Caso do menino que esfaqueou colega
Escola onde estudante foi esfaqueado retoma as aulas em Jardim Camburi
POLÌCIA
O ataque, praticado por um aluno de 13 anos contra outro da mesma idade, aconteceu na última quinta-feira. Aulas estavam suspensas
Por Guilherme Lage* / Vitória – ES
As aulas na escola municipal em Jardim Camburi, Vitória, onde um adolescente de 13 anos foi esfaqueado por outro aluno, da mesma idade, na última quinta-feira (19), serão retomadas nesta quarta-feira (25).
A informação foi confirmada pela Secretaria de Educação de Vitória, que destacou que as aulas foram suspensas por três dias na unidade para um período dedicado ao acolhimento e acompanhamento da comunidade escolar.
Ainda de acordo com a secretaria, nos últimos dias foram realizadas ações intensivas de escuta, diálogo e apoio com os estudantes, profissionais da escola e famílias dos alunos, tudo realizado em parceria com a Secretaria de Saúde.
“Esse trabalho teve como foco o cuidado com as pessoas, o fortalecimento dos vínculos e a preparação de um retorno seguro e acolhedor às atividades escolares”, informou a secretaria. Equipes continuarão na escola e acompanharão a rotina dos alunos.
O estudante esfaqueado, após ser socorrido, precisou passar por cirurgia e foi levado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Ele continua internado, em observação, mas sem risco de morte.
Relembre o caso
O ataque aconteceu durante o horário de aula, dentro de uma sala do oitavo ano, e foi registrado por câmeras de segurança da unidade.
O aluno primeiro pediu ao professor para ir ao banheiro e saiu da sala. As imagens mostram o momento em que ele entra no banheiro com uma mochila e sai após colocar um casaco. Em seguida, o estudante cobre o rosto com uma peça de roupa e segue até a sala de aula.
Ao entrar no local, o estudante atinge o primeiro colega que encontra. O aluno ferido recebeu os primeiros atendimentos ainda no local por policiais militares, que conseguiram conter a hemorragia com o uso de um torniquete. Em seguida, ele foi levado ao Hospital Santa Paula e transferido ao Hospital Infantil.
À Polícia MIlitar, o agressor, que acabou detido, disse que escolheu uma “vítima aleatória”. Ele relatou que “queria ferir alguém” e que não sabe por que fez isso.
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- Folha Vitória – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Thiago Soares / FV
POLÌCIA
Prefeito e ex-prefeito são presos durante operação da PF em Pedro Canário
Operação investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal prendeu, na manhã da terça-feira (26), o prefeito e o ex-prefeito de Pedro Canário. Os mandados expedidos contra Kleilson Rezende (PSB) e Bruno Araújo (PDT), foram cumpridos.
As prisões são o principal desdobramento da Operação Eco da Fraude II, que investiga um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos ligados à realização do evento “XXXIV Forró da Tábua Lascada”.
Também são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). A Justiça também determinou o afastamento cautelar do prefeito e de um servidor municipal, além de autorizar outras medidas investigativas e bloqueios patrimoniais.
Segundo as investigações da PF, conduzidas pela delegacia de São Mateus, há indícios de uma organização criminosa estruturada, formada por agentes públicos e empresários. O esquema funcionava a partir da manipulação de processos licitatórios e do superfaturamento de contratos públicos, gerando o pagamento de vantagens indevidas.

Lagoa Augusto Ruschi: o novo cartão-postal de Pedro Canário / Foto: ES Brasil
Para mascarar o caminho do dinheiro desviado, o grupo contava com um sistema de lavagem de capitais. A PF identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados e a utilização de contas de terceiros — além de operadores financeiros — para fazer o dinheiro circular em espécie, ocultando a origem ilícita dos recursos.
As medidas cumpridas nesta terça-feira visam a aprofundar a coleta de provas, identificar outros possíveis envolvidos, paralisar as atividades do grupo criminoso e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
Os investigados podem responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
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- Fontes: A Gazeta e Polícia Federal
- Foto destaque: Reprodução / AG
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