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Câmara de Jaguaré tem projeto para criação do Procon Legislativo

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O projeto de lei foi apresentado pelo presidente João Vanes e teve boa receptividade pelo conjunto de integrantes da Câmara de Vereadores

Jaguaré / ES

Com as assinaturas do vice-presidente Ricardo Barros e do secretário Elizeu Ribeiro, o presidente da Câmara de Jaguaré, vereador João Vanes dos Santos, apresentou o Projeto de Lei nº 04/2025, que visa a criação do Procon Legislativo Municipal.

Foi apresentado pela presidente da Câmara Municipal do Município de Jaguaré, João Vanes, um projeto de lei que tem como finalidade a criação do Procon Legislativo Municipal, que contou com as assinaturas do vice-presidente Ricardo Barros, do secretário Elizeu Ribeiro, membros da Mesa Diretora por ocasião da sua apresentação em plenário.

Câmara de Vereadores realiza, logo mais, sua Sessão Plenária – CAMARA  MUNICIPAL DE JAGUARE – ES

“O projeto tem como objetivo descentralizar e fortalecer a defesa dos direitos dos consumidores de Jaguaré, oferecendo um atendimento mais ágil e eficiente para questões de menor complexidade. A proposta surgiu com a necessidade de criar um espaço dedicado à orientação e resolução de conflitos, já que atualmente a cidade não conta com um setor administrativo específico para tratar dessas demandas, o que acaba sobrecarregando o Juizado Especial Cível da Comarca”, justificam os autores da proposição.

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Na justificativa, João Vanes reforça a relevância do Procon Legislativo para a população jaguarense, enfatizando que será um verdadeiro instrumento de cidadania. “Com a implantação do Procon Legislativo, traremos maior facilidade no acesso à Justiça, proporcionando a resolução rápida de questões que, muitas vezes, não necessitam de intervenções judiciais”, explica.

O projeto tem como base assegurar os direitos do consumidor garantidos pela Constituição Federal de 1988 e pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90).

Competências e atribuições

O artigo 3º do projeto, que descreve as principais competências do Procon Legislativo, destaca uma série de responsabilidades voltadas ao atendimento e à orientação dos consumidores, conforme relata a assessoria da Câmara de Jaguaré:
► Dar atendimento permanente ao consumidor sobre seus direitos e deveres;
► Encaminhar denúncias e sugestões aos órgãos competentes;
► Fiscalizar o mercado de consumo no interesse da saúde, segurança e bem-estar do consumidor;
► Elaborar programas educativos para conscientização dos consumidores, incluindo crianças e adolescentes;
► Representar ao Ministério Público para adoção de medidas processuais em caso de violação dos direitos do consumidor.

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“Essas medidas refletem o compromisso da Câmara Municipal de Jaguaré em garantir que o consumidor tenha os seus direitos respeitados e possa contar com uma estrutura que o apoie em situações de conflito com fornecedores e prestadores de serviços”, comenta a assessoria do Legislativo jaguarense.

A expectativa dos vereadores

De acordo com assessoria da Câmara, a criação do Procon Legislativo “foi muito bem recebida pelos vereadores”, que destacaram a importância de oferecer aos cidadãos uma ferramenta acessível para a resolução de suas questões cotidianas. A proposta de João Vanes, Ricardo Barros e Elizeu Ribeiro é vista como “um avanço significativo para a gestão pública do município, com o potencial de fortalecer a democracia e melhorar a qualidade de vida dos jaguarenses”, complementa a assessoria.

A expectativa agora é que o projeto de lei seja amplamente debatido nas próximas sessões e aprovado por unanimidade, para que o Procon Legislativo possa entrar em funcionamento o quanto antes.

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* Fonte: Câmara Municipal de Jaguaré

* Foto/destaque: Divulgação – CMJ

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Prefeito de Marechal Floriano tem mandato cassado após denúncia sobre licitações

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Antônio Lidiney Gobbi (PP) perdeu o mandato por irregularidades apontadas em processos licitatórios. Vice-prefeito, Paulo Lovatti Júnior (PL), assumiu a Prefeitura nesta sexta-feira (25).

A cassação de prefeitos tem se tornado recorrente em diferentes municípios brasileiros. No Espírito Santo, mais um caso ganhou destaque nesta sexta-feira (25), desta vez em Marechal Floriano, na Região Serrana do Estado.

O prefeito Antônio Lidiney Gobbi (PP) teve o mandato cassado pela Câmara Municipal durante sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira. Com a decisão, o vice-prefeito Paulo Lovatti Júnior (PL) assumiu o comando do município.

A cassação ocorreu após os vereadores julgarem procedente, por unanimidade, uma denúncia que apontou irregularidades em procedimentos de licitação. A sessão destinada ao julgamento durou mais de cinco horas.

Lidiney Gobbi acompanhou a sessão e apresentou sua defesa oral antes da votação em plenário. A decisão ainda é passível de recurso. Procurado pela reportagem, o ex-prefeito informou que irá recorrer da cassação.

Entenda a denúncia

Segundo informações da Câmara Municipal, o processo analisou alterações nas datas de avisos de licitação publicados no portal oficial da Prefeitura entre julho e outubro de 2025. Conforme apontado pela Comissão Processante, alguns avisos deixaram de aparecer entre as publicações recentes e, posteriormente, voltaram a ser disponibilizados no portal.

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O processo também apontou suposto fracionamento de despesas e a execução de serviços antes da assinatura dos respectivos contratos.

junior-lovatt-vice-prefeito-marechal-floriano-min – Prefeitura de Marechal  Floriano

Júnior Lovatt, vice-prefeito

De acordo com a conclusão da Comissão Processante, as condutas analisadas teriam comprometido a transparência dos procedimentos, a concorrência entre os fornecedores e o acompanhamento dos gastos públicos.

A comissão teve como relator o vereador Diogo Endlich de Oliveira e foi presidida pelo vereador Dorivanio Stein, tendo Reinaldo Valentim Frasson como integrante. O parecer final foi aprovado por unanimidade.

Na votação realizada durante a sessão, os 11 vereadores foram favoráveis à cassação do prefeito.

Processo teve decisões judiciais

A denúncia foi recebida pela Câmara Municipal em 5 de novembro de 2025. Durante a tramitação do processo, a Casa informou ter assegurado ao prefeito o direito à defesa, à produção de provas, à oitiva de testemunhas e ao contraditório.

O procedimento chegou a ser temporariamente suspenso por decisão judicial. Na última semana, porém, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) revogou a liminar que havia interrompido o processo e restabeleceu o rito de cassação no dia 17 de setembro.

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Com a decisão da Câmara, Paulo Lovatti Júnior, que ocupava o cargo de vice-prefeito, assumiu a Prefeitura de Marechal Floriano.


  • Da Redação / Com informações da CMMF
  • Foto destaque: Crédito – Fabrício Ribeiro / portal Montanhas Capixabas
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