Polícia
Casa do ex-goleiro da Seleção, Emerson Leão, é invadida em São Paulo, e ladrões levam medalha de ouro da Copa de 1970
BRASIL
Crime ocorreu no Jardim Paulista, bairro nobre da capital. Leão afirmou que essa não é a primeira vez que o local é invadido
A casa do ex-goleiro e ex-técnico da seleção brasileira Emerson Leão foi roubada enquanto o atleta viajava. O crime ocorreu no Jardim Paulista, bairro nobre da zona oeste de São Paulo. Entre os itens levados está uma medalha de ouro da Copa do Mundo de 1970.
Leão estava fora de casa desde a quinta-feira (3) e retornou na manhã deste domingo (6), quando descobriu a invasão. A Polícia Militar foi acionada às 11h53 e constatou que o crime não havia acontecido naquele momento, uma vez que os assaltantes já haviam fugido.
Equipes estiveram no endereço, mas ninguém foi preso. A Polícia Civil foi comunicada e a perícia acionada. Além da medalha, não há mais detalhes do que foi levado nem quantas pessoas participaram do crime.
Leão afirmou que essa é a segunda vez que o local é invadido, sendo que na primeira vez os criminosos ainda estavam na residência quando ele chegou.
- Com informações de agências de notícias
• Foto: Divulgação
BRASIL
Novo terremoto é registrado na costa do Rio dias após sequência de abalos
Um tremor de magnitude 3.0 foi registrado na costa do Rio de Janeiro, próximo a Maricá, dias após uma sequência de abalos no litoral de Saquarema
Por Quintino Freire* | Rio de Janeiro (RJ)
Um novo tremor foi registrado na tarde deste sábado (4) no litoral do Rio de Janeiro, a cerca de 60 quilômetros de Maricá, na Região Metropolitana. O sismo teve magnitude 3.0 e foi detectado por estações da Rede Sismográfica Brasileira.
O registro ocorre poucos dias após outra sequência de tremores na costa fluminense. Entre 26 e 30 de junho, nove abalos foram identificados na região de Saquarema, sendo o mais forte de magnitude 2.5.
Antes disso, nos dias 21 e 22 de maio, a área próxima a Maricá também teve uma sequência de abalos. Na ocasião, o maior evento chegou à magnitude 3.3.
Margem sudeste tem atividade sísmica conhecida
Apesar de chamarem atenção, os registros fazem parte de um comportamento geológico já conhecido e monitorado há décadas. A margem sudeste brasileira é uma das áreas de maior atividade sísmica do país, embora os eventos sejam, em geral, de baixa magnitude.
Segundo o sismólogo Gilberto Leite, do Observatório Nacional, tremores como os registrados nos últimos dias estão dentro do padrão esperado para a região. Gilberto Leite afirmou: “A ocorrência de sismos na margem sudeste do Brasil já é bem conhecida. Essa região da plataforma continental é considerada uma das zonas sísmicas do país, por isso eventos entre magnitudes 2 e 3 são esperados e não representam algo incomum”.
José Alexandre, do Centro de Sismologia da USP, explica que pelo menos 12 terremotos já foram confirmados na costa fluminense desde 1970, sem contar os eventos registrados neste ano.
Segundo José Alexandre: “Os tremores acontecem na região de transição entre a plataforma continental e o talude continental. As suspeitas são de que estejam relacionados a escorregamentos de rochas inconsólidas ou a falhas mais profundas que fazem parte do embasamento”.
Especialistas descartam risco para a população
Mesmo com a sequência de registros, especialistas afirmam que não há motivo para preocupação. Os tremores recentes tiveram baixa magnitude e ocorreram longe da costa, em área marítima.
O geógrafo marinho Eduardo Bulhões, da Universidade Federal Fluminense (UFF), afirma que os eventos não oferecem risco civil. Segundo ele: “A população do litoral fluminense pode ficar bem tranquila. Esses registros têm relevância praticamente nula para o risco civil e não oferecem perigo. Também não existe risco de tsunami associado a esses eventos”.
A avaliação é a mesma do Centro de Sismologia da USP. José Alexandre disse: “Os sismos no litoral do Rio estão muito distantes da costa, portanto as chances de causarem algum dano à população são praticamente nulas”.
Gilberto Leite também reforça que a maior parte desses tremores sequer é sentida pela população. Segundo o sismólogo: “Não há motivo para preocupação. Eles estão dentro da faixa esperada para a região e raramente são sentidos. O que podemos fazer é monitorar continuamente essa atividade”.
A Rede Sismográfica Brasileira instalou recentemente sismógrafos no fundo do mar para ampliar o estudo da atividade sísmica na margem sudeste. Os equipamentos devem ser recolhidos entre setembro e outubro, quando os pesquisadores esperam avançar na compreensão sobre a origem desses tremores e sobre a dinâmica da costa fluminense.
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- Diário do Rio – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / DR
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