Coluna / Bloco de Notas
Coluna / Bloco de Notas
OPINIÃO

Por Paulo Borges
A mesmice
Para quem acompanha a política capixaba (no Brasil não é diferente) pode constatar que não há uma renovação de verdade. São quase sempre os mesmos e, mesmo os “novos” são velhos ou extensão de família que atua na política. O Nordeste é a constatação ímpar.
E não vemos estadistas, verdadeiramente homens públicos engajados no bem comum. No Brasil, o maior de todos foi D. Pedro II. De lá para cá é difícil achar um que possamos afirmar que tenha as qualidades de estadista.
Estamos longe de sermos uma nação. Em muitos aspectos somos povo e até bando…
Quando a gente acha que a vontade popular vai ser replicada no Congresso, nas assembleias e câmaras de vereadores, logo se frustra. Cada eleito, com raríssimas exceções, transforma o mandato em emprego, em propriedade e faz a vida de si, da família, dos agregados e puxa-sacos.
Segurança mínima
Demorou mas descobrimos que os tais presídios de segurança máximo no Brasil, são de segurança mínima como qualquer um outro. Se o apenado tiver amizade poderosa fora dele, a chance de sair pela porta da frente tem tudo para se tornar real.
Pelo interior capixaba
Em Linhares o prefeito Bruno Marianelli (Republicanos) vem se revelando um seguidor que herdou de Guerino Zanon (PSD) a competência administrativa.
Em Pedro Canário é o Bruno Araújo (Republicanos) que ao final do seu segundo mandato mudou a cara do município. O mesmo acontece com o prefeito de Jaguaré, Marcos Guerra que tem demonstrado comprometimento com a população e superado as expectativas, se tornando mais uma grata referência no Norte do Espírito Santo.
Em São Mateus a situação é tenebrosa. O atual prefeito, Daniel Santana (do Açaí) não tem partido e não tem vergonha do caos que instalou no município. E sob as bênçãos de alguns semideuses que os apoiam. Os nomes que se apresentam para a sua sucessão são quase todos os mesmos. O único que não tem as manhas da política é o empresário Marcus Batista (proprietário da Cozivip), do Podemos, que se apresenta como pré-candidato a prefeito. Os outros são figurinhas carimbadas. Destaque para Amadeu Boroto (MDB) e Carlinhos Lyrio (Republicanos).
Em Santa Leopoldina já se sabe que o prefeito Romero Endringer (Podemos), Vavá Coutinho e Fernando Rocha são pré-candidatos ao pleito majoritário deste ano. Todos eles têm experiência político-administrativa e Romero vai disputar a reeleição.
Já em Santa Teresa, o atual prefeito, Kleber, vem se consolidando como o nome que mais se destaca, até porque tem a máquina administrativa e é sempre um fator importante na disputa da reeleição. Os outros pré-candidatos têm que ralar para ocuparem um lugar ao sol, como é o caso do ex-prefeito Claumir Zamprogno e do presidente da Câmara, Bruno Araújo.
Emprego garantido
Lula e Janja, depois da presidência já sabem o que fazer. Vão empreender no setor do turismo. Em viagens, hospedagem e passeios estão se graduando.
Ventrílogo?
Em Santa Leopoldina ocorre algo sui generis. Lá o vice-prefeito é quem costuma prestar contas usando a tribuna popular da Câmara Municipal. É uma atitude louvável, mas sem a capa da constitucionalidade falar por um poder que não representa.
O prefeito, que é o titular, está vivo e goza de perfeitas condições de saúde física e mental. E nem está morto, segundo se sabe, politicamente. Até porque é pré-candidato à reeleição. Ele é quem deve ir prestar contas dos seus atos e ações da municipalidade. Se o vice ocupasse um cargo na administração, poderia ser convocado para falar sobre o seu setor. Não é o caso.
Para alguns observadores e entendedores da política local, o vice é pré-candidato a vereador nas próximas eleições municipais, daí usar da tribuna do Legislativo para vender o seu peixe e ter visibilidade. É uma estratégia inteligente, ocupar os espaços que lhe dão.
