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Polícia

Após esquartejar mulher, marido tentou quebrar câmera de segurança ao esconder o corpo

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Rio de Janeiro / RJ

Policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) realizam diligências para localizar e prender Mário Raposo Yang, foragido após matar e esquartejar a mulher, Daniele Lyra Nattrodt Barros, no edifício onde moravam, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. Imagens obtidas pela especializada mostram que o criminoso, que teria agido por ciúmes, tentou quebrar uma câmera de segurança do prédio ao esconder o corpo da vítima, na tarde de 7 de dezembro. Ela foi localizada dias depois dentro do porta-malas do carro dele no estacionamento de um mercado, no mesmo bairro.

De acordo com as investigações da DHC, em 2 de dezembro foi a última vez que Daniele manteve contato com amigos e familiares. Nesse dia, ela chegou da praia por volta de 17h23 em seu Jeep Renegade e acessou o elevador para ir ao seu apartamento. Às 23h37min do dia 6, Mário chegou ao condomínio em seu Honda Civic e mexeu nas câmeras de monitoramento do bloco 1.

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Na madrugada seguinte, por volta de 3h30, os mesmos equipamentos flagraram Mário entrando novamente no edifício, e, quatro minutos depois, um deles é totalmente direcionado para o alto, não possibilitando a captura de mais nenhuma movimentação a partir desse horário.

Às 5h47 do dia 7 de dezembro, a câmera do bloco 1 é redirecionada para o lugar correto e, em seguida, mostra a saída de Mário no Honda Civic da garagem do condomínio. Alguns minutos depois, o carro chega ao estacionamento do mercado, na Avenida Guilherme Maxwell, onde foi abandonado com o corpo da vítima. Imagens de circuito interno do estabelecimento também flagraram o criminoso caminhando no local.

Segundo testemunhas, Mário não teria se inconformado com o pedido de divórcio feito por Daniele. O desaparecimento dela havia sido registrado na 30ª DP (Marechal Hermes) e o corpo da vítima foi localizado no veículo após uma informação dada pelo advogado do criminoso, considerado foragido da justiça.

• Foto: Mário Raposo Yang, que teria matado e esquartejado a mulher, Daniele Lyra Nattrodt Barros / Reprodução

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Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República

Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)

A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.

A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.

“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.

A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.

Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.

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“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.

Relatório da Policia Federal

– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF

– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.

– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.

– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.

– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.

– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.

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– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.

– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.

A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.

A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.

“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.

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  • Matéria do Metrópoles – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis

 

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