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Renovação no Legislativo

O Norte capixaba volta a ter representante no legislativo capixaba: Lucas Scaramussa

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POLÍTICA & GOVERNO

Por Paulo Borges

Ele tem cara de garoto, mas – apesar de jovem – tem 43 anos e uma história de vida inspiradora para muitos que desejam trabalhar para alcançar seus objetivos e servir a comunidade com proposições edificantes que possam transformar a vida do capixaba.

Lucas Scaramusa é natural de Linhares, advogado e foi eleito deputado estadual para o seu primeiro mandato. Foram 26.720 votos que o habilitaram a ocupar uma cadeira de representante do povo, na Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo. Com a sua eleição, o Norte voltou a ter seu representante, uma vez que o deputado Freitas tentou a Câmara Federal e, apesar de bem votado, não conseguiu ser eleito.

Lucas foi vendedor em sua cidade e até passou uma temporada na Europa trabalhando como ajudante de pintura. De volta ao Brasil, sua vida seguiu pelo caminho escolhido para fazer parte da sua formação acadêmica. Certamente o pai, sabendo da capacidade e determinação do filho para alcançar seus objetivos, vendeu a casa da família para custear os estudos do filho Lucas. Formou-se advogado em direito e tornou-se professor universitário e agora, vai para a Assembleia Legislativa exercer o seu primeiro mandato de parlamentar. Vai ser a oportunidade de defender bandeiras como, por exemplo, se empenhar para construir possibilidades de novos negócios. Um deputado propositivo.

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Ele afirma que pautou sua vida como um prestador de serviço e até acredita que é um talento pessoal essa sua capacidade de estar inserido nesse segmento de fazer acontecer boas coisas para servir a sociedade.

Lucas tem experiência na vida pública quando esteve à frente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente por duas oportunidades. Até foi candidato a deputado estadual nas eleições de 2018, mas não se elegeu devido a questão do coeficiente partidário, porém, ficou entre os 30 mais votados. Em 2020 tentou a Prefeitura de Linhares, ficando em segundo lugar, obtendo 29 % dos votos.

Para Lucas, a sua eleição para a Assembleia não é mero acaso. “É fruto da vontade de pessoas que viram minha história e que eu poderia representá-las”, disse em entrevista para o site da Ales. Ele ressalta que “não foi por apoio político, partidário e sim por representar outros prestadores de serviço, o setor produtivo e acreditam que podemos estar no parlamento e entregar o nosso melhor”. Lucas Scaramussa quer que a sua atuação parlamentar dignifique o seu mandato e tem a consciência e responsabilidade de bem representar a confiança depositada pela população ao elegê-lo.

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Outras pautas estarão na sua área de atuação. Vai defender a necessidade de o Estado investir em infraestrutura e procurar estar ao lado de iniciativas que valorizem a criação de oportunidades. Conhecendo bem o Espírito Santo, ele tem conhecimento das demandas das cidades e, com as fortes chuvas que trouxeram dor e sofrimento para os moradores, destaca a importância de dotar essas regiões de investimento em infraestrutura.

Outra bandeira defendida por Lucas Scaramussa, que é do Podemos, é fazer com que a máquina pública seja menos burocrática e mais eficiente.

Com relação ao seu posicionamento político ao governo, ele defende o diálogo e estará aprovando aquilo que for de interesse da população.

 

  • . Com informações da Ales – João Caetano Vargas
  • Foto: divulgação – Assembleia Legislativa do Espírito Santo
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POLÍTICA & GOVERNO

Presidente da Câmara de Vitória arquiva pedido de cassação de vereador do PT

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O arquivamento foi interpretado como uma derrota para a Prefeitura de Vitória, já que a prefeita Cris Samorini (PP) não esperava a reação da maioria dos vereadores diante da ofensiva contra o parlamentar petista.

Vitória (ES)

Pelo segundo dia consecutivo, nesta quarta-feira (22), a maioria dos vereadores da Câmara Municipal de Vitória esvaziou o plenário, impedindo a votação de uma das matérias mais importantes do Legislativo: o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhado pelo Executivo.