Jefinho, o vereador
Em Santa Leopoldina, um vereador vem se destacando no plenário apresentando várias propostas, requerimentos e projetos de lei. Trata-se de Jefferson Rodrigues (PDT), conhecido como Jefinho. Se continuar nessa linha e ter posições objetivas diante do cenário da política do município, pode dar caldo.
Em Jardim Camburi, Vitória
O bairro é tido como o mais populoso da capital capixaba e seu colégio eleitoral a cereja do bolo de muitos políticos que passam por lá de olho no seu colégio eleitoral. Como tem muito eleitor, todo político quer ser protagonista adotando o filho pródigo. Tem uns que até uma ação tapa-buraco, corre para as redes sociais para fazer vídeo se dizendo dono do buraco e seu executor da obra feita.
Na verdade, o vereador Maurício Leite (Cidadania), é o maior conhecedor do bairro e tem sido um parceiro pró ativo dos seus moradores. Pelo menos é o que mais se destaca. Está sempre presente na solução das demandas e conta com o bom trânsito que tem junto ao Executivo da capital.
Em São Mateus
Na cidade de São Mateus, norte do Estado, apresar de todo o seu potencial turístico, agrícola e de produtor de petróleo, vive o caos. O prefeito Daniel Santana e sua camarilha em sete anos nada fizeram pelo município. A maioria da população está revoltada, mas ele continua dando as cartas. Foi preso pela Polícia Federal, mas a justiça o colocou de volta na cadeira mágica da Prefeitura. Aliás, de mágica ele entende, pois consegue fazer desaparecer todo um orçamento destinado aos serviços básicos para a população, mas esses recursos aparecem quando promove as festas no município. Ele é empresário de entretenimento e é “justificável” todos os recursos para a bandalha.
A revolta mais recente é contra a empresa que detém o monopólio do transporte coletivo urbano. A Viação São Gabriel tem contrato que dura mais de 40 anos e presta um serviço precário aos seus usuários. Seus ônibus são sucatas e os melhores são disponibilizados para servir as grandes empresas da região.
Saúde em Vitória
A Saúde no Brasil é um problema crônico. Os recursos existem, mas ao que parece é muito mal gerenciado. Em Vitória existe uma Unidade Básica de Saúde que é exemplo de gestão e bom atendimento. É o caso da UBS Raul Oliveira Nunes, de Jardim Camburi. Os atendentes, os médicos e todos que lá trabalham são atenciosos, prestativos e competentes. Parabéns a diretora daquela unidade, Vivian Kecy.
Perguntar não ofende
É justo e honesto o sujeito ocupar um cargo público de destaque e usá-lo para fazer a sua campanha política?
Perguntar não ofende II
Quando o presidente Lula vai começar a governar o País? Vingança e viagens são os únicos projetos em evidência do seu “governo do amor venceu”.
Sei não…
O coronel Alexander Ramalho, agora filiado ao PL e pré-candidato à Prefeitura de Vila Velha, pode dar caldo. Arnaldinho Borgo começa a perder o sono…
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Pode isso, Arnaldo?!

Não, não pode.
Um prefeito que diz ter faturado R$ 300 milhões com a “sua” festa de carnaval em Guriri, São Mateus, e nos postos de saúde e escolas faltam até papel higiênico?
Isso pode, Arnaldo?!

Pode, isso pode.
O cidadão questionar seus representantes no parlamento, no executivo e em cargos públicos. Se todo poder emana do povo, por que não usá-lo? Tem político que se julga dono do mandato, da cidade, do estado, do país e das pessoas. Tem também aqueles que ocupam cargos em órgãos públicos que se sentem verdadeiros proprietários dessas instituições achando que atender ao cidadão é favor e não obrigação.
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Para reflexão
“Falar bom dia a todos e todas é uma redundância. Falar bom dia a todes é uma imbecilidade”, Cíntia Chagas, renomada professora da Língua Portuguesa.
