Política Nacional
CPI do MST votará convocação de ministros e diligências que vão de áreas suspeitas de grilagem a terras invadidas
POLÍTICA & GOVERNO
Do total de requerimentos, oito partiram de oposicionistas e outros sete dos aliados do governo
Por Gabriel Sabóia
Após uma primeira sessão marcada por embates entre governistas e integrantes da oposição, a CPI do MST votará 15 requerimentos nesta quarta-feira. O conjunto de pedidos engloba desde a convocação de ministros e secretários até solicitações para diligências em locais que foram alvos de invasões irregulares neste ano e podem ter sido palco de esquemas de grilagem. Do total de requerimentos, oito partiram de oposicionistas e outros sete dos aliados do governo.
Dois pedem a convocação de ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva: um deles, de autoria do deputado Éder Mauro (PL-PA), pretende ouvir o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, para prestar esclarecimentos sobre denúncias de invasões de terras privadas produtivas pelo MST. Outro, de Evair de Melo (PP-ES), solicita que seja convocado o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
O deputado Messias Donato (Republicanos-ES), por sua vez, requer o convite do ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Raul Jungmann. Kim Kataguiri (União-SP) pede a convocação do Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite, enquanto as deputadas Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Talíria Petrone (PSOL-RJ) requerem a convocação da advogada e produtora rural, Luana Ruiz.
No que diz respeito às solicitações para diligências, duas serão votadas: uma delas, assinada por vários deputados petistas, pede uma visita técnica ao município de São Felix do Xingu (PA), no Complexo Divino Pai Eterno. A área pública é pleiteada por fazendeiros interessados em criar gado que, de acordo com militantes do MST, viriam agindo com violência contra os trabalhadores rurais e outras irregularidades, como grilagem. A outra diligência, requerida por Gustavo Gayer (PL-GO), pede várias idas aos locais invadidos pelo Movimento Sem Terra (MST) em 2023. As demais diligências focam em requerimentos de informação a ministérios e órgãos públicos.
• Informação Jornal Extra / Foto: Divulgação – MST
POLÍTICA & GOVERNO
Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6×1
Proposta prevê também redução de jornada a 40 horas semanais
Brasília – DF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, na noite desta terça-feira (14), o projeto de lei que prevê o fim com a escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1), e reduz a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais.
A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial. Segundo o texto, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.
A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso.
O presidente Lula, em postagem nas redes sociais, salientou que a proposta seguiu com “urgência constitucional, o que faz com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria.
De acordo com Lula, o envio da proposta tem relação com a dignidade das famílias brasileiras, “de quem constrói o Brasil todos os dias”. O presidente ressaltou que a jornada menor não prevê qualquer redução no salário.
Conforme o governo, a proposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho.
Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral. “O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa.
Veja o que prevê o projeto de lei:
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- Jornada semanal: limite passa de 44 para 40 horas
- Descanso ampliado: ao menos dois dias de repouso semanal remunerado
- Novo padrão: consolidação do modelo 5×2 e redução das horas trabalhadas
- Salário protegido: vedada qualquer redução salarial
- Abrangência ampla: inclui domésticos, comerciário, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais.
- Aplicação geral: limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados
- Flexibilidade: mantém escalas como 12hx36 por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana
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- Informações da Presidência da República
- *Foto destaque: Crédito – Marcelo Camargo / Agência Brasil
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