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Política Nacional

Frente contra novo IOF ganha adesões no Congresso

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POLÍTICA & GOVERNO

Comissão do Senado aprova convite para ouvir ministro Fernando Haddad. Doze bancadas afirmam que medidas desestimulam o crescimento econômico

Por Israel Medeiros e Raphael Pati* – Brasília / DF

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, ontem, um requerimento para convidar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a prestar esclarecimentos sobre a alta nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O requerimento foi apresentado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF), que propôs inicialmente convocar Haddad, mas aceitou transformar o pedido em convite. Desta forma, o ministro não é obrigado a comparecer à comissão.

Em um movimento paralelo para atenuar a pressão contra a equipe econômica, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), pretende promover um encontro entre um grupo de senadores e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir o decreto de aumento do IOF.

Segundo o senador petista, a reunião tem por objetivo dar oportunidade a Haddad de “explicar” aos congressistas a medida e a sua necessidade. Também seria uma oportunidade de os parlamentares exporem seus pontos de vista. Até ontem à noite, entretanto, o Ministério da Fazenda não havia confirmado o encontro.

As mudanças no IOF foram anunciadas pela equipe econômica na semana passada, no mesmo dia em que o Executivo informou que cortaria R$ 31,3 bilhões no orçamento para cumprir a meta fiscal deste ano. Com o recuo, os aumentos passaram a valer para operações de câmbio e utilização de cartão de crédito, débito e pré-pago no exterior; compra e venda de dólares e remessas ao exterior.

A alta das alíquotas do imposto, na semana passada, marcou o início de uma nova crise política para o governo Lula. Tanto a alta do imposto, quanto o rápido recuo foram amplamente criticados por entidades ligadas ao empresariado e ao setor produtivo e por frentes parlamentares que representam os setores afetados, que aumentaram a pressão sobre o tema ontem.

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Uma nota assinada por 12 frentes parlamentares ligadas ao setor produtivo pediu, ontem, a anulação das medidas do governo relativas ao IOF. Para as associações, a elevação das alíquotas e a utilização do imposto para o aumento de arrecadação pelo governo federal prejudicam o ambiente de negócios no país e reduzem a atratividade para novos investimentos.

“O decreto vai na contramão de políticas que deveriam fomentar a economia real. Ao encarecer as operações financeiras e desestimular o financiamento produtivo, enfraquece os esforços de crescimento econômico sustentável, justamente em um momento em que o Brasil precisa atrair capital, impulsionar o empreendedorismo e recuperar sua produtividade”, destaca a nota.

Segundo as frentes parlamentares, o decreto do governo também “reforça uma prática tributária prejudicial que mina a confiança no sistema fiscal, compromete o ambiente de negócios e encarece atividades essenciais como crédito, câmbio e investimentos”.

“Em vez de contribuir para uma política econômica moderna e eficiente, reforça a ideia de um Estado que recorre à tributação de emergência, penalizando a produtividade e o crescimento de longo prazo. É necessária uma revisão urgente dessa postura, com foco na simplificação, na previsibilidade e no estímulo à economia real”, diz o documento.

Urgência contra decreto

O Congresso Nacional já acumula 20 projetos de lei para sustar o decreto do governo que aumentou o IOF. São 19 na Câmara — a maioria de integrantes da oposição, mas há também projetos de decreto legislativo de congressistas do MDB e do União Brasil, partidos com ministérios no governo Lula — e um no Senado, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN).

Na tarde de ontem, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebeu deputados da oposição. Dentre outros assuntos, os parlamentares defenderam a sustação, via PDL, do decreto do IOF. O líder da oposição na Casa, deputado Zucco (PL-RS), o primeiro a apresentar um projeto sobre a matéria, disse que o pleito junto ao presidente da Câmara é para colocar a urgência do PDL em votação já nesta quinta-feira. Motta, no entanto, quer esperar mais.

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Questionado sobre os possíveis contingenciamentos extras que o governo teria que fazer para cobrir a sustação do IOF, Zucco disse que o governo não está em posição de fazer exigências.

“Eu acredito que o governo não está em posição de exigir nada, haja vista este movimento que aconteceu em torno do PDL. Por ser o autor, quatro líderes me procuraram dando a totalidade dos votos. Então, hoje é muito mais uma sinalização, acredito que de forma madura do presidente, de ainda esperar um recuo do governo”, disse Zucco.

O parlamentar também elogiou o posicionamento de Motta sobre o assunto. Na reunião, o presidente se mostrou incomodado com a postura do governo de anunciar a medida sem dialogar com o Congresso.

Em um evento do BNDES na segunda-feira, o ministro Fernando Haddad disse que a equipe econômica vai definir até o fim da semana como compensar a arrecadação perdida com o recuo em parte do decreto do IOF.