OPINIÃO
Produtividade travada: fatores históricos que explicam o atraso do Brasil
A baixa produtividade do trabalhador brasileiro tem origem no modelo extrativista da economia que vem do colonialismo e, em muitos aspectos, permanece em vigor, mesmo tendo à frente governos liberais ou progressistas
Por Arthur Gebara Júnior*
A produtividade do trabalhador brasileiro é considerada baixa quando comparada à de países desenvolvidos e de algumas nações em desenvolvimento. O Brasil ocupa a 94ª posição no ranking global de produtividade da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ficando atrás até mesmo de vizinhos latino-americanos com graves dificuldades estruturais.
Na América Latina, por exemplo, o Brasil perde para o Uruguai, o Chile, a Argentina e Cuba – país que lida há décadas com um embargo econômico e fortes limitações sob um governo centralizado. No ranking global de produtividade por hora trabalhada, que avalia 184 países, o Brasil registra uma geração média de riqueza de US$ 21,2 por hora. No contexto regional, o Uruguai lidera com US$ 38, seguido por Chile (US$ 34,4), Argentina (US$ 33,8) e Cuba (US$ 22,6).
O indicador é calculado pela OIT ao dividir o Produto Interno Bruto (PIB) em dólares pelo total de horas trabalhadas da população ativa. Os líderes mundiais em produtividade são a Irlanda (US$ 164,7), Luxemburgo (US$ 159), Noruega (US$ 125,6) e Cingapura (US$ 100,4). Em relação aos Estados Unidos, onde o trabalhador gera US$ 81 por hora, o rendimento brasileiro representa apenas cerca de 26% da riqueza produzida por um americano.
A pesquisa da OIT (com dados do primeiro trimestre de 2026) também aborda a jornada semanal. O brasileiro trabalha, em média, 38,9 horas por semana, índice inferior ao de 97 países, incluindo nações como a China (46,1 horas), Índia (45,7 horas) e o México (42,2 horas). A possível aprovação da jornada 6×1, em andamento no Congresso Nacional, por exemplo, deve aumentar o custo para o empregador e para o consumidor, sem alterar a produtividade.
Mas, afinal, o que trava a produtividade? Por que o país permanece estagnado nesse patamar há décadas? Trata-se de uma questão complexa, na qual fatores históricos e estruturais exercem um papel decisivo.
Para ajudar a entender a baixa performance do trabalhador brasileiro, é possível recorrer ao chamado “mito da preguiça tropical”: ideias racistas e deterministas do século XIX, herdadas do período colonial, tentavam culpar o clima ou a etnia pelo atraso econômico. No entanto, a história econômica desmente esses mitos ao demonstrar a alta intensidade de esforço físico imposta aos trabalhadores sob regimes de exploração e escravidão.
Instituições determinantes
Daron Acemoglu é professor de economia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e James A. Robinson, professor de ciência política da Universidade de Chicago. Os dois receberam o Prêmio Nobel de Economia pelo conjunto de suas pesquisas acadêmicas fundamentais sobre como as instituições sociais e políticas afetam a prosperidade dos países, que servem de base para a tese apresentada na obra “Por que as Nações Fracassam”. Este livro destaca como as justificativas geográficas e culturais para decretar a riqueza ou a pobreza de um país não convencem. Os dois especialistas afirmam que o desenho de suas instituições é determinante.
Para uma análise mais precisa, eles classificaram os países em duas categorias. Os de economias inclusivas, que promovem a prosperidade ao garantir direitos de propriedade, incentivar a inovação e distribuir o poder político, com um resultado histórico que gera crescimento sustentável de longo prazo. Direitos amplos, garantia da propriedade privada com segurança jurídica e regulação clara também contribuem para a construção de um ambiente favorável aos investimentos, o que não tem ligação com fatores geográficos e culturais. A educação, a qualificação e o preparo do trabalhador afetam diretamente a sua produtividade.
Já as nações enquadradas como extrativistas concentram a riqueza nas mãos de poucas elites e barram o desenvolvimento. Embora a questão das instituições seja parte das regras do jogo, ela é também determinante para o desenvolvimento de um país. O modelo que os economistas classificam como extrativista não estimula o trabalhador, o que afeta de maneira decisiva a sua produtividade. Ele não tem incentivo para se educar ou investir na sua qualificação técnica, o que o impede de enxergar oportunidades, se preocupar em inovar ou empreender. Além disso, não existe a perspectiva e a garantia de que será recompensado e se apropriará dos resultados do seu esforço, já que o investimento produtivo é muito baixo, com falta de capital físico, o que compromete a produtividade.
