Prefeitura em Ação
Prefeitura está recapeando asfalto da Avenida Leitão da Silva, uma das principais vias da cidade
POLÍTICA & GOVERNO
Por Marcus Monteiro* – Vitória / ES
A Prefeitura de Vitória iniciou o recapeamento asfaltico da Avenida Leitão da Silva, uma das principais vias arteriais da cidade. A obra faz parte do programa AsfaltoVix, que já recuperou 206 quilômetros de ruas e avenidas em toda a capital, com investimento de R$ 167 milhões com recursos próprios.

Início do recapeamento da Avenida Leitão da Silva
Durante a execução do trabalho, equipes da Secretaria Municipal de Obras (Semob) atuarão no período noturno, das 21h às 5h, de segunda a sábado, em trechos de aproximadamente 200 metros. As interdições serão pontuais e temporárias, limitadas aos trechos em execução e válidas apenas durante o horário das obras. Ao amanhecer de cada dia, a via estará completamente liberada para o tráfego.
O recapeamento teve início no cruzamento com a Rua Dona Maria Rosa, em Andorinhas, no sentido sul (Andorinhas – Bento Ferreira), até o cruzamento com a Avenida Maruípe. O serviço seguirá até a Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes, completando os 2.800 metros de extensão da Leitão da Silva.
Em seguida, o asfalto será aplicado no sentido contrário (Bento Ferreira – Andorinhas), seguindo o mesmo procedimento e horários. A previsão é concluir o recapeamento em 28 etapas.
Cuidado técnico e planejamento
Para a Avenida Leitão da Silva, a Secretaria de Obras decidiu não intervir nas tampas de poços de visita de drenagem, água ou esgoto. O asfalto antigo será fresado – remoção da camada superficial – preservando as tampas existentes, que permanecerão intactas e em seu estado atual de conservação.
Antes do início das obras, a Secretaria realizará inspeção e registro fotográfico de todas as tampas de poços de visita, a fim de identificar possíveis danos. O laudo fotográfico ficará à disposição das concessionárias responsáveis, para eventuais substituições por parte das empresas.
Obra coordenada com a Cesan
A intervenção ocorre após reunião técnica com a Cesan, que informou não ter obras previstas para o ano de 2025 na Avenida Leitão da Silva. A decisão de iniciar o recapeamento da via se deu somente após a definição da Cesan, que foi adotada para evitar retrabalho e assegurar a eficiência técnica da obra, evitando sobreposição de intervenções e garantindo a durabilidade e qualidade do novo pavimento.
Defeitos no pavimento
Antes da aplicação do novo asfalto, está em andamento uma vistoria detalhada para avaliar o estado atual da via, que apresenta irregularidades. O novo recapeamento vai restabelecer as condições de trafegabilidade e segurança viária, beneficiando motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres que utilizam diariamente a avenida.
Avanço do AsfaltoVix
Desde o lançamento do programa, em setembro de 2023, a Prefeitura de Vitória já aplicou 1.445.500 metros quadrados de nova camada asfáltica, o equivalente a 206 quilômetros de vias recuperadas em 252 ruas e avenidas.
O programa AsfaltoVix segue critérios técnicos definidos com base nas normas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
As vias são escolhidas conforme o estado do pavimento, a intensidade do tráfego e a função viária (arterial ou coletora).
Os trabalhos incluem levantamento topográfico, testes laboratoriais e controle tecnológico de qualidade, garantindo vida útil mínima de dez anos para o novo pavimento.
Mobilidade e segurança
Com o recapeamento da Avenida Leitão da Silva, a Prefeitura de Vitória reforça o compromisso de promover uma mobilidade urbana mais eficiente, com mais segurança no trânsito e valorização dos espaços públicos.
A iniciativa também contribui para reduzir os custos de manutenção de veículos, melhorar a fluidez do tráfego e elevar a qualidade de vida de quem vive e trabalha na capital.
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* Fonte: Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
* Fotos: Jansen Lube / PMV
POLÍTICA & GOVERNO
Prefeitura de Vitória lança programa histórico para revitalizar o Centro e destravar mais de R$ 6 bi
Por José Carlos Schaeffer* | Vitória (ES)
A Prefeitura de Vitória publicou no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (16), o decreto nº 27.034 que institui o Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC). A iniciativa estabelece um marco regulatório inédito com o objetivo de reposicionar o Centro como o principal motor de desenvolvimento econômico, urbano, habitacional e cultural da capital. Com foco agressivo na desburocratização e na atração de novos moradores e empresas, o programa projeta atrair até 27,5 mil novos residentes e mobilizar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados na região.
