Política Nacional
Para o Centrão entrar no governo Lula vai criar mais um ministério
POLÍTICA & GOVERNO
Brasília – DF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu nesta segunda-feira, pela primeira vez, criar o Ministério da Micro e Pequena Empresa. A nova pasta será chave na reforma ministerial negociada pelo petista para incluir o Centrão no governo.
“Estou propondo a criação do Ministério da Pequena e Média Empresa, das Cooperativas e dos Empreendedores Individuais, para que tenha um ministério específico para cuidar dessa gente que precisa de crédito e de oportunidade”, declarou Lula, durante o programa Conversa com o Presidente, produzido pela EBC. A produção é uma espécie de live de Lula, veiculada toda terça-feira de manhã.
A nova pasta não necessariamente interessará ao Centrão, mas possibilitará a Lula remanejar um aliado para o posto e abrir espaço em um ministério mais poderoso.
Já está certo que André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) serão ministros, mas falta definir quais pastas eles comandarão. O mais provável é que Costa Filho assuma Portos e Aeroportos no lugar de Márcio França. O PP quer colocar Fufuca no Ministério do Desenvolvimento Social.

As conversas sobre a entrada do Centrão no governo já se estendem há meses e passou por sucessivos adiamentos. Como mostrou a Coluna do Estadão, uma ala do PT defendia criação de mais um ministério para abrigar Centrão além da pasta para micro e pequena empresas.
Há a expectativa de Lula definir o caso ainda nesta semana, até quarta-feira. Na quinta, 31, ele viaja. É pouco provável que a reforma ministerial tenha algum anúncio caso o presidente não esteja em Brasília.
——————————————————————
* Com informações de agências / Foto: Divulgação
POLÍTICA & GOVERNO
Prefeitura de Vitória lança programa histórico para revitalizar o Centro e destravar mais de R$ 6 bi
Por José Carlos Schaeffer* | Vitória (ES)
A Prefeitura de Vitória publicou no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (16), o decreto nº 27.034 que institui o Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC). A iniciativa estabelece um marco regulatório inédito com o objetivo de reposicionar o Centro como o principal motor de desenvolvimento econômico, urbano, habitacional e cultural da capital. Com foco agressivo na desburocratização e na atração de novos moradores e empresas, o programa projeta atrair até 27,5 mil novos residentes e mobilizar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados na região.
O ReAC atuará sobre a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), área que engloba o Centro Histórico, guiado pelo conceito de “readensamento inteligente”. Na prática, a gestão municipal passará a utilizar as obras e os investimentos públicos estruturantes já previstos para a região como âncoras para dar segurança e atrair a iniciativa privada em larga escala.
O que muda na prática?
O decreto ataca gargalos históricos que afastavam investidores da região central, criando um ambiente de negócios ágil e seguro. Para que a população e o mercado compreendam o impacto imediato, as principais mudanças incluem:
– Alvará Automático e Fim da Burocracia: Projetos de novas edificações em lotes vazios, requalificação, retrofit e Habitação de Interesse Social (HIS) no Centro passam a ter licenciamento simplificado. Os empreendimentos da região passarão para o Grau de Risco 3, e a emissão do Alvará de Execução de Obras será eletrônica e automática no ato do protocolo, baseada na responsabilidade técnica do profissional, mediante apresentação de documentação simplificada (Planta de Situação e Quadro de Áreas).
– Apoio Financeiro para Reformas (TPC): Para viabilizar financeiramente a recuperação do patrimônio, a Prefeitura aprimorou a Transferência do Potencial Construtivo (TPC). O proprietário que investir na preservação de um imóvel histórico no Centro terá a excepcionalidade de converter 100% do potencial de construção do seu lote (fórmula PT = PC) em um certificado (CPC). Esse crédito funciona como uma “moeda de troca” de alto valor, podendo ser vendido a terceiros para uso em outras áreas, financiando a própria obra de restauro.
