Vitória Avassaladora!
Trump é eleito presidente dos EUA
Política Internacional
Candidato republicano levou a vitória nesta quarta-feira (6/11) contra a adversária democrata Kamala Harris. Ele volta ao cargo que deixou, em 2021
O candidato republicano Donald Trump está eleito como presidente dos Estados Unidos. Por volta das 07h30 desta quarta-feira (6/11), o ex-presidente superou o número necessário de 270 delegados e venceu o pleito contra a democrata Kamala Harris, em das eleições mais imprevisíveis da história.
Confira todos os estados que Donald Trump já conquistou até o momento:
- Indiana — 11 delegados
- Virgínia Ocidental — 4 delegados
- Kentucky — 8 delegados
- Flórida — 30 delegados
- Alabama — 9 delegados
- Oklahoma — 7 delegados
- Missouri — 10 delegados
- Tennessee — 11 delegados
- Carolina do Sul — 9 delegados
- Arkansas — 6 delegados
- Wyoming — 3 delegados
- Dakota do Norte 3 delegados
- Dakota do Sul — 3 delegados
- Texas — 40 delegados
- Luisiana — 8 delegados
- Montana — 4 delegados
- Utah — 6 delegados
- Mississippi — 6 delegados
- Ohio — 17 delegados
- Iowa — 6 delegados
- Kansas — 6 delegados
- Idaho — 4 delegados
- Carolina do Norte — 16 delegados
- Nebraska — 4 delegados (o estado tem 5, mas os divide entre os candidatos mais votados)
- Geórgia — 16 delegados
- Pensilvânia — 19 delegados
- Wisconsin — 10 delegados
Esta será a segunda vez que Trump chefia o país. Na primeira, ele comandou os Estados Unidos entre 2017 e 2020, e deixou a Casa Branca após perder as eleições para Joe Biden.
Quem é Donald Trump, o novo presidente dos EUA
Nascido em Nova York em 1946, Donald John Trump é empresário e governou os Estados Unidos de 2017 a 2021, ao ser o 45º presidente do país. À época, ele venceu a democrata Hillary Clinton e, em 2020, tentou reeleição, mas foi derrotado por Joe Biden, a quem substituirá no cargo mais alto do país a partir do dia 20 de janeiro de 2025.

Foto/Crédito: AFP
Trump é formado em economia e dono de diversos empreendimentos que levam o nome dele, do ramo de hotelaria ao de concursos de beleza.
Tendo sido considerado uma das pessoas mais ricas do mundo, o magnata é famoso por polêmicas. Durante o período em que foi presidente dos EUA, proibiu entrada de cidadãos de países de maioria muçulmana, revisou normas ambientais a fim de aumentar exploração de combustíveis fósseis e tentou desfazer o “Obamacare”, que controla preços de planos de saúde.
Sob o mantra “Make America great again” — “fazer os EUA grandes novamente” —, o atual presidente se considera “nacionalista” e baseia a política externa do país na frase “America first” — “EUA primeiro”. Durante o mandato anterior, sofreu dois processos de impeachment: um em 2019, quando foi revelado que ele, então presidente, tinha pedido ajuda à Ucrânia para interferir na eleição presidencial de 2020, favorecendo a própria reeleição; e um em 2021, devido a envolvimento na invasão do Capitólio, após não reconhecer a vitória de Biden, e a possível fraude eleitoral. Ele foi inocentado em ambos os casos.
Relembre alguns momentos de Trump durante a corrida presidencial
Donald Trump anunciou a possível candidatura para a disputa de 2024 à presidência em 2022. Embora quase tenha sido considerado inelegível devido ao artigo da Constituição norte-americana que proíbe a “insurreição”, a Suprema Corte dos Estados Unidos reverteu a decisão e permitiu a continuidade da até então possível candidatura em março deste ano.

Foto/Crédito: Wikipédia
Durante discurso de campanha na Pensilvânia em 13 de julho, Trump sofreu um atentado, ao ter sido atingido por um tiro na orelha. Dois dias depois, ele foi oficialmente nomeado candidato à presidência pelo Partido Republicano, escolhendo o senador J. D. Vance como vice.
Ele trouxe à campanha personalidades polêmicas, como Corey Lewandowski, com quem havia rompido na campanha de 2016 por acusações de crimes sexuais e agressão; e a influenciadora Laura Loomer, que espalha teorias da conspiração e comentários racistas nas redes sociais.
Durante toda a corrida presidencial, o então candidato atacou principalmente imigrantes e os culpou por supostas criminalidade, subida de preços de imóveis, por supostamente tirarem empregos de cidadãos e sobrecarregarem serviços de assistência social e até mesmo os acusou falsamente de comerem animais de estimação. Ele promete fazer deportações em massa.
O empresário também contou com apoio de Elon Musk, o homem mais rico do mundo, que também apareceu em comícios, prometeu US$ 1 milhão por dia a pessoas que aderissem um abaixo-assinado e utilizou a própria rede social, o X, para fazer campanha. Trump afirma querer trabalhar com Musk na Casa Branca.
