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Prefeitura em Ação

São Mateus promove ações para minimizar possíveis impactos do El Niño

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POLÍTICA & GOVERNO

Por Paulo Roberto Borges*

Diante da possibilidade de formação do fenômeno El Niño no segundo semestre deste ano, a Prefeitura de São Mateus iniciou uma série de ações preventivas para reduzir os possíveis impactos da estiagem no município. Preocupado com o cenário, o prefeito Marcus Batista (Podemos) reuniu especialistas e representantes de diversas instituições públicas e privadas para discutir estratégias de enfrentamento.

União do Poder Público com várias entidades para enfrentarem o El Niño / Foto: Maikson – Comunicação – PMSM

Como resultado do encontro, foi oficializada a criação do Comitê de Crise Hídrica, que reúne órgãos públicos, instituições oficiais, empresas, empresários, Ministério Público, lideranças comunitárias e representantes da sociedade civil mateense. A iniciativa tem como objetivo integrar esforços e estabelecer medidas capazes de garantir a segurança hídrica e o abastecimento da população.

Segundo o prefeito Marcus Batista, o momento exige planejamento e ações imediatas. “É fundamental elaborar estratégias preventivas que assegurem o abastecimento de água e minimizem os impactos de uma eventual estiagem prolongada”, destacou.

De acordo com especialistas, há possibilidade de que o El Niño altere as condições climáticas no norte do Espírito Santo, provocando redução das chuvas, aumento das temperaturas e maior pressão sobre os recursos hídricos.

Cidade de São Mateus e o Rio Cricaré / Foto: Reprodução – Redes Sociais

O histórico recente reforça a preocupação da administração municipal. Em 2025, a redução da vazão do Rio Cricaré favoreceu o avanço da cunha salina, comprometendo a captação de água para abastecimento público e levando o município a decretar situação de emergência.

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O Comitê de Crise Hídrica atuará no monitoramento permanente dos níveis de captação de água, na viabilização da perfuração de poços artesianos e na promoção de campanhas de conscientização sobre o uso racional dos recursos hídricos, diante das previsões de estiagem prolongada.

A composição do grupo demonstra a amplitude da mobilização, reunindo setores estratégicos da administração municipal e representantes de diversos segmentos da sociedade. Integram o comitê:

  • Secretarias Municipais de Comunicação, Obras, Defesa Social, Meio Ambiente, Assistência Social, Saúde, Planejamento e Procuradoria-Geral do Município;
  • Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE);
  • Câmara Municipal de São Mateus;
  • Corpo de Bombeiros Militar;
  • Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes);
  • Empresa Luz e Força Santa Maria.

Também participam do comitê representantes do Ministério Público do Estado do Espírito Santo, do Sindicato Rural, empresários do setor de perfuração de poços e lideranças ligadas à área de infraestrutura.

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*Pauta 1 / Com informações da Prefeitura de São Mateus

*Foto destaque: Reprodução / PMSM

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POLÍTICA & GOVERNO

Vereadores de Aracruz querem ganhar mais R$ 10 mil além do salário

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O projeto, protocolado discretamente na véspera de um feriado, prevê um impacto anual de aproximadamente R$ 2 milhões anuais aos cofres públicos

Por Danilo Salvadeo* | Aracruz (ES)

Enquanto a população enfrenta dificuldades com saúde, segurança e mobilidade, a Câmara Municipal de Aracruz discute a criação de uma nova verba de R$ 10 mil mensais para cada um dos 17 vereadores, que se reúnem apenas uma vez por semana. O projeto, protocolado discretamente na véspera de um feriado, prevê um impacto anual de aproximadamente R$ 2 milhões anuais aos cofres públicos.

O argumento apresentado é que os parlamentares precisam ser ressarcidos por despesas relacionadas ao exercício do mandato. No entanto, a proposta chama atenção por beneficiar agentes públicos que já recebem salário de R$ 12,5 mil por mês, além de auxílio-alimentação superior a R$ 1,2 mil. Agora, querem criar mais uma fonte de recursos públicos, corrigida anualmente pela inflação e com um adicional de 30% para o presidente da Câmara.

A justificativa de que os vereadores estariam arcando com custos do mandato do próprio bolso não convence uma população que diariamente paga impostos elevados. Se a estrutura da Câmara é insuficiente, o caminho deveria ser aprimorar a gestão dos recursos já existentes, e não ampliar benefícios para quem já possui remuneração acima da realidade da maioria dos trabalhadores aracruzenses.

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O mais preocupante é o momento escolhido para a apresentação da proposta. Protocolar um projeto desse porte na véspera de um feriado passa a impressão de que se tentou reduzir o debate público sobre um tema que afeta diretamente o dinheiro do contribuinte.

Não se trata de questionar a importância da atividade parlamentar. Trata-se de questionar prioridades. Em uma cidade que ainda enfrenta desafios em áreas essenciais, é difícil justificar a destinação de mais R$ 2 milhões por ano para custear combustível, publicidade, softwares, locação de veículos e outros gastos de quem já dispõe de estrutura pública para exercer suas funções.

A população de Aracruz tem o direito de exigir transparência, debate amplo e explicações convincentes. Afinal, cada centavo dessa verba sairá do bolso do cidadão. E antes de criar novos privilégios para a classe política, é preciso responder uma pergunta simples: qual benefício concreto essa medida trará para a vida da população?

Porque, até aqui, o que se vê é mais dinheiro para os vereadores e nenhuma garantia de mais resultados para Aracruz.

O que é a imoralidade denominada VIAP?

A Mesa Diretora da Câmara de Aracruz protocolou, na última quarta-feira (3), véspera do feriado de Corpus Christi, o Projeto de Resolução 1/2026, que visa instituir a Verba Indenizatória de Apoio à Atividade Parlamentar (VIAP), fixada em R$ 10 mil mensais. A proposta é assinada pelo presidente da Casa, Jean Pedrini (PP), pelo primeiro secretário, Vilson Jaguareté (PT), e pelo segundo secretário, Léo Pereira (União). O impacto financeiro anual previsto é de R$ 2 milhões.

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A VIAP, segundo o projeto, será destinada ao reembolso de despesas exclusivamente relacionadas ao mandato parlamentar, e não poderá ser incorporada ao subsídio e nem constitui renda ou vantagem pessoal. O valor de R$ 10 mil deverá ser corrigido anualmente de acordo com os índices inflacionários. Além disso, se a proposta for aprovada, o presidente da Câmara terá um acréscimo de 30% sobre o montante da verba.

A proposta apresenta uma série de hipóteses em que os custos dos vereadores são reembolsáveis com a VIAP, incluindo locação de veículos (limitado a 50% do valor); despesas com combustível (até 15% da verba); materiais de consumo não fornecidos pela Câmara; contratação de serviços de softwares e produtos digitais; assinaturas de periódicos; expedição de correspondências; serviços de divulgação das atividades parlamentares, bem como de filmagem e fotografia; além de custos com materiais gráficos.

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  • Jornal Folha do Litoral – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / FL
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