Se o Congresso derrubar as mudanças no IOF, a situação fiscal do governo fica mais complicada. Para alcançar o déficit zero programado para 2025, será preciso bloquear valores maiores que os R$ 31,3 bilhões anunciados na semana passada. Em 2024, o governo Lula fez um movimento parecido e anunciou, ao longo do ano, cortes no orçamento, o que ajudou a diminuir o déficit de R$ 230 bilhões em 2023 para R$ 43 bilhões.

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* Correio Braziliense – Conteúdo

* Foto/Destaque: Fernando Haddad / Crédito: Diogo Zacarias / Fazenda

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POLÍTICA & GOVERNO

Espírito Santo tem as Escolas Estaduais mais conectadas do Brasil

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Por Cícero Giuri* | Vitória – ES

O Espírito Santo passou a ocupar a primeira posição nacional no Indicador Escolas Conectadas (Inec), do Governo Federal, considerando a conectividade das Escolas Estaduais dentro dos parâmetros adequados. De acordo com o painel de monitoramento, a Rede Pública Estadual do Espírito Santo alcançou 91,7% de escolas conectadas.

Ao todo, o Estado conta com 384 Escolas Estaduais avaliadas pelo indicador. Desse total, 352 unidades estão classificadas como conectadas dentro dos parâmetros adequados, conforme os critérios estabelecidos pelo Inec.

O indicador acompanha a conectividade nas redes de ensino de todo o país e permite o monitoramento das condições de acesso à internet nas unidades escolares. No levantamento, são considerados aspectos relacionados à velocidade da internet e à cobertura Wi-Fi, incluindo a quantidade de Access Points (APs) disponíveis nas escolas.

O resultado está relacionado às ações conduzidas pela Secretaria da Educação (Sedu) para ampliar e qualificar a infraestrutura tecnológica da rede estadual. A expansão teve início com a implantação de Wi-Fi nas unidades escolares e, atualmente, as escolas contam com infraestrutura em tecnologia 2,4 GHz, com cobertura planejada para reduzir áreas de sombra e ampliar o acesso à conectividade nos ambientes escolares.

Além da estrutura já implantada, a Sedu atua para que 100% das escolas estaduais alcancem o parâmetro mínimo de 1 Mbps por aluno, conforme diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC). Esse processo envolve atualização das informações de conectividade, análise da capacidade dos links disponíveis e adoção de medidas complementares para atendimento das unidades escolares.

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A Rede Estadual também está em processo de expansão do Wi-Fi para a tecnologia 5,8 GHz, com planejamento para disponibilização de um Access Point por sala de aula. A medida busca ampliar a estabilidade da conexão, reduzir interferências e melhorar o desempenho para o uso simultâneo de dispositivos, plataformas digitais e recursos pedagógicos.

Outro eixo em andamento é a implantação de internet via satélite em 155 escolas estaduais. A iniciativa busca qualificar o acesso em unidades localizadas em áreas com maior limitação de infraestrutura terrestre e ampliar as alternativas de conectividade na rede.

Para a secretária de Estado da Educação, Andréa Guzzo, o resultado no indicador reflete o trabalho de ampliação da infraestrutura tecnológica das escolas estaduais. “Alcançar 91,7% das unidades dentro dos parâmetros adequados, com 352 escolas conectadas, mostra o avanço da rede estadual na garantia de melhores condições de acesso à internet. A conectividade é essencial para o uso de plataformas educacionais, recursos digitais e práticas pedagógicas mediadas por tecnologia”, frisou.

O gerente de Tecnologia da Informação, Edgard Scheidegger Wetler, também ressaltou a atuação técnica da Gerência de Tecnologia da Informação (GTI) no processo. “Destaca-se, nesse avanço, a atuação estratégica da Gerência de Tecnologia da Informação, responsável pela gestão, fiscalização e acompanhamento técnico das soluções de conectividade da rede estadual. Por meio de planejamento, controle contratual e monitoramento contínuo, a GTI tem contribuído diretamente para elevar a qualidade, a disponibilidade e a segurança da internet nas escolas, consolidando a conectividade como eixo essencial da política educacional do Espírito Santo”, afirmou.

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O desempenho do Espírito Santo no painel reforça o trabalho realizado pelo Governo do Estado e pela Secretaria da Educação (Sedu) para ampliar o acesso à internet nas escolas estaduais e garantir melhores condições para estudantes, professores e equipes escolares utilizarem ferramentas digitais no cotidiano educacional.

O programa

A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) é uma iniciativa do Governo Federal que articula políticas e ações para universalizar o acesso à internet de qualidade e garantir o uso pedagógico da tecnologia em todas as escolas públicas de educação básica do país.

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  • Governo do ES | Sedu – Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação | Sedu

 

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