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Carnaval deve movimentar R$ 830 milhões na economia do ES

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Economia

Expectativa é de movimentar R$ 830 milhões na economia capixaba, com destaque para turismo regional e aumento do consumo durante Carnaval

Carnaval de 2026 promete atrair grande movimento de turistas. Segundo a Secretaria de Turismo do Estado (Setur)690 mil turistas devem circular no Espírito Santo durante o feriado, movimentando cerca de R$ 830 milhões na economia, impulsionado pela valorização do gasto médio do visitante.

Na pesquisa Intenções de Viagens – Verão 2026, realizada pelo Sebrae/ES, 40,4% das pessoas que pretendem viajar no verão escolheram destinos dentro do Espírito Santo, sendo as viagens de curta duração as mais comuns.

A maioria (55,1%) planeja passar apenas um fim de semana fora, enquanto 14,7% optaram por viagens de temporada, com duração entre sete e 15 dias. Os destinos mais procurados, de acordo com a pesquisa, são Vitória, Marataízes e Guarapari, com preferência por locais que oferecem praias, cachoeiras e montanhas.

A mesma pesquisa aponta que o gasto médio estimado por viagem é de R$ 1.753, sendo R$ 772 por pessoa, o que reforça o potencial de consumo no período e abre oportunidades para negócios ligados ao turismo, lazer, produtos e serviços.

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Crescimento do comércio no bimestre

O Espírito Santo chega ao período de folia em posição de vantagem. Dados recentes mostram que o comércio capixaba cresceu 4,3% no último bimestre. Liderando o avanço no Sudeste e superando estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

Segundo o especialista e mentor em gestão de vendas Floriano Schneider, o Carnaval abre uma janela importante para o comércio.

“É um momento estratégico para girar estoques de verão e fortalecer o relacionamento com o cliente, que está mais disponível”.

Setores como Tecidos, Vestuário e Calçados projetam crescimento de 7,2% em fevereiro,
impulsionados por viagens e compras de última hora. Já Farmácias e Perfumarias mantêm ritmo de crescimento em torno de 11%, mostrando que o consumo essencial segue aquecido.
Para o especialista, o planejamento de 2026 já deve estar em fase de execução.

Por fim, para o especialista, o planejamento de 2026 já deve estar em fase de execução. “O Carnaval é um teste de logística, atendimento e agilidade. Quem atende bem agora, fideliza para os meses seguintes”, completou.

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  • Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Thiago Soares / FV
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Economia

Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026

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Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360

Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES

A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.

O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória. 

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação

“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.

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A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.

O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.

Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.

No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil. 

“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.

Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente. 

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O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.

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  • O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Borana
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