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Desejo do Presidente

Lula diz sonhar em reverter privatizações de empresas estratégicas

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BRASIL

Presidente visitou fábrica de fertilizantes em Sergipe

Por Pedro Peduzzi* | Brasília – DF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (29), em evento em Sergipe, “sonhar” em reverter a privatização de empresas como a Eletrobras e a BR Distribuidora. 

Em tom crítico aos processos de venda de estatais durante governos anteriores, afirmou que as privatizações ocorrem quando há “falta de competência” por parte dos gestores para administrar empresas públicas e para lidar com seus trabalhadores.

O presidente visitou a Fafen-SE, em Pedra Branca, no município de Laranjeiras. A unidade terá suas operações reativadas para a produção de fertilizantes.

Em discurso, Lula disse que ainda considera a possibilidade de retomar o controle estatal de empresas estratégicas. Ele, no entanto, lamentou alguns obstáculos legais e financeiros que foram colocados para essa recompra.

“É importante vocês saberem que eu ainda sonho em trazer a Eletrobras de volta, para ser uma empresa pública neste país. A privatização foi tão canalha que disseram que será três vezes mais caro para o governo comprar”, disse.

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“É como a BR [Distribuidora], que ainda usa o nome da Petrobras. Se a gente quiser comprar de volta, só será [possível] em 2029”, acrescentou ao classificar como sórdida a forma como foi feita a venda dessas empresas.

O presidente associou a decisão de privatizar empresas públicas à incapacidade de gestão daqueles que são indicados para administrá-las.

“Tem gente que acha que é só vender. É gente que não tem competência. Eles desmontam a coisa pública para entregar de graça, por não saberem administrar nem lidar com o trabalhador”, argumentou.

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  • Agência Brasil – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Ricardo Stuckert / Presidência da República
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BRASIL

Racha na Maçonaria do RJ se intensifica após GOB suspender tratado de amizade com a GLMERJ

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Decisão do Grande Oriente do Brasil rompe relações oficiais com Escola Maçônica do RJ e gera impactos diretos entre membros das duas instituições

Por Altair Alves* | Rio de Janeiro – RJ

Grande Oriente do Brasil (GOB) anunciou, no último dia 21 de maio, a suspensão oficial do tratado de reconhecimento e amizade com a Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro (GLMERJ), aprofundando uma crise institucional que vem provocando divisões dentro da Maçonaria brasileira.

Com a suspensão do acordo, membros das duas organizações ficam impedidos de participar das reuniões uns dos outros. Além disso, existe um temor pelo enfraquecimento institucional e simbólico da relação entre as organizações. É importante destacar que, na Maçonaria, esse tipo de reconhecimento é fundamental para a legitimidade das entidades.

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Um trecho da decisão cita, inclusive, que “a atitude da GLMERJ desrespeita o princípio de boa-fé que deveria reger as relações entre organizações maçônicas, tanto no Brasil quanto no exterior”.

Maçonaria

Maçonaria: entenda a importância dos símbolos na tradição

A Maçonaria é uma organização tradicional e internacional, com origem histórica na Europa, que reúne membros (chamados de maçons). A associação de cunho filosófico, filantrópico e educativo busca o desenvolvimento moral e intelectual de seus integrantes, além de promover valores voltados ao progresso da sociedade, como ética, igualdade e fraternidade.

Ela não é uma única instituição centralizada: existem várias organizações independentes chamadas de “Grandes Lojas” ou “Grandes Orientes”, que se reconhecem mutuamente por meio de acordos chamados tratados de amizade ou reconhecimento.

Já o Grande Oriente do Brasil é considerado a mais antiga e maior instituição maçônica do país. A entidade, fundada em 14 de julho de 1822 teve participação histórica em momentos importantes da formação nacional, como a Independência do Brasil e a Proclamação da República, sendo frequentemente apontada como a “Mãe da Maçonaria na América Latina”.

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  • Diário do Rio – Conteúdo
  • Foto destaque: Palácio Maçônico do Lavradio (Rio) – Divulgação
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