O ReAC atuará sobre a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), área que engloba o Centro Histórico, guiado pelo conceito de “readensamento inteligente”. Na prática, a gestão municipal passará a utilizar as obras e os investimentos públicos estruturantes já previstos para a região como âncoras para dar segurança e atrair a iniciativa privada em larga escala.
O que muda na prática?
O decreto ataca gargalos históricos que afastavam investidores da região central, criando um ambiente de negócios ágil e seguro. Para que a população e o mercado compreendam o impacto imediato, as principais mudanças incluem:
– Alvará Automático e Fim da Burocracia: Projetos de novas edificações em lotes vazios, requalificação, retrofit e Habitação de Interesse Social (HIS) no Centro passam a ter licenciamento simplificado. Os empreendimentos da região passarão para o Grau de Risco 3, e a emissão do Alvará de Execução de Obras será eletrônica e automática no ato do protocolo, baseada na responsabilidade técnica do profissional, mediante apresentação de documentação simplificada (Planta de Situação e Quadro de Áreas).
– Apoio Financeiro para Reformas (TPC): Para viabilizar financeiramente a recuperação do patrimônio, a Prefeitura aprimorou a Transferência do Potencial Construtivo (TPC). O proprietário que investir na preservação de um imóvel histórico no Centro terá a excepcionalidade de converter 100% do potencial de construção do seu lote (fórmula PT = PC) em um certificado (CPC). Esse crédito funciona como uma “moeda de troca” de alto valor, podendo ser vendido a terceiros para uso em outras áreas, financiando a própria obra de restauro.
– Foco na Habitação de Interesse Social (HIS): O programa garante que a atração de investimentos privados caminhe lado a lado com a inclusão. Obras voltadas para a Habitação Social no Centro estão inseridas diretamente na engrenagem de benefícios e facilidades de licenciamento do ReAC, visando a construção de um bairro multiclassista e o combate à expulsão dos moradores de baixa renda.
– Tolerância Zero com o Abandono: O decreto aciona a atuação prioritária do município contra imóveis que não cumprem sua função social. Imóveis privados em situação de abandono (com degradação e ausência de posse) poderão ser arrecadados provisoriamente pelo Município. O decreto garante ao proprietário o prazo de três anos, após a arrecadação, para manifestar interesse na conservação antes da transferência definitiva do bem ao patrimônio público. O programa também prevê a aplicação prioritária do PEUC e do IPTU Progressivo no Tempo.
– Proteção da Paisagem Histórica (PVBT): Para garantir que o adensamento não sufoque a história da cidade, o decreto regulamenta os Perímetros de Proteção de Vizinhança de Bem Tombado (PVBT). Através de estudos técnicos, eles estabelecem regras inteligentes para blindar a visibilidade dos monumentos históricos e, ao mesmo tempo, flexibilizar novos índices urbanísticos e gabaritos de forma segura no miolo das quadras.
– Gestão Urbana Preditiva: Para garantir que a engrenagem funcione, o decreto institui o Gabinete de Inteligência e Transformação Territorial. A nova unidade estratégica da SEDEC coordenará o licenciamento, fará o monitoramento baseado em dados e garantirá a integração institucional entre poder público e iniciativa privada para o sucesso contínuo do programa.
A expectativa da Sedec, com as novas regras, é viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias na Área Central, com fortíssimo incentivo para a Habitação de Interesse Social (HIS). O objetivo é aproximar moradia, trabalho, serviços e lazer, permitindo que famílias de diferentes faixas de renda possam morar em uma das regiões mais bem estruturadas de Vitória.
Um novo ciclo para a cidade
Nas últimas décadas, o coração de Vitória vivenciou um esvaziamento profundo, caindo de 30% para cerca de 10% do total de habitantes da capital. O resultado foi a proliferação de prédios vazios e a subutilização de uma infraestrutura urbana de ponta.
O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), Túllio Ponzi, reforça a capacidade de transformação do novo marco legal. “O ReAC representa uma mudança de paradigma. É uma arquitetura institucional sofisticada que confere intencionalidade ao investimento público. Na prática, a integração dos instrumentos regulamentados faz com que cada real investido pelo Município no Centro atue como catalisador do desenvolvimento, atraindo investimentos privados, ampliando a produção de moradia para todas as faixas de renda, permitindo que mais pessoas possam viver em uma das áreas mais bem localizadas e estruturadas da cidade, valorizando o patrimônio, gerando oportunidades e melhorando a qualidade de vida da população”, afirma o secretário.
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Jansen Lube / PMV
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