– Foco na Habitação de Interesse Social (HIS): O programa garante que a atração de investimentos privados caminhe lado a lado com a inclusão. Obras voltadas para a Habitação Social no Centro estão inseridas diretamente na engrenagem de benefícios e facilidades de licenciamento do ReAC, visando a construção de um bairro multiclassista e o combate à expulsão dos moradores de baixa renda.
– Tolerância Zero com o Abandono: O decreto aciona a atuação prioritária do município contra imóveis que não cumprem sua função social. Imóveis privados em situação de abandono (com degradação e ausência de posse) poderão ser arrecadados provisoriamente pelo Município. O decreto garante ao proprietário o prazo de três anos, após a arrecadação, para manifestar interesse na conservação antes da transferência definitiva do bem ao patrimônio público. O programa também prevê a aplicação prioritária do PEUC e do IPTU Progressivo no Tempo.
– Proteção da Paisagem Histórica (PVBT): Para garantir que o adensamento não sufoque a história da cidade, o decreto regulamenta os Perímetros de Proteção de Vizinhança de Bem Tombado (PVBT). Através de estudos técnicos, eles estabelecem regras inteligentes para blindar a visibilidade dos monumentos históricos e, ao mesmo tempo, flexibilizar novos índices urbanísticos e gabaritos de forma segura no miolo das quadras.
– Gestão Urbana Preditiva: Para garantir que a engrenagem funcione, o decreto institui o Gabinete de Inteligência e Transformação Territorial. A nova unidade estratégica da SEDEC coordenará o licenciamento, fará o monitoramento baseado em dados e garantirá a integração institucional entre poder público e iniciativa privada para o sucesso contínuo do programa.
A expectativa da Sedec, com as novas regras, é viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias na Área Central, com fortíssimo incentivo para a Habitação de Interesse Social (HIS). O objetivo é aproximar moradia, trabalho, serviços e lazer, permitindo que famílias de diferentes faixas de renda possam morar em uma das regiões mais bem estruturadas de Vitória.
Um novo ciclo para a cidade
Nas últimas décadas, o coração de Vitória vivenciou um esvaziamento profundo, caindo de 30% para cerca de 10% do total de habitantes da capital. O resultado foi a proliferação de prédios vazios e a subutilização de uma infraestrutura urbana de ponta.
O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), Túllio Ponzi, reforça a capacidade de transformação do novo marco legal. “O ReAC representa uma mudança de paradigma. É uma arquitetura institucional sofisticada que confere intencionalidade ao investimento público. Na prática, a integração dos instrumentos regulamentados faz com que cada real investido pelo Município no Centro atue como catalisador do desenvolvimento, atraindo investimentos privados, ampliando a produção de moradia para todas as faixas de renda, permitindo que mais pessoas possam viver em uma das áreas mais bem localizadas e estruturadas da cidade, valorizando o patrimônio, gerando oportunidades e melhorando a qualidade de vida da população”, afirma o secretário.
———————————————————————-
- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Jansen Lube / PMV
-
BRASIL4 dias atrásConheça o superiate de Neymar, que custa mais de R$ 120 milhões e tem heliponto, seis suítes e 800 m²
-
Esportes / Futebol6 dias atrásArgentina vira nos acréscimos, vence a Inglaterra e vai à final da Copa
-
GERAL6 dias atrásCBF marca data de inauguração do Centro de Treinamento de Futebol no ES
-
Segurança7 dias atrásVitória registra a menor taxa de crimes violentos entre os municípios da Grande Vitória e as principais cidades-polo do ES
-
POLÌCIA6 dias atrásMarinha e PF apreendem quatro toneladas de cocaína no Atlântico
-
CIDADES6 dias atrásCanal de Camburi ganha deque e nova área de convivência na primeira etapa da requalificação
-
GERAL4 dias atrásMorre Alexandre Araújo, subsecretário de Comunicação de Linhares
-
Trânsito5 dias atrásEcovias inicia obras do Contorno de Fundão na BR-101 com investimento de R$ 247 milhões
