Ação Municipal
Participação popular: Projeto do Mergulhão de Camburi é novamente apresentado a moradores
CIDADES
Por Marcus Monteiro*
A Prefeitura de Vitória promoveu, na tarde desta quarta-feira (19), a terceira reunião de apresentação do projeto das obras do Mergulhão de Camburi. Estiveram presentes na sede da secretaria Municipal de Obras (Semob) representantes e moradores dos bairros Jardim Camburi e Mata da Praia, vereadores e secretários municipais.
Outras duas reuniões já foram realizadas para tratar sobre a intervenção. A primeira, com os representantes da Associação Comunitária de Jardim Camburi (ACJAC) e a segunda com os moradores do condomínio Jardins, um conjunto de prédios localizado no início da rua Gelu Vervolet dos Santos, também conhecida como rodovia Norte-Sul, próximo ao canteiro de obras.
A reunião iniciou com a apresentação o projeto, feita pelo secretário de Obras Gustavo Perin. Ele explicou que a demanda para construção do Mergulhão de Camburi partiu do Plano de Diretor Urbano (PDU), aprovado em 2018 – Lei nº 9.271/2018, que apontou a necessidade de uma intervenção no local.
Em seguida, foi apresentado o anteprojeto – composto por cinco volumes que totalizam 694 páginas – que traçou as diretrizes para a licitação e contratação do projeto e execução das obras, após estudos de tráfego e impactos ao meio ambiente, entre outros.
Após a contratação da empresa vencedora da licitação a secretaria de Obras cumpriu 27 condicionantes para início das intervenções, entre elas a licença ambiental do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), de manejo da fauna da secretaria Municipal de Meio Ambiente de Vitória (Semmam), do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a cessão da área pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Fases da obra
A supressão da vegetação para a instalação do canteiro de obras e o início da construção das primeiras pistas do Mergulhão de Camburi são atividades da primeira fase da obra, que deverá prolongar-se por oito meses, em média. Nesse período não haverá qualquer interferência no trânsito local, pois as obras ocorrerão na antiga área do aeroporto, já cedida à municipalidade, explicou o secretário de Obras.
A segunda e terceira fases do empreendimento foram apresentadas e aberto tempo para os questionamentos. Formularam perguntas e considerações Arlete Pereira, da Associação Comunitária de Jardim Camburi, Silvia Gomes da Associação de Moradores da Mata da Praia, Daniel Costa, do condomínio Jardins, entre outros.

Reunião do Mergulhão de Jardim Camburi / Foto: Jansen Lube
Os questionamentos foram respondidos em sua totalidade pelos secretários de Obras Gustavo Perin e Alex Mariano, secretário de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana, com a assessoria dos arquitetos da secretaria Municipal de Desenvolvimento da Cidade (Sedec) Fabrício Encarnação e Ivan Vieira.
Estiveram presentes os vereadores Armandinho Fontoura e Maurício Leite, integrantes da comissão de acompanhamento de obras da Câmara Municipal de Vitória, e o vereador Bruno Malias, morador de Jardim Camburi assim como o vereador Maurício Leite, estava representado por sua assessoria, pois de acordo com informações de representantes precisou ir à Brasília como integrante da Câmara Municipal.
Obra Metropolitana
O Mergulhão de Camburi é a maior obra de mobilidade urbana da Região Metropolitana da Grande Vitória, que elimina a retenção de veículos no cruzamento da Norte-Sul com a avenida Dante Micheline.
O objetivo do empreendimento é melhorar a circulação de veículos, pedestres e ciclistas, aumentando a fluidez do tráfego da região Norte de Vitória, beneficiando diretamente o bairro Jardim Camburi, com uma livre passagem entre as avenidas Gelu Vervloet (Norte-Sul) e Dante Micheline.
A obra vai reduzir o tempo de travessia da interseção, que hoje é de 55 a 88 segundos, para até 10 segundos. A velocidade média dos veículos que transitam pelo trecho – parando nos semáforos e enfrentando as retenções – hoje é de 2 km/h e passará a 33km/h com os dois mergulhões. Durante as obras serão mantidas a circulação viária – em duas vias em cada sentido-, a mobilidade dos pedestres e dos ciclistas.
A obra
A interseção proposta mantem todos os sentidos de circulação existentes em três faixas, como é hoje, e acrescenta duas passagens inferiores (Mergulhão 01 e Mergulhão 02) que irão permitir o fluxo sem cruzamentos em nível com a avenida Dante Micheline.
A passagem inferior 1 elimina o cruzamento do fluxo de veículos provenientes da BR-101 (Bairro de Fátima) no sentido Tubarão. A passagem inferior 2 elimina o cruzamento do fluxo proveniente de Jardim da Penha no sentido BR-101.
