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Fraude no INSS

Caso Master: CPMI do INSS antecipa depoimento de Daniel Vorcaro

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BRASIL

Membros da comissão que investiga fraudes a aposentadorias e pensões querem esclarecimentos sobre o envolvimento a instituição financeira no caso

Brasília / DF

Presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou a antecipação do depoimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para segunda-feira, 23, às 16h, no Senado Federal. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 18, nas redes sociais do senador.

Inicialmente previsto para o dia 5 deste mês, o depoimento havia sido adiado para a próxima quinta-feira, 26, em razão de um problema de saúde alegado pela defesa de Vorcaro. Desta vez, a oitiva foi antecipada, segundo o parlamentar, para garantir “prioridade absoluta aos trabalhos” da CPMI, que apura supostas irregularidades envolvendo empréstimos consignados e prejuízos a beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Quando anunciou o adiamento, Viana afirmou, em entrevista coletiva, que pode determinar a condução coercitiva caso Vorcaro não compareça.

“Agiremos como a Constituição nos garante. Isso foi conversado com o ministro Dias Toffoli, do STF, que ele terá de vir à CPMI. Isso está acertado. Ele virá por boa vontade. Se não vier, usarei da minha autoridade como presidente da comissão para trazê-lo aqui”, declarou o senador na ocasião.

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No comunicado desta quarta-feira, Viana reiterou que o foco da CPMI é a investigação de irregularidades envolvendo empréstimos consignados e os prejuízos causados aos beneficiários.

“O nosso compromisso é com o Brasil. É com as viúvas, órfãos e aposentados do nosso país que foram lesados justamente por quem mais deveria defendê-los”, afirmou.

O senador também disse que a comissão atuará “com firmeza, responsabilidade e celeridade, colocando a verdade acima de qualquer disputa política e a justiça acima de qualquer interesse circunstancial”.

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  • Informações do Estadão – Conteúdo
  • Foto Destaque: Reprodução / Internet
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BRASIL

Mendonça dá à Polícia Federal amplo acesso às provas

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Novo relator também reduziu grau de sigilo imposto às investigações por Dias Toffoli

Por Luana Patriolino* – Brasília / DF

O relator da investigação do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, ampliou, nesta quinta-feira (19/2), o acesso da Polícia Federal às provas colhidas pela corporação. Ele determinou a retomada do “fluxo ordinário” de ações de perícia e depoimentos nas apurações e reduziu o grau de sigilo imposto no caso. Na prática, a decisão reverte as ordens do antigo relator, ministro Dias Toffoli, que havia escolhido a Procuradoria-Geral da República (PGR) como a guardiã do material.

Mendonça autorizou que a perícia em cerca de 100 aparelhos eletrônicos apreendidos seja feita sem restrições. Ele alterou o nível de sigilo do caso. Anteriormente, a investigação estava submetida ao grau 4, mais rigoroso. Agora, a classificação foi revista para grau 3, menos exigente.

O relator atendeu ao pedido da Polícia Federal pela “autorização para custódia, análise e extração de dados nos moldes institucionais previstos nos normativos internos da Polícia Federal”.

“A adoção do fluxo ordinário de trabalho pericial da Instituição, bem como a realização de diligências ordinárias que se façam eventualmente necessárias — como, por exemplo, a oitiva de investigados e testemunhas nas dependências da Polícia Federal —, estão autorizadas, desde que respeitadas a devida compartimentação das informações e a congruência com os princípios da preservação do sigilo e da funcionalidade”, diz a decisão de Mendonça.

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A PF calculava que levaria 20 semanas para analisar material no grau de sigilo anterior. A estimativa considerava um único perito trabalhando no material de forma exclusiva nesse período, conforme Toffoli havia determinado. Na decisão de ontem, Mendonça autorizou a corporação a ouvir investigados e testemunhas, caso haja necessidade.

Também ficou determinado que os policiais federais ficam autorizados a não compartilhar informações obtidas com “áreas e autoridades” que não estejam “diretamente” ligadas à investigação. “Somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos reciprocamente compartilhados devem ter conhecimento das informações acessadas”, disse Mendonça.

Relatoria polêmica

Em janeiro, Toffoli havia determinado que todos os bens e documentos relacionados ao caso do Banco Master apreendidos pela Polícia Federal fossem lacrados e armazenados na sede do Supremo. Com a enxurrada de críticas, ele recuou e decidiu que a PGR ficasse responsável pela custódia do material.

Toffoli deixou a relatoria do caso Master em 12 de fevereiro. A crise chegou no ápice após o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, levar pessoalmente ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um relatório da perícia do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em que há menções ao então relator. Pouco antes de sair, o magistrado havia determinado que a corporação enviasse a ele os dados de todos os celulares apreendidos e periciados na investigação sobre o Banco Master.

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A investigação da Polícia Federal indica que o Banco de Brasília realizou operações consideradas irregulares com o Banco Master numa tentativa de dar fôlego à instituição de Daniel Vorcaro, enquanto o Banco Central analisava a proposta de aquisição. O BRB chegou a formalizar a oferta em março do ano passado, mas o negócio acabou vetado pelo BC.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Rosinei Coutinho / SCO – STF
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