Cidade / Memória
Artigo / Vitória comemora 472 anos com seus moradores tendo motivos para comemorar e nós para curtirmos boas lembranças
CIDADES
Por Paulo Borges
Neste oito de setembro a capital capixaba comemora 472 anos e seus moradores têm motivos de sobra para comemorar. Até porque Vitória tem se destacado, em nível nacional, como uma das melhores cidades em qualidade de vida, colecionando índices positivos em vários setores. Na Educação, na Saúde, na limpeza pública, incluindo seus logradouros. Os problemas existem, como em todo lugar do País, mas no balanço geral, os moradores da capital têm de se orgulhar da bela capital de todos os capixabas. Somado a isso, os que a visitam se encantam com a cidade e o cuidado com que é administrada. Não é privilégio da atual administração, pois todos os governantes que passaram contribuíram para que Vitória se transformasse em uma das mais belas capitais brasileiras. Os puristas acreditam que o título de cidade maravilhosa dado ao Rio de Janeiro aconteceu porque não conheceram antes a cidade de Vitória.

Lembro da minha infância no bairro Bento Ferreira (foto). No Rio de Janeiro nunca tive essa oportunidade que temos numa cidade, ainda pequena quando passei parte da minha infância em Vitória. Tinha um mangue e a primeira casa construída naquele bairro foi a da minha mãe. Vi a construção do Martim Lutero, o Estádio Salvador Venâncio da Costa, e frequentei a Escola de Educação Física da Universidade Federal, como aluno do Colégio de Aplicação mantido pela universidade. Estive na inauguração daquele estádio que a arquibancada era de madeira tipo um banco estendido e a posição do campo não era como hoje. Essa identidade com o futebol, me tornou torcedor do Vitorinha, como o chamávamos carinhosamente. Mas, nasci Fluminense.
Tínhamos uma certa “mordomia” porque a minha mãe foi namorada do saudoso prefeito Adelpho Poli Monjardim. Aliás, ele foi quem despertou em mim o interesse pela leitura, me dava os jornais depois que os lia e até me presenteou com um dos seus livros “A Torre do Silêncio”. Eu tinha meus 10 anos.

Do Parque Moscoso lembro do Jardim de Infância. Nas noites de sábado havia o cinema na praça, cujas projeções aconteciam na Concha Acústicas. Ah, vale como lembrança, a lacerdinha, um bichinho que dava nas folhas das árvores do parque, que era aberto, que ardia nos olhos. Morávamos ali perto, na Marcos de Azevedo, antes de mudarmos para Bento Ferreira, aonde não havia energia e por algum tempo usávamos lampiões.
O carnaval era animado e fechava-se a Jerônimo Monteiro. Íamos a pé porque na cidade tudo era perto. A gente aparecia na TV Vitória, que funcionava em um andar de um prédio naquela avenida. Já até apareci no programa “Encontro com a Priminha”.
Estudei no Gomes Cardim e depois no Colégio Estadual e Americano. Para entrar no Estadual era preciso fazer prova de acesso.
Ir à praia de Camburi somente aos domingos, quando tinha ônibus. Um lugar distante, e para chegar lá tínhamos que passar por uma ponte precária.

A Ilha da Fumaça (foto) era outro lugar que me lembro das idas para passear no barquinho “Brotinho”, que meu tio Sodré havia mandado buscar, navegando pela Baía de Vitória, lá em Santo Antônio. Até tomava banho ali na Ilha, e hoje vejo que corríamos perigo e nem tínhamos consciência disso. Sobrevivemos. Inclusive ao casarão, que existia ali e diziam ser mal-assombrado. Confesso nunca ter visto nenhum fantasma por lá.
Veio-me à lembrança das travessias da capital para Vila Velha (SãoTorquatro) de barcos a remo. Passam próximos aos navios ancorados no porto, uma viagem surreal! Hoje, tem o aquaviário. Uma viagem burocrática, sem a emoção antiga da aventura.
Nossa casa era frequentada por políticos em função da relação da minha mãe com o prefeito. Ataré, Gerson Camata com sua rural Willis, nossos passeios no Simca Chambord oficial, com o motorista do prefeito, “Seu” Nelson no volante, lembranças e lembranças de uma Vitória que ficou no passado e no coração daqueles que viveram esse tempo inesquecível na nossa capital.