Tanto Donald Trump quanto Kamala Harris realizaram eventos finais de campanha no estado-pêndulo da Pensilvânia. O republicano foi além, porém, discursando também, no último dia (4/11), nos estados-chave de Michigan e da Carolina do Norte.
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* Da Redação / Com informações de agências internacionais
* Foto / Destaque: Kamil Krzacrzynski / AFP
Política Internacional
Irã confirma acordo com EUA, mas exige pagamento de pedágio em Ormuz
Trump e mediador paquistanês apresentaram informações contraditórias sobre o teor do texto que trata do fim da guerra
Estados Unidos e Irã alcançaram um acordo neste domingo (14) para estabelecer o fim imediato da guerra no Oriente Médio, incluindo o conflito no Líbano, e pretendem assinar o texto na sexta-feira (19), em Genebra. O país persa adicionou uma cláusula sobre o pagamento de pedágio marítimo no Estreito de Ormuz.
O teor do acordo não foi divulgado, mas o Irã indicou que as negociações devem começar em, no máximo, 60 dias, com o objetivo de alcançar um acordo definitivo em questões delicadas como o programa nuclear ou as sanções contra sua economia.
O compromisso foi anunciado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do conflito, que o qualificou de “passo histórico em direção à paz”. Posteriormente, Washington e Teerã confirmaram a informação.
“O acordo com a República Islâmica do Irã já está concluído. Parabéns a todos!”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “Autorizo plenamente a abertura sem cobrança de pedágio do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo a suspensão imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Que o petróleo flua!”, completou.
Pouco depois, ele afirmou que a passagem marítima só será reaberta após a assinatura do acordo na sexta-feira.
A agência iraniana Fars, no entanto, afirmou que o Irã incluiu, no último momento, uma cláusula sobre o pagamento de um pedágio marítimo no Estreito de Ormuz.
“Nos momentos finais da negociação, o texto do memorando de entendimento recebeu uma emenda para enfatizar de forma clara e explícita a questão da soberania do Irã e de Omã sobre o Estreito de Ormuz”, por onde transitam o gás e o petróleo exportados do Golfo, indicou a agência Fars, que citou uma fonte anônima que acompanha as negociações.
“O uso do termo ‘serviços marítimos’ significa que os Estados Unidos aceitaram o pagamento de pedágios ao Irã”, acrescentou a agência iraniana.
O fechamento de Ormuz teve um grande impacto na economia mundial, provocando inflação em alguns países e problemas de abastecimento de fertilizantes necessários para a produção de alimentos, entre outros.
Segundo o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, o acordo com Washington põe “fim imediato à guerra”.
Uma fonte diplomática próxima às conversações indicou que Estados Unidos e Irã devem manter negociações indiretas durante a semana no Catar, antes da assinatura do acordo na sexta-feira.
Moratória nuclear
O conteúdo do acordo, alcançado após semanas de negociações tensas e ameaças frequentes de Trump de novas hostilidades, não foi divulgado publicamente.
As partes publicaram informações contraditórias sobre o teor. Trump afirmou ao jornal The New York Times que o Irã aceitou uma moratória de 20 anos sobre o enriquecimento de urânio.
Por sua vez, Gharibabadi declarou que as próximas conversações abordarão o fim das sanções contra o Irã, a questão nuclear, a reconstrução e o desenvolvimento econômico de seu país e a implementação de um mecanismo de supervisão dos acordos alcançados.
Israel reagiu e anunciou que seu Exército “permanecerá nas zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza por um período ilimitado”, segundo as palavras do ministro da Defesa, Israel Katz.
O acordo foi recebido com alívio pela comunidade internacional. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse esperar “que as partes aproveitem o novo impulso e redobrem seus esforços em direção a uma resolução final do conflito”.
Reino Unido, França, Alemanha e Itália celebraram o acordo e afirmaram que estão dispostos a suspender algumas sanções contra o Irã. Egito e Arábia Saudita também elogiaram o pacto.
Petróleo a US$ 80
O conflito começou em 28 de fevereiro com os bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, que respondeu atacando alvos americanos nos países do Golfo aliados de Washington.
Em 2 de março, o Líbano entrou na guerra devido aos ataques do Hezbollah contra Israel, que respondeu com uma ofensiva para “eliminar” o movimento xiita apoiado por Teerã. Os bombardeios israelenses provocaram mais de 3.700 mortes desde março, segundo o governo libanês.
Uma fonte oficial libanesa disse nesta segunda-feira (15) à reportagem que o governo de Beirute “não foi informado” sobre o acordo, nem sobre o momento em que entrará em vigor.
O acordo impulsionou as Bolsas e derrubou os preços do petróleo.
“O que poderemos fazer é reduzir o custo da energia, não apenas agora, mas a longo prazo, e criar um verdadeiro motor de prosperidade no Oriente Médio”, disse o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, ao canal Fox News.
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- Matéria da agência AFP – Conteúdo
- Foto destaque: Bandeira do Irã / Crédito: Heinz Peter Bader
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