A reação dos parlamentares teve início após a tentativa da Prefeitura de viabilizar a abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Professor Jocelino (PT).

A Procuradoria-Geral do Município solicitou que o presidente da Câmara, Anderson Goggi (Republicanos), encaminhasse o caso à Corregedoria da Casa, medida que poderia, em tese, resultar na cassação do mandato do vereador petista.

Nos bastidores da política capixaba, a iniciativa foi vista como um equívoco estratégico da prefeita. A avaliação é de que o Executivo não dimensionou a reação do plenário, o que acabou provocando um desgaste político desnecessário e uma derrota que não fazia parte dos planos da administração.

Aliado da prefeita, Anderson Goggi saiu em defesa da autonomia do Legislativo e anunciou que arquivará o pedido da Procuradoria.

“O fato de eu estar na base da prefeitura não interfere na minha decisão. Entendo que essa questão deveria ser resolvida pelo Executivo na esfera judicial. Depois, caso haja condenação ou qualquer decisão, o Parlamento poderá ser provocado”, afirmou Goggi.

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Origem da polêmica

O impasse teve origem em uma publicação feita pelo vereador Professor Jocelino nas redes sociais, na qual ele afirmou que uma empresa contratada pela Secretaria Municipal de Educação é alvo de investigação da Polícia Federal.

Embora a empresa realmente seja investigada, a apuração não está relacionada ao contrato firmado com a Prefeitura de Vitória. Em sua publicação, o vereador não fez essa associação direta, mas levantou questionamentos sobre a idoneidade da contratação.

“Aqui em Vitória, o mandato do Professor Jocelino já havia apresentado denúncias e levantado questionamentos sobre contratos relacionados com empresas que atuam na educação do município”.

Caso entendesse que houve ofensa à honra, a prefeita Cris Samorini ou a própria Procuradoria-Geral poderiam recorrer ao Judiciário, alegando eventual prática de calúnia, difamação ou outro ilícito, embora a interpretação jurídica sobre esse tipo de manifestação seja considerada delicada.

Esvaziamento do plenário

Na sessão desta quarta-feira, apenas seis vereadores permaneceram no plenário, número insuficiente para garantir quórum e dar continuidade aos trabalhos legislativos.

Estiveram presentes Anderson Goggi, Armandinho Fontoura (PL), Davi Esmael (Republicanos), Leonardo Monjardim (Novo), Darcio Bracarense (PL) e Luiz Emanuel (Republicanos).

Líder da prefeita na Câmara, Leonardo Monjardim criticou o movimento de esvaziamento.

“Não dá para parar a cidade, deixar de discutir o orçamento e interromper as sessões como forma de retaliação. Retaliação a quem? Há excesso? Talvez tenha, mas é preciso debater e discutir os caminhos”, afirmou.

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Com o arquivamento do pedido de abertura do processo disciplinar contra Professor Jocelino, a expectativa é que a LDO seja apreciada na próxima sessão, marcada para segunda-feira (27).

Pedido de desculpas

No meio da crise política, um episódio chamou a atenção. Na sessão de terça-feira (21), Anderson Goggi foi flagrado proferindo palavrões logo após o encerramento dos trabalhos. As declarações foram captadas pelo microfone da Mesa Diretora.

Nesta quarta-feira, o presidente pediu desculpas aos servidores da Casa e “às pessoas que porventura não gostaram” das palavras utilizadas, embora tenha afirmado que não se arrepende da reação.

Segundo Goggi, a irritação ocorreu após ser informado de que alguns vereadores pretendiam esvaziar a sessão caso ele não comunicasse à prefeita que arquivaria o pedido contra Jocelino.

“Não aceito ser chantageado. Fiquei indignado e falei palavrões por causa da minha revolta.”

O presidente da Câmara também reforçou que sua decisão teve como objetivo preservar a independência do Poder Legislativo.

“Sou totalmente solidário ao vereador Jocelino. Hoje é com o Jocelino; amanhã pode ser com qualquer outro vereador. Me posicionei em defesa do Parlamento”.

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  • Da Redação / Com informações de A Gazeta.
  • Foto de destaque: Divulgação / CMV.

 

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