconhece essa realidade quem, por má vontade ou conveniência, se recusa a enxergar a diferença entre o antes e o depois.
Atualmente, com a prefeita Cris Samorini, que assumiu a titularidade do Executivo municipal após a renúncia de Pazolini para disputar a eleição ao Governo do Estado, Vitória vem dando continuidade a esse legado deixado pelo ex-prefeito.
Samorini ainda está se inteirando de muitas questões relacionadas à administração municipal e, certamente, terá tempo para imprimir sua própria marca como gestora. Capacidade, competência e disposição para a gestão ela tem. Agora, é acompanhar os próximos passos e esperar que Vitória continue avançando.
Prestígio

O renomado escritor e jornalista Maciel de Aguiar estará participando da Bienal Internacional do Livro, em São Paulo. Poucos têm esse privilégio e esse reconhecimento. Aliás, parece que o capixaba tem mais prestígio e reconhecimento fora do Estado do que dentro dele. Por aqui, às vezes, parece que “prestígio” é justamente de quem não consegue nenhum lá fora.
Maciel é escritor e jornalista e tem 145 livros publicados, uma produção literária invejável e que, por si só, demonstra sua importância para a cultura capixaba e brasileira.
Apesar de sua trajetória e de seu reconhecimento, Maciel tem sido vítima de perseguição política e de casos de plágio envolvendo parte de sua obra. Situações que, além de lamentáveis, revelam como ainda é difícil reconhecer e valorizar, dentro de seu próprio Estado, quem leva o nome do Espírito Santo para além de suas fronteiras.
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Bola Dentro / Bola Fora
Bola Dentro – Do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, pela atitude de verdadeiro magistrado, ao cumprir a lei e defender a transparência, trazendo ao conhecimento do Brasil as ilicitudes atribuídas a um dos integrantes da Alta Corte.
Em tempo: na verdade, Supremo é o cidadão brasileiro e não os que lá estão.
Bola Fora – De todos aqueles que insistem em posar de mocinhos quando se sabe, diante das provas apresentadas, que não o são. Para se safarem, reúnem-se com a cúpula dos Poderes da República na tentativa de impedir que suas ações pouco republicanas cheguem ao conhecimento de toda a nação brasileira.
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Bloco de Notas

Fato – O Brasil está empobrecendo.
Como explicar? – Como explicar um presidente eleito que encontra dificuldades para circular pelas ruas das cidades sem ser alvo de críticas e xingamentos?
Apelido pela competência – A economista Daniella Marques é chamada por alguns de “Paulo Guedes de saia”. Sua competência, seu conhecimento sobre a economia brasileira, com seus meandros e dificuldades, além das críticas à condução econômica do atual governo, ajudam a explicar o apelido. Em caso de vitória de Flávio Bolsonaro (PL), há quem aponte seu nome como uma possível escolha para comandar o Ministério da Economia.
Sonífero – Para quem sofre de insônia, Kassab tem a receita para a cura: basta ouvir o discurso de Ronaldo Caiado, seu candidato à Presidência da República.
Solução – Para Lula, as questões de conflito no mundo podem ser resolvidas reunindo as principais lideranças para tomar um “gole”. Ao defender essa solução, que o isola ainda mais do mundo diplomático, o presidente, segundo a crítica, parecia estar alterado pelo tal gole.
Curto e Grosso – O vereador Professor Juscelino (PT), ao questionar, em Plenário, uma ação do presidente da Câmara de Vitória, Anderson Goggi (Republicanos), recebeu dele a seguinte resposta: “Você tem que se eleger prefeito da cidade”. Juscelino retrucou: “Quando a vereadora Karla Coser virar prefeita, ela vai responder”.
Conceito – Se um esquerdista entendesse de economia, talvez não fosse socialista.
A turma – É impressionante que assessores próximos ao presidente Lula estejam envolvidos em investigações relacionadas a supostas práticas ilícitas. As investigações da Polícia Federal já chegaram a pessoas do seu entorno. E ainda há o caso do filho do presidente, Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, citado em denúncias e investigações. Quando Lula conseguirá convencê-lo a voltar ao Brasil para prestar esclarecimentos?
KKKKK – O vice-presidente do PT e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, disse que conhece Lulinha há muito tempo. Afirmou que ele vive de maneira “espartana” em Madri e que enfrenta dificuldades. É difícil levar a sério uma afirmação dessas diante das informações que circulam sobre o padrão de vida do filho do presidente. Segundo relatos divulgados, Lulinha viveria em um condomínio de luxo, com aluguel de cerca de R$ 35 mil, tendo como vizinhos os jogadores do Real Madrid Vini Jr. e Rodrygo. A pergunta que fica é: como consegue manter esse padrão de vida sem uma atividade profissional conhecida? Será que alguém banca essa conta?
Pode isso, Arnaldo?! – Não pode, mas o presidente Lula fez. Foi inaugurar uma ponte que, segundo informações divulgadas, ainda não existia. E, como se não bastasse, apresentou como obra um canal de água que mais parecia uma simples poça.
Faz falta – A implantação do voto distrital aproxima o eleitor do eleito. Já deveríamos ter essa importante ferramenta eleitoral.
Como explicar? – Lula mente com a maior tranquilidade, sem se preocupar com as consequências. Disse, em sabatina na TV, que não conhece a lobista Roberta Lushinger, apontada como suposta sócia do filho, Lulinha, e que nunca esteve com ela. Mas as fotos dos dois abraçados não provam nada?
Prole – O boneco inflável Pixuleco, que representa Lula e ganhou notoriedade por ocasião de sua prisão, agora deu cria. Nasceu o Pixulequinho, que seria o Lulinha inflável.
Enigma – O que leva um governante a valorizar adversários em detrimento de aliados leais? Seria um problema cognitivo ou, simplesmente, ingratidão?
Ele disse – Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República, afirmou: “No Brasil não faltam recursos; sobra ladrão”.
Fato – O Brasil não ganhou a Copa, mas é campeão quando o assunto é carga tributária. Essa realidade também pode ser apontada como parte do legado do PT para o País.
Maldade – Alguns torcedores implicantes estão dizendo que o jogador Hulk não está ficando conhecido apenas pelo futebol que joga, mas também pelo tamanho do seu traseiro.
Absurdos – Todos aqueles que denunciaram os abusos de alguns ministros do STF estão presos. E o que estamos vendo agora é uma luta que, sob o discurso de salvar a democracia, parece cada vez mais voltada à manutenção de privilégios.
Dica – Esta serve para o momento em que vivemos, principalmente neste período eleitoral: primeiro, “Temos que avaliar o político pela sua conduta. O voto vem depois.”
Anota aí – Quer saber? O Brasil não tem elite. Tem oligarquia. E, como anexo, uma “narcoligarquia”.
Prestígio – O renomado escritor Maciel de Aguiar estará participando da Bienal Internacional do Livro, em São Paulo. Poucos têm esse privilégio, aliás, capixaba tem mais prestígio e reconhecimento fora do que dentro do Estado. Parece que “prestígio” por aqui é de quem não tem nenhum lá fora. Maciel é escritor e jornalista, tem quase 150 livros escritos. Uma produção invejável.
Reflexão
“A maior tragédia da vida não é a morte, e sim o que morre dentro de nós enquanto ainda estamos vivos”.
Frase atribuída a Albert Schweitzer
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