Vitória, a nossa Vitorinha, nos traz sempre boas lembranças. Aprendi aquela musiquinha “Cidade Sol” e nunca mais esqueci a letra e a melodia. A Prefeitura patrocinou (acho) e o prefeito Dr. Adelpho foi quem me deu o compacto. Ou foi Pedro Caetano? De um lado essa música e no outro uma sobre Campinho. A cidade cresceu e virou mais ainda “encantamento”! Parabéns Vitória!!!
Camburi
* O autor é jornalista, historiador e cientista social e político.
CIDADES
Desfile de 7 de Setembro: confira as mudanças no trânsito na capital para o evento
Por Glacieri Carraretto* | Vitória (ES)
Na próxima segunda-feira (7), Vitória vai sediar o tradicional Desfile Cívico-Militar do Espírito Santo. Para que o evento aconteça em segurança e a mobilidade seja mantida, a Secretaria Municipal de Segurança de Urbana (Semsu) organizou as intervenções nas ruas e avenidas da capital capixaba.
Intervenções noturnas
As alterações no trânsito começam dias antes do evento e afetarão os motoristas que seguem da Vila Rubim para Camburi. Durante a semana, os condutores que passarem pelo Centro encontrarão um bloqueio no Porto de Vitória, a partir das 22h, não sendo possível acessar a Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes (Avenida Beira-Mar).
No período entre 21h e 5h, o trecho entre o Porto de Vitória e o estacionamento do prédio do Ministério da Economia será totalmente bloqueado.
O trânsito do sentido Cariacica-Camburi será desviado para a Avenida Governador Bley, na altura da Praça Oito. Já o fluxo contrário, Camburi-Cariacica, será desviado na altura da Curva do Saldanha, no Forte São João, para a Rua Alda Maria Lyra Vicentini (rua do Condomínio Ultramar). O fluxo retorna à normalidade às 5h.
Dia do desfile
Na segunda-feira (7), a partir das 5h, os condutores que seguem no sentido Camburi-Centro encontrarão a Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes (Avenida Beira-Mar) bloqueada na altura do antigo terminal Dom Bosco. Os veículos deverão seguir pela Rua do Dom Bosco, que fica na lateral da Arena Dom Bosco, logo depois da Receita Federal.
Quem sair de Camburi, Goiabeiras e Serra para ir ao Centro de Vitória ou Cariacica deverá seguir pela Avenida Vitória e Avenida Jerônimo Monteiro. Não haverá a opção de acessar a Avenida Princesa Isabel, no Centro, pois ela estará bloqueada a partir da Curva do Saldanha.
No sentido contrário, Cariacica-Camburi, haverá interdição da Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes (Avenida Beira-Mar) do Porto de Vitória, no Centro, até a Curva do Saldanha, no Forte São João, entre 5h e 23h. O horário estendido deve-se ao desmonte das estruturas do desfile. Não haverá Rua de Lazer.
Dentro deste horário, a via alternativa será a Avenida Governador Bley (na altura da Praça Oito) e Avenida Princesa Isabel para os condutores que precisam seguir de Cariacica ou do Centro pelo sentido Camburi.
A primeira dica é para quem pretende assistir ao desfile: prefira ir de bicicleta, carro por aplicativo ou coletivo. “É um evento bonito e muita gente gosta de prestigiar. No entanto, ele acontece em uma área com pouquíssimas vagas de estacionamento. Por isso, orientamos o público a evitar ir de carro próprio”, destaca o coordenador Brandino, da Gerência de Operações de Trânsito da Guarda de Vitória.
Rotas alternativas
No dia do desfile, para escapar dessas mudanças e do aglomerado de estudantes e forças de segurança que participam do evento, a Guarda Civil Municipal de Vitória (GCMV) orienta os condutores a evitarem a região do Centro.
Um trajeto alternativo é a Rodovia Serafim Derenzi, que liga Maruípe, na altura do Quartel da Polícia Militar, a Santo Antônio, já desembocando no Sambão do Povo. Para os motoristas que precisam sair de Cariacica ou Vila Velha, a sugestão é passar pela Terceira Ponte.
- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo / Edição Andreza Lopes
- Foto destaque: Crédito – Marcos Salles / PMV
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