O livro compara o sucesso de países como os Estados Unidos com a economia de nações da América Latina, África e Ásia, explicando como essas características institucionais e políticas são cruciais para o êxito ou o fracasso. No caso da América Latina, o modelo colonial de dominação e exploração gerou instituições extrativistas que concentram renda e travam a produtividade moderna.

E o Brasil?
O país ainda sofre com as sequelas desse modelo. O latifúndio colonial limitou o acesso à propriedade para a maioria da população, enquanto a escravidão prolongada atrasou a criação de um mercado consumidor livre e qualificado.
Marcel Solimeo, economista-chefe do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), alerta que a educação e, especialmente, a qualificação dos trabalhadores ainda não são efetivas. “Existem cursos de qualificação profissional em várias entidades empresariais, escolas e institutos de formação técnica, mas o problema vem da educação básica, ainda muito deficiente e que continua produzindo um grande número de analfabetos funcionais”, diz.
O economista afirma ainda que “a falta de cultura geral e o pouco interesse de alguns setores do empresariado pela educação e pelo investimento na qualificação do trabalhador agravam o problema.”
Determinismo histórico
Historicamente, a estrutura econômica brasileira priorizou a extração de recursos de baixo valor agregado para exportação. Esses fatores afetam diretamente a produtividade do trabalhador, que recebe menos e tem menor acesso à infraestrutura e à tecnologia de ponta.
Países dominados por dinâmicas extrativistas entram em ciclos de estagnação, pobreza e disputas pelo controle do Estado. Nesse contexto, fica claro que atribuir a baixa produtividade à cultura do povo desvia o foco dos problemas reais e das falhas dos sistemas econômicos, ignorando as profundas diferenças entre modelos inclusivos e exploradores.
Para Ulisses Ruiz de Gamboa, economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP e professor de História Econômica do Insper, trata-se de um problema crônico: “Ao longo de toda a sua história, o Brasil sofreu com essas instituições extrativistas que, infelizmente, se mantêm vivas, independentemente da linha ideológica dos sucessivos governos. Nem a ascensão de governos declaradamente progressistas foi capaz de promover mudanças“.
O professor acrescenta que, além do problema da baixa qualificação do trabalhador, o Estado muitas vezes protege interesses corporativos específicos em vez de garantir a livre concorrência, criando um ambiente de negócios que penaliza o empreendedorismo em massa, dificulta ganhos de eficiência e desincentiva os ganhos de produtividade do trabalhador.”
O mapa da baixa produtividade
A colonização estabeleceu bases estruturais que moldaram o destino econômico e social de continentes inteiros. A África teve fronteiras desenhadas arbitrariamente pelas potências europeias na Conferência de Berlim, o que fragmentou etnias, alimentou conflitos civis duradouros e estruturou economias baseadas na exportação de commodities primitivas.
A Ásia sofreu com a exploração comercial agressiva e a imposição de tratados desiguais, sendo que a desestruturação de impérios locais abriu caminho para instabilidades políticas prolongadas no século XX.
Na América Latina, o foco na extração de recursos e na monocultura para exportação deixou um legado de extrema desigualdade social, concentração de terras e dependência externa.
A Divergência Coreana
Em “Por que as Nações Fracassam”, os autores mostram o contraste entre as duas Coreias: a do Norte (comunista) e a do Sul (capitalista). O capítulo ilustra como as instituições e os modelos econômicos superam o determinismo geográfico.
A Coreia do Sul adotou o capitalismo de Estado, investiu massivamente em educação de base e promoveu indústrias voltadas à exportação – os chamados chaebols (conglomerados empresariais familiares) -, transformando-se em uma potência tecnológica global.
Por outro lado, a Coreia do Norte seguiu o modelo de economia planejada e fechada do sistema comunista (Juche), priorizando o setor militar e sofrendo com o isolamento internacional, a estagnação econômica e as crises de abastecimento.