O veículo originário da BR-101 – sentido Tubarão – circulará em plano inferior à avenida Dante Micheline. Para essa conversão o veículo acessa a rampa descendente, até atingir a Mergulhão 01, que se prolonga sob pista esquerda da Av. Dante Micheline (sentido Tubarão) e alça de acesso a BR-101 (veículos provenientes de Jardim da Penha), após transpor o Mergulhão 01, o veículo percorre rampa ascendente até atingir o atual nível da Dante Micheline.
O veículo proveniente de Jardim da Penha com destino a BR-101 também circulará em plano inferior à avenida Dante Micheline. Para esta conversão, após transpor a laje superior do Mergulhão 1, percorre rampa descendente, até atingir o Mergulhão 02, que se prolonga sob pista esquerda (sentido Tubarão) da avenida Dante Micheline. Após transpor o Mergulhão 02, o veículo percorre rampa ascendente até atingir o atual nível da avenida Gelu Vervloet.
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* Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
* Fotos: Jansen Lube / PMV
CIDADES
Ações da Guarda Municipal resultaram na retirada de 270 veículos abandonados
Por Rubia Medina* | Vila Velha (ES)
De janeiro a agosto deste ano, a Guarda Municipal de Vila Velha atendeu a 270 denúncias de veículos em situação de abandono em vias e outros espaços públicos. Do total, 58 veículos foram removidos pela Guarda Municipal e outros 212 foram retirados pelos próprios proprietários após as notificações e orientações das equipes.
A população pode registrar denúncias sobre veículos em possível situação de abandono por meio do telefone 162, da Ouvidoria Municipal. Após o registro, as informações são encaminhadas para análise e vistoria das equipes responsáveis.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), especialmente o artigo 279-A e o Anexo I, além da Lei Municipal nº 6.500/2021, considera-se veículo em situação de abandono aquele que permanece em via pública sem condições de circulação e sem utilização regular, evidenciando desuso prolongado e potencial comprometimento da ordem urbana, da segurança e da saúde pública.
“Cada denúncia é analisada com responsabilidade e nossas equipes realizam as vistorias necessárias para identificar se o veículo realmente se encontra em situação de abandono. Esse trabalho vai além da remoção: ele contribui para manter os espaços públicos organizados, garantir melhores condições de circulação e prevenir situações que possam colocar em risco a saúde e a segurança da população. A participação da comunidade é fundamental para que possamos atuar de forma ainda mais eficiente”, ressaltou a comandante da Guarda Municipal de Vila Velha, Landa Marques.
Segundo o inspetor de Trânsito, Abner Nunes, a caracterização do abandono é feita por meio da análise técnica de critérios objetivos, que podem ser observados de forma isolada ou conjunta.
“Após o registro da denúncia pelo telefone 162, equipes da Guarda Municipal realizam uma vistoria para verificar se o veículo atende aos critérios legais de abandono. Caso a situação seja confirmada, o proprietário é notificado e recebe o prazo de três dias para providenciar a retirada do automóvel. Se o veículo permanecer no local após esse período, é removido e encaminhado para o pátio credenciado pelo município. Entretanto, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) autoriza a remoção imediata quando houver risco à incolumidade pública”, afirma.
Entre as características que podem indicar uma situação de abandono estão:
– Ausência de condições de circulação, como falta de componentes essenciais ao funcionamento, impossibilidade de locomoção por meios próprios ou avarias que inviabilizem seu uso.
– Permanência prolongada no mesmo local, sem indícios de utilização ou movimentação.
– Estado de conservação incompatível com o uso regular, com sinais evidentes de deterioração, acúmulo de sujeira ou ausência de manutenção.
– Risco à saúde pública, como acúmulo de água em seu interior ou em partes da carroceria, favorecendo a proliferação do mosquito Aedes aegypti e de outros vetores de doenças.
– Comprometimento da segurança e da ordem urbana, quando apresenta portas, vidros ou compartimentos abertos, permitindo acesso indevido, ou quando é utilizado para finalidades diferentes daquelas para as quais foi destinado.
– Ocupação indevida do espaço público, prejudicando a circulação de pessoas e veículos e comprometendo o uso coletivo das vias.
O secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, tenente-coronel Rogério Gomes, ressalta que a retirada dos veículos também representa uma importante medida de proteção à saúde pública.
“Automóveis em avançado estado de deterioração costumam acumular água da chuva, tornando-se potenciais criadouros do mosquito da dengue e de outros insetos transmissores de doenças. A ação também reduz o acúmulo de lixo, melhora o aspecto urbano e reforça a sensação de segurança nos bairros”, ressalta.
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- Prefeitura de Vila Velha / Sec. de Defesa Social e Trânsito / Comunicação – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / PMVV
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