Campeonato Carioca
Fluminense desperdiça pênalti, Botafogo marca com Victor Sá e vence clássico no Maracanã
ESPORTES
Toda partida de futebol tem um momento chave que define o vencedor. No clássico vovô de ontem, aconteceu aos seis minutos do segundo tempo. Pênalti para o Fluminense, cobrado de maneira inexplicável — não pela batida, mas pela hierarquia da cobrança — por Calegari. Diz o ditado popular que defesa em penalidade deveria ser considerada como gol. No Maracanã, foi decisiva para a vitória por 1 a 0 do alvinegro sobre o Fluminense, pela Taça Guanabara.
Foi decisiva porque, a partir do momento que Lucas Perri defendeu a cobrança, o clássico virou totalmente no estado anímico. Até Ganso rolar para Keno ser derrubado na área, o controle era todo do Fluminense, que parecia muito mais perto de abrir o placar. Depois, não demorou para Victor Sá marcar o gol alvinegro em um contra-ataque bem executado que decretaria a vitória.
Fernando Diniz tem a sua explicação sobre porque Calegari cobrou o pênalti e não Paulo Henrique Ganso ou John Arias. Mas não poderá mudar o rumo que o clássico tomou. Do controle tricolor, fica a certeza que o Botafogo poderia ter ido para casa com um placar ainda mais elástico se tivesse aproveitado as várias chances que criou após abrir o placar. Méritos para um esquema tático que soube sofrer quando necessário, mas também conseguiu controlar um adversário que se mostrou emocionalmente abatido.
Antes do ocorrido, o primeiro clássico carioca de 2023 teve cara de pré-temporada. Ainda longe de suas formas físicas ideais, tricolores e alvinegros mostraram em campo uma sombra do que apresentaram na reta final de 2022. Principalmente tecnicamente.
No lado do Fluminense, os destaques negativos ficam por conta de Yago Felipe e Germán Cano, este que chega a preocupar. O argentino parece longe do ideal e por várias oportunidades chegava atrasado nas jogadas. Longe da rotação ideal, acabava prejudicando o trabalho de bola tricolor por não conseguir dar sequência às suas jogadas. Arias, no entanto, foi o melhor tricolor em campo.
No lado do Botafogo, Tiquinho Soares conseguiu se destacar na bola área e no trabalho de pivô. Deu trabalho para Nino e Manoel, que viam boas chances alvinegras serem criadas no menor segundo de desatenção. O problema é que o centroavante pouco tinha companhia para se auxiliar. Vitor Sá, mesmo com o gol marcado, e Gabriel Pires não acompanhavam seu rendimento e o deixaram isolado na maior parte das vezes.
De forma monótona e com poucas chances, o clássico caminhou até o pênalti. Lá, o Fluminense teve a oportunidade de ouro. Quem não faz, leva. E o Botafogo soube fazer para ficar com a vitória.
- Informações Marcelo Neves / Foto: Agência Enquadrar / Agência O Globo
ESPORTES
Trio capixaba conquista ouro na Copa Sul-Americana de Ginástica Rítmica
Atletas disputaram em Assunção, no Paraguai, com nota 22,500 na prova de três bolas e garantiram o primeiro lugar pela Seleção Brasileira
Por Isadora Favoreto Braga* | Vitória (ES)
As ginastas capixabas Agatha Cuel Monteiro, Sophia Louback e Luiza Traspadini conquistaram a medalha de ouro para o Brasil na Copa Sul-Americana de Ginástica Rítmica 2026, disputada em Assunção, no Paraguai.
Representando a seleção brasileira na categoria trio adulto, elas somaram 22,500 pontos na série de três bolas e garantiram o primeiro lugar na competição nesta sexta-feira (3).
O Brasil terminou a disputa com vantagem sobre as demais seleções. O Chile ficou com a medalha de prata, ao alcançar 17,800 pontos, enquanto a Argentina conquistou o bronze com 16,950.
Classificação veio após seletiva nacional
As três atletas conquistaram a vaga na equipe brasileira após aprovação na seletiva promovida pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).
As ginastas treinam pelo Instituto Capixaba Esportivo (Incesp) e também participam do programa Campeões de Futuro, desenvolvido pela Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport), voltado à formação e ao alto rendimento esportivo.
Preparação teve cerca de um mês
De acordo com a equipe, o trio realizou aproximadamente um mês de preparação conjunta antes da competição internacional.
O trabalho técnico é desenvolvido pelas treinadoras Gizela Batista, Angela Tardini e Luisa Gimenes. Durante a Copa Sul-Americana, em Assunção, Luisa Gimenes acompanhou a delegação brasileira e esteve ao lado das atletas durante as apresentações.
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- Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / Assessoria
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