Nada contra a Prosperidade
Nikolas explica como patrimônio saltou de R$ 36 mil para R$ 3,9 milhões
BRASIL
Em 4 anos, deputado declarou aumento de mais de 10.000% nos bens
Por Andrei Megre* | Belo Horizonte (MG)
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou R$ 3.898.456,67 em bens à Justiça Eleitoral, representando aumento de mais de 10.000% no patrimônio em relação aos R$ 36.820,46 declarados por ele em 2022. Em vídeo, o parlamentar explicou o salto.
Nikolas mostrou que R$ 2,2 milhões correspondem a um imóvel que ele está financiando ao longo de 35 anos. Segundo a documentação registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ainda restavam ser pagos R$ 1,7 milhão em dezembro do ano passado.
Salto no patrimônio
O parlamentar também disse que é empresário e tem “a maior escola de inglês para cristãos do Brasil”, além de ganhar dinheiro com palestras e livros. Ele afirmou que busca outras fontes de renda para além da atuação como deputado “até mesmo para me resguardar dos processos que a esquerda move contra mim”. No último mês, ele foi condenado a pagar R$ 20 mil em indenização ao PT.
Nikolas aproveitou a deixa para criticar opositores, como a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), que declarou R$ 15 mil, e o presidente Lula (PT), que declarou redução de R$ 2,6 milhões no patrimônio em relação a 2022. “Imagina, o cara que não administra nem a grana dele vai conseguir fazer isso com o país? Se bem que tem a Janja, né? Aí dá para entender o gasto”, ironizou.
“A todos que tentaram usar isso contra mim, muito obrigado. Só deram mais uma chance de mostrar quem eu sou. E diferente da esquerda, que acha que não dá pra enriquecer honestamente sendo político, porque eles pressupõem que todo mundo é bandido e corrupto igual a eles. Mas eu não sou eles. E eu nunca vou ser. Não há nada de errado em prosperar, crescer, construir patrimônio com trabalho honesto”, completou.
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- Matéria reproduzida do jornal Estado de Minas – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Instagram
BRASIL
Senador cobra de Fachin medidas para preservar a normalidade constitucional
Rogério Marinho critica decisão de Flávio Dino sobre publicações relacionadas a Flávio Bolsonaro e pede atuação do presidente do STF.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, cobrou do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, providências para, segundo ele, preservar a normalidade constitucional e evitar o que considera uma possível interferência do Judiciário no processo eleitoral.

Flávio Dino, do STF
Neste domingo (27), Marinho criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que derrubou uma determinação de André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para a remoção de publicações relacionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Na avaliação do líder da oposição, a decisão de Dino desrespeita regras de competência, distribuição de processos e atribuições da Justiça Eleitoral.
Em nota divulgada à imprensa, Marinho afirmou: “Por falar em golpe… Flávio Dino está atropelando regras de competência, distribuição e a própria Justiça Eleitoral para criar uma jurisprudência de conveniência e permitir a circulação de conteúdo considerado falso para favorecer Lula e seu grupo político na eleição”.
O senador também questionou os argumentos utilizados pelo ministro para fundamentar sua decisão, especialmente no que diz respeito à liberdade de expressão.
“Invoca liberdade de expressão para proteger uma informação contestada”, declarou Marinho, que também fez referência a uma controvérsia envolvendo Dino e a identificação da fonte jornalística de uma fotografia verdadeira do ministro.
Na mesma manifestação, Marinho afirmou que, nos últimos meses, o ministro Flávio Dino teria desrespeitado o princípio do juiz natural e as regras de distribuição de processos, em ações que, segundo ele, seriam de interesse do PT. Para o senador, o STF não deve atuar como instrumento de interferência política durante o período eleitoral.
Ao defender a atuação de Fachin, o líder da oposição declarou que o Senado também precisa exercer suas atribuições constitucionais.
“O Senado precisa exercer suas competências constitucionais de apurar crimes de responsabilidade, e Edson Fachin deve agir para preservar a normalidade constitucional e impedir que a Corte seja transformada em tribunal de exceção eleitoral”, concluiu.
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- Da Redação / Com informações de agências
- Foto Destaque: Crédito – Waldemir Barreto / Agência Senado
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