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Campeonato Brasileiro / Série A

Líder Botafogo perde para o Cuiabá e vê vantagem cair para seis pontos

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Esportes / Futebol

Rio de Janeiro

O Botafogo tropeçou pela segunda vez consecutiva no “tapetim” e começa a observar os rivais cada vez mais próximos pelo retrovisor. Neste domingo (29), no encerramento da 31ª rodada, o Glorioso perdeu por 1 a 0 para o Cuiabá, no estádio Nilton Santos. O gol foi marcado por Isidro Pitta.

O Glorioso tentou de tudo, mas parou em noite inspiradíssima do goleiro Walter. Agora, se mantém com 59 pontos, “apenas” seis à frente do vice-líder Palmeiras. A boa notícia é que o alvinegro tem um jogo a menos em relação ao Verdão; a má é que essa distância já esteve acima dos dois dígitos e vem reduzindo a cada rodada. O Cuiabá, visitante indigesto, chegou aos 40 pontos e praticamente descartou qualquer chance de rebaixamento. 

O Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira, novamente no estádio Nilton Santos, às 21h30, contra o Palmeiras. Já o Cuiabá recebe o Vasco no dia seguinte, às 17h, na Arena Pantanal.

Primeiro Tempo

O Botafogo dominou as ações da primeira metade do jogo, trocando passes e acuando o Cuiabá em seu campo de defesa. A primeira finalização no gol ocorreu aos 22 minutos em cabeçada de Tiquinho Soares, quase da linha da grande área. O Glorioso seguiu pressionando, e numa tabelinha com Tiquinho, Luiz Henrique finalizou da entrada da área e obrigou Walter a sujar o uniforme pela primeira vez.

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Aos 36 minutos, o atacante Júnior Santos, imparável na primeira etapa, fez fila no miolo de zaga cuiabana, e a bola sobrou no pé de Eduardo, cara a cara com Walter, que desperdiçou. Aos 46, foi a vez de Tchê Tchê tirar tinta da trave direita em chute de fora. No último lance da primeira etapa, Víctor Cuesta chegou a balançar as redes, mas o árbitro anulou após toque no braço do zagueiro.

Segundo Tempo

O Botafogo voltou com a mesma postura agressiva, mas foi o Cuiabá quem abriu o placar. Aos seis minutos, Denilson deu um chutão, Perri saiu mal do gol, e a bola sobrou com Isidro Pitta, que ganhou de Di Placido na corrida e empurrou para o gol vazio. Atrás do placar, o Glorioso foi para cima do Cuiabá: Júnior Santos, aos 11 e 12 minutos, Segovinha, aos 18, e Tiquinho, aos 26, pararam na má pontaria ou nas luvas de Walter. Aos 43, foi a vez de Gabriel Pires obrigar Walter a trabalhar. Os visitantes se seguraram até o fim e garantiram a vitória.

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Outros Resultados

Brasileiro – Série A / Domingo (29)

– Goiás 1 x 1 Vasco da Gama

– Athletico-PR 1 x 1 São Paulo

– Corinthians 1 x 1 Santos

– Internacional 3 x 4 Coritiba

– Botafogo 0 x 1 Cuiabá

Brasileiro Série A / Sábado (28):

– Palmeiras 1 x 0 Bahia

– América-MG 3 x 4 Grêmio

– Atlético-MG 2 x 0 Fluminense

Copa Sul-Americana – Final:

– Fortaleza 1 x 1 LDU Quito

(LDU venceu nos pênaltis)

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* Com informações de agências / Foto: Vitor Silva – BFR

* Colaboração João Meneses / Resultados

 

 

 

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

Publicados

em

Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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