A retomada de Singapura e da China
A ascensão do Sudeste Asiático e da China redefiniu o equilíbrio de poder econômico mundial por meio do pragmatismo estratégico. Singapura transformou-se de uma ilha portuária vulnerável e sem recursos naturais em um centro financeiro global, com um sucesso baseado em forte controle estatal, combate rigoroso à corrupção, abertura ao capital estrangeiro e foco absoluto em logística e educação.
A China recuperou-se de um século de submissão colonial, conflitos e graves convulsões internas. Sob o governo comunista a partir de 1949, passou por grandes dificuldades econômicas decorrentes das tentativas de Mao Tsetung – como o plano “O Grande Salto Adiante”. Foi com as reformas de abertura econômica iniciadas em 1978 que conseguiu combinar o controle político do Partido Comunista com zonas econômicas especiais de livre mercado, tornando-se uma potência militar e industrial e a segunda maior economia do mundo.
Defasagem
No Brasil, a imensa defasagem no ensino básico e técnico, que reduz a capacidade de inovação e a eficiência nas funções, representa um grande desafio. A infraestrutura insuficiente e pouco eficiente, associada ao chamado “Custo Brasil”, constitui outro fator determinante: logísticas precárias e transportes deficientes geram perdas diárias de tempo e recursos. A baixa incorporação de equipamentos modernos nas empresas também deprime o rendimento por hora trabalhada, ao passo que falhas na gestão de processos produtivos e a baixa valorização do capital humano prejudicam o desempenho geral.
Reformas
As reformas estruturais voltadas à produtividade no Brasil estão no radar dos especialistas. É cada vez mais urgente iniciar mudanças profundas capazes de retirar o país da armadilha da baixa produtividade e conduzi-lo a um modelo econômico inclusivo, o que exige a remoção de privilégios corporativistas e a valorização do potencial da força de trabalho. A produtividade do trabalhador brasileiro segue estagnada desde 1950, acumulando avanço de apenas 0,4% em 2025 e desaceleração contínua em 2026. Esse cenário reflete o peso do ecossistema estrutural e da burocracia, distanciando o país da média global de produtividade no trabalho.
Radiografia da Estagnação Produtiva
A eficiência do trabalho no Brasil patina em meio a desajustes setoriais e à reversão de ganhos pontuais do passado. Dados do Observatório da Produtividade Regis Bonelli, gerido pelo FGV-IBRE, mostram que o salto temporário de produtividade registrado em 2020, devido à pandemia, foi totalmente revertido, retornando à trajetória de queda iniciada em 2017.
Após alta de 2,3% em 2023, impulsionada pela agropecuária, o indicador avançou apenas 0,1% em 2024 e fechou 2025 com alta modesta de 0,4%. O setor de serviços, que concentra a maior parte da mão de obra, mantém ganhos de produtividade próximos a zero, na casa de 0,2% ao ano.
Para a Virada Estrutural
A reversão desse quadro depende de reformas profundas, divididas em quatro frentes prioritárias:
– Consolidação e Simplificação Tributária: Fim do Custo Brasil, redução da burocracia fiscal e estímulo direto ao investimento produtivo em inovação, superando o planejamento tributário defensivo.
– Reforma Educacional e Técnica: Alinhamento curricular voltado para ciências, engenharia e ensino técnico, além de requalificação contínua de adultos frente à automação.
– Modernização Administrativa: Corte de privilégios e supersalários no funcionalismo, atrelando a máquina pública à meritocracia e à entrega de serviços eficientes.
– Abertura Comercial e Infraestrutura: Redução de barreiras tarifárias para elevar a competitividade externa e ampliação de concessões em portos, ferrovias e saneamento por meio de segurança jurídica.
Em um momento em que as atenções se voltam para as eleições de outubro, existe a expectativa de que surja um projeto inovador para a próxima gestão. Nesse sentido, refletir sobre a baixa produtividade do trabalhador brasileiro é fundamental para confrontar os resquícios de um passado extrativista que continua a limitar o desenvolvimento nacional.
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- Artigo publicado no Diário do Comércio – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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