Política Nacional
Aprovado pelo Congresso Nacional o Orçamento de 2023
POLÍTICA & GOVERNO
Brasília / DF
O Congresso Nacional aprovou, nesta quinta-feira, 22, o Orçamento de 2023. O texto prevê, entre outros pontos, o pagamento de R$ 600 do Bolsa Família. O salário mínimo de R$ 1,3 mil também está garantido. O texto já havia passado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, com a aprovação pelo plenário, segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL).
A votação desta quinta-feira ocorreu um dia depois da promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Gastança, que autorizou o furo do teto constitucional de gastos para financiar as propostas de campanha do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Relatório aprovado
O texto reserva R$ 11 bilhões adicionais para conceder reajuste de 9% a servidores do Poder Executivo em 2023, semelhante ao verificado no caso do Judiciário.
A matéria destina ao menos R$ 22,7 bilhões a mais para o Ministério da Saúde. Contempla ainda R$ 1,5 bilhão a mais para o Auxílio Gás.
O relatório prevê um gasto adicional de, pelo menos, R$ 11,2 bilhões para a Educação em 2023. Desse montante, R$ 1,5 bilhão irá para as instituições federais de ensino superior, R$ 100 milhões para apoio ao transporte escolar na educação básica e R$ 1,5 bilhão para merenda escolar.
Também destina R$ 2,15 bilhões a mais para a concessão de bolsas de estudo no ensino superior, assim como recursos para a emissão de passaportes pela Polícia Federal.
O texto ainda eleva para mais de R$ 70 bilhões a previsão de investimentos do Executivo em 2023.
O valor das emendas parlamentares é de R$ 38,8 bilhões, superior ao valor aprovado no Orçamento de 2022 (R$ 35,7 bilhões).
PEC da Gastança é promulgada
Na quarta-feira 21, o Congresso promulgou a PEC da Gastança. A promulgação veio logo depois de o Senado ter aprovado o projeto, em segundo turno, por 63 votos a 11. O Partido Liberal, do presidente Jair Bolsonaro, o Novo e o Republicanos foram os únicos a orientar o voto contra.
A matéria permite o uso de R$ 23 bilhões em investimentos fora da regra fiscal. Esse valor se refere ao excedente de arrecadação obtido pelo governo no ano anterior.
- Com informações de agências / Foto: Reprodução
POLÍTICA & GOVERNO
Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6×1
Proposta prevê também redução de jornada a 40 horas semanais
Brasília – DF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, na noite desta terça-feira (14), o projeto de lei que prevê o fim com a escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1), e reduz a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais.
A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial. Segundo o texto, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.
A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso.
O presidente Lula, em postagem nas redes sociais, salientou que a proposta seguiu com “urgência constitucional, o que faz com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria.
De acordo com Lula, o envio da proposta tem relação com a dignidade das famílias brasileiras, “de quem constrói o Brasil todos os dias”. O presidente ressaltou que a jornada menor não prevê qualquer redução no salário.
Conforme o governo, a proposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho.
Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral. “O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa.
Veja o que prevê o projeto de lei:
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- Jornada semanal: limite passa de 44 para 40 horas
- Descanso ampliado: ao menos dois dias de repouso semanal remunerado
- Novo padrão: consolidação do modelo 5×2 e redução das horas trabalhadas
- Salário protegido: vedada qualquer redução salarial
- Abrangência ampla: inclui domésticos, comerciário, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais.
- Aplicação geral: limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados
- Flexibilidade: mantém escalas como 12hx36 por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana
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- Informações da Presidência da República
- *Foto destaque: Crédito – Marcelo Camargo / Agência Brasil
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