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Dia do Trabalho na História

O Dia do Trabalho e sua história

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“O Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador é celebrado anualmente no dia 1º de maio. Celebrada internacionalmente, essa data remete à luta histórica dos trabalhadores para conquistar melhores condições de trabalho. A origem da data remonta ao movimento grevista puxado por trabalhadores estadunidenses em Chicago no final do século XIX.

Geografia Online - Você sabia? O Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador é  comemorado em vários países dia 1º de maio. A história do Dia do Trabalho  surgiu em Chicago, nos

No Brasil, a data passou a ser celebrada informalmente por trabalhadores no começo do século XX, e tornou-se oficial durante o governo de Artur Bernardes. A data foi amplamente explorada durante a Era Vargas, sendo parte do projeto político desse governante. Atualmente, ela é feriado nacional por determinação de uma lei de 2002.

Essa data é celebrada no Brasil e em dezenas de países do planeta. A celebração se inspirou no movimento grevista puxado por trabalhadores de Chicago, nos Estados Unidos. Remete à luta dos trabalhadores por condições dignas de trabalho.

No Brasil, a data passou a ser celebrada a partir do governo de Artur Bernardes.

Por que o Dia do Trabalho é no 1º de maio?

Mais conhecido como Dia do Trabalhador, o Dia do Trabalho é uma data comemorativa dedicada aos trabalhadores e celebrada anualmente no 1º de maio, tanto no Brasil quanto em outras partes do planeta. A escolha da data tem relação com um movimento de trabalhadores estadunidenses.

Conheça a história de luta do 1º de Maio no Brasil e no mundo | Geral

O século XIX ficou marcado por movimentos de trabalhadores que lutavam por valorização e por melhores condições de trabalho. Na cidade de Chicago, nos Estados Unidos, no final do século XIX, os trabalhadores decidiram iniciar um movimento em defesa da redução da jornada para oito horas.

A realidade dos trabalhadores era duríssima, e o comum era que as jornadas fossem de 12 horas por dia. Para garantir a redução do extenuante expediente, os trabalhadores da cidade de Chicago organizaram uma greve para o 1º de maio de 1886. Estima-se que a greve geral puxada pelos trabalhadores de Chicago mobilizou 340 mil trabalhadores por todo os Estados Unidos.

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A paralisação seguiu pelos dias seguintes, e alguns incidentes foram registrados contra trabalhadores em greve. No dia 3 de maio, alguns deles foram mortos por policiais, e, no dia seguinte, milhares se reuniram na Praça Haymarket para protestar. O protesto, que era para ser pacífico, tornou-se um grande massacre promovido pela polícia norte-americana.

Tudo começou quando uma bomba explodiu perto de alguns policiais, causando a morte de sete deles e de quatro civis. Em seguida, os policiais presentes na praça deram início a uma violenta repressão que resultou na prisão de muitos trabalhadores. Estima-se também que mais de 100 trabalhadores ficaram feridos. Ninguém sabe quem lançou a bomba, mas especula-se que membros da própria polícia podem ter tomado a atitude para justificar a violência contra os trabalhadores.

De toda forma, o dia 1º de maio se popularizou como Dia do Trabalhador em referência à greve geral puxada pelos trabalhadores de Chicago. A data passou a ser homenageada por grupos socialistas, que procuravam lembrar a luta dos trabalhadores. A data se consolidou em 1919, quando a França alterou a jornada diária para oito horas e transformou o 1º de maio em feriado. No ano seguinte, a União Soviética também passou a celebrar essa data.

Dia do Trabalho é feriado?

O Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador é feriado nacional no Brasil. Isso está assegurado pela lei nº 10.607, de 19 de dezembro de 2002, que determina que o país tem sete feriados nacionais, sendo o dia 1º de maio um deles. Apesar da lei, o Dia do Trabalhador já havia sido transformado em feriado durante a Primeira República.

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Isso aconteceu durante o governo de Artur Bernardes (1922-1926) por meio do decreto nº 4.859, de 26 de setembro de 1924. Na ocasião foi criado o feriado nacional em comemoração aos “mártires do trabalho”. No entanto, a celebração do Dia do Trabalhador já era realizada no Brasil desde a década de 1910. A data, no entanto, tinha um significado político, sendo marcada por protestos e movimentos organizados por trabalhadores.

Dia do Trabalho no Brasil

No Brasil, o Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador passou a ser celebrado na década de 1910 por movimentos de trabalhadores, que ganhavam força no país. O fortalecimento da causa trabalhista no Brasil fez com que o 1º de maio se transformasse em feriado nacional durante o governo de Artur Bernardes.

A celebração, muito ligada aos movimentos de trabalhadores, foi cooptada por Getúlio Vargas (foto) quando esteve no poder. Vargas desenvolveu uma forte política trabalhista, concedendo benefícios à classe trabalhadora, enquanto mantinha uma ditadura em nosso país.

