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Eleições em Vitória

PSD vai apoiar Pazolini na disputa em Vitória

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Política / Eleições

Em Vitória, o PSD chegou a ter Fabrício Gandini como candidato, que desistiu em favor do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSD)

Por Aline Dias*

Depois de muita especulação e uma convenção que delegou poderes à Executiva estadual, está batido o martelo: PSD e Republicanos seguem juntos em Vitória e Colatina. A decisão foi divulgada na tarde desta segunda-feira (12).

Em Colatina, o ex-prefeito Sérgio Meneguelli (Republicanos) chegou a dizer para a coluna De Olho no Poder que poderia ser candidato, mas no fim apoiou a candidatura de Renzo em sua cidade.

Em Vitória, o PSD chegou a ter como pré-candidato o deputado estadual Fabrício Gandini (PSD), que retirou a candidatura em favor do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Gandini já disse que não vai fazer campanha para Pazolini.

Na convenção do PSD de Vitória, realizada no último dia 5, o partido delegou para a Executiva estadual, encabeçada pelo candidato a prefeito de Colatina e ex-deputado Renzo Vasconcelos. Foi de Renzo a decisão tomada após mais de 90 dias de conversas entre as siglas.

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“Como presidente estadual do PSD, conversei com o deputado Fabrício Gandini, que é o presidente municipal da sigla em Vitória. Ele pediu para que eu conduzisse o PSD na eleição na capital, enquanto ele ficaria responsável pela consolidação das alianças partidárias em municípios do interior do Espírito Santo”, contou Renzo, por meio de nota.

“Nosso apoio à reeleição de Lorenzo Pazolini (Republicanos) passa pelo respeito que temos a sua administração e ao reconhecimento desse trabalho vitorioso. Também estamos alinhados com o Republicanos, partido que caminhará conosco em várias cidades capixabas”, disse.

Por meio da sua assessoria de imprensa, o deputado Fabrício Gandini informou que não vai se manifestar sobre o assunto. Quem também não quis comentar foi o candidato Luiz Paulo Vellozo Lucas.

O PSD e o PSDB eram parte do grupo de centro, que chegou a ter quatro pré-candidatos a prefeito de Vitória: Luiz Paulo, Mazinho dos Anjos (PSDB), Tyago Hoffmann (PSB) e Fabrício Gandini. A conversa era de que do grupo sairia apenas um candidato.

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Na ocasião da convenção do PSDB, chegou a ser divulgado que os sete partidos que faziam parte da aliança fariam convenções concomitantes, e foi o que ocorreu. Apenas o MDB e o PSD não fizeram convenção no mesmo dia que o PSDB/Cidadania, PSB, União Brasil e PMB.

Desde o não comparecimento das siglas na convenção realizada no dia 20 de julho, havia especulações de que a aliança estava desfeita. No caso do MDB, a suspeita se desfez e o partido apoiou a candidatura de Luiz Paulo, mas no caso do PSD e seu quase um minuto de televisão, o destino foi diferente.

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* Informações Folha Vitória

* Foto: Divulgação

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Política / Eleições

Marcos do Val, após ser excluído de sabatinas da Rede Gazeta, aciona a Justiça Eleitoral

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O senador Marcos Do Val (Avante-ES), candidato à reeleição ao Senado Federal, ingressou nesta segunda-feira (14) com representação e pedido de tutela de urgência no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo contra a Rede Gazeta (TV Gazeta e Rádio CBN Vitória), após ser excluído da rodada de entrevistas com candidatos ao Senado que a emissora promove entre os dias 14 e 18 de setembro.

Segundo a campanha, a Rede Gazeta havia comunicado previamente aos candidatos, em reunião realizada em 20 de agosto, que participariam das sabatinas aqueles que atingissem 5% ou mais na última pesquisa estimulada de intenção de voto do instituto Quaest, contratada pela própria emissora. Marcos Do Val cumpriu esse critério: na pesquisa Quaest divulgada em 27 de agosto, o senador obteve exatamente 5% no cenário estimulado para a primeira vaga ao Senado.

Apesar disso, a emissora o excluiu da lista de sabatinados alegando que ele não teria atingido o percentual — usando, para isso, um recorte “consolidado” da pesquisa, não divulgado nem explicado aos candidatos como critério de corte, e conhecido apenas depois de apurado o resultado. Trata-se, segundo a campanha, de parâmetro que não constava das regras originalmente apresentadas e que teria sido aplicado para produzir a exclusão do senador.

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Na representação protocolada no TRE-ES, a defesa do senador pede a inclusão imediata de Marcos Do Val na rodada de entrevistas ou, subsidiariamente, a realização de sabatina em condições equivalentes às oferecidas aos demais candidatos, antes do dia 4 de outubro, data da eleição.

“A Rede Gazeta criou uma regra, eu cumpri a regra, e ainda assim fui excluído por um critério inventado depois que o resultado já era conhecido. Isso não é jornalismo imparcial, é seleção arbitrária de quem pode ou não falar com o eleitor capixaba”, afirma o senador.

Marcos Do Val reforça que não se opõe à existência de um critério objetivo de corte para as sabatinas — pelo contrário, defende que esse critério exista e seja aplicado de forma igual a todos. O que contesta é o uso de uma pesquisa realizada num momento ainda inicial da campanha, antes de os candidatos terem tido oportunidade plena de se apresentar ao eleitor e expor suas propostas, como parâmetro definitivo e insuscetível de revisão — sobretudo quando aplicado de forma seletiva, prejudicando apenas um dos candidatos que o atingiu.

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Para o senador, o episódio expõe um padrão mais amplo: candidaturas como a sua, que historicamente fazem oposição frontal ao sistema político, ideológico e econômico que governa o país há décadas, enfrentam resistência crescente de parte da grande mídia em 2026 — resistência que, no entender do senador, se manifesta também na forma como esses veículos moldam o acesso dos candidatos a seu público. Marcos Do Val lembra ainda que sua exclusão priva do contato direto com a cobertura da Rede Gazeta não apenas um candidato, mas um senador eleito e em pleno exercício do mandato.

A campanha espera pronta resposta da Justiça Eleitoral e reafirma confiança de que a decisão da emissora será revista, assegurando a Marcos Do Val o mesmo espaço concedido aos demais candidatos que atingiram o critério anunciado.

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Sobre Marcos do Val:
Marcos Ribeiro do Val é senador da República pelo Espírito Santo, eleito em 2018, e candidato à reeleição pelo Avante nas Eleições 2026.

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  • Matéria veiculada na mídia capixaba
  • Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais

 

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