Dia do Trabalhador ou Dia do Trabalho? Como o Primeiro de Maio foi  'apropriado' por Getúlio Vargas - BBC News Brasil

Essa política trabalhista de Vargas foi parte de um esforço dele de manter apoio popular no país. Ele se aproximava dos trabalhadores, mantendo-os sob a tutela do Estado e afastados das correntes sindicalistas e socialistas, comuns a esse meio. Vargas tentou esvaziar a data de sentido, fazendo dela um momento de celebração e descanso e não um momento de luta e engajamento político, como originalmente era.

Durante o Estado Novo, Vargas fez grandes discursos e promoveu desfiles e celebrações públicas no Dia do Trabalhador. A mensagem transmitida era de que as conquistas dos trabalhadores eram fruto das benesses de Vargas e não da luta e do engajamento dos trabalhadores por seus direitos.”

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  • Fotos: Reprodução / Arquivos Oficiais / Mídias Sociais
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Fazenda ‘rara’ do subúrbio do Rio segue abandonada após promessa de revitalização do Governo Federal

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Por Victor Serra* | Rio de Janeiro (RJ)

Mais de um ano após ser incluída entre os 14 bens culturais fluminenses contemplados pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a histórica Fazenda Capão do Bispo, no Cachambi, Zona Norte do Rio, permanece sem qualquer intervenção de restauro. Enquanto as obras não saem do papel, o casarão do fim do século XVIII segue sendo alvo de invasões, vandalismo e furtos. Segundo apuração da reportagem, o programa destinou R$ 440 mil para a elaboração do projeto de restauração do imóvel.

Na época do anúncio, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou ao DDR que o imóvel seria transformado

Patrimônio em deterioração

Sem vigilância permanente e praticamente abandonado, o casarão vem sofrendo com a retirada de portas, janelas e outros elementos arquitetônicos, além da ocupação irregular por pessoas em situação de rua. Recentemente, preservacionistas denunciaram a realização de fogueiras no interior da construção, aumentando o risco de incêndio em um imóvel tombado.

Para o ativista Marconi Andrade, da página SOS Patrimônio, a situação é crítica e coloca em risco um dos imóveis históricos mais importantes da cidade. “A Fazenda Capão do Bispo é um patrimônio fundamental para a história do Rio de Janeiro e do Brasil. Foi um dos primeiros locais de cultivo de cana-de-açúcar e, mais tarde, recebeu uma das primeiras mudas de café plantadas no país. Hoje, infelizmente, a casa está completamente aberta, sem segurança e sem manutenção. Portas e janelas estão sendo roubadas, há pessoas morando no imóvel e existe um risco real de incêndio ou até mesmo de desabamento”.

Marconi afirma que grupos ligados à preservação do patrimônio precisaram se mobilizar. “Existe um risco real de incêndio e até de desabamento. Há pessoas utilizando o imóvel de forma irregular, enquanto o patrimônio permanece completamente vulnerável”.

Há cerca de quatro anos, o Ministério Público ajuizou uma ação civil pública pedindo medidas para garantir a recuperação do imóvel. O processo, no entanto, não produziu os efeitos esperados.

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Uma fazenda que ajudou a contar a história do Brasil

A Casa do Capão é considerada um símbolo da arquitetura vernacular brasileira, e integra o Projeto Circuito de Fazendas Históricas do Rio de Janeiro. Em 1759, a fazenda foi confiscada dos jesuítas e incorporada à Coroa. Dois anos depois, começou a ser leiloada. Um dos compradores foi o bispo D. José Joaquim Justiniano Mascarenhas de Castelo Branco, que construiu a casa-grande em um capão — porção de mata isolada sobre um outeiro de cerca de 20 metros de altura — origem do nome da propriedade. Durante séculos, a fazenda manteve atividades agrícolas.

Do ponto de vista arquitetônico, o casarão é uma das raríssimas casas de engenho preservadas na cidade do Rio. Conserva características típicas das edificações rurais setecentistas da Baía de Guanabara, como o pátio central e a varanda sustentada por colunas toscanas de alvenaria. Especialistas costumam comparar sua relevância apenas à da Fazenda do Colubandê, em São Gonçalo.

O imóvel foi tombado pelo Iphan ainda na primeira metade do século XX.

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O que diz o Iphan

Procurado pelo DIÁRIO DO RIO, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional informou que aguarda o envio do projeto executivo de restauração pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), responsável pela condução do processo. Segundo o órgão federal, cabe ao Iphan apenas analisar e aprovar o projeto, descentralizar os recursos do Novo PAC e fiscalizar a execução das obras.

Sobre as invasões e o vandalismo registrados no imóvel, o instituto ressaltou que a manutenção dos bens tombados é responsabilidade de seus proprietários. O órgão informou ainda que, após vistoria técnica, encaminhou ofícios à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec), alertando para o descumprimento de medidas emergenciais e solicitando providências imediatas.

Entre os problemas apontados estão a falta de limpeza do terreno, o acúmulo de lixo e dejetos, a ausência de capina, o avanço da vegetação e a inexistência de vigilância efetiva no local.


  • Matéria do Diário do Rio – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Iphan
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