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Editorial

Ano Novo, práticas velhas?

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OPINIÃO

É justamente o que não se espera. O cidadão deseja mudança na maneira de tratar a coisa pública brasileira por parte dos seus governantes. Isso não só no que diz respeito a administração, mas também da maneira de se fazer política.

O que temos visto é ações de cunho perseguidor ao adversário, mordaça nos veículos e pessoas que pensam diferente do governo por hora instalado em Brasília, e não é só por parte do Executivo, mas pela Alta Corte.

A impressão que o governo do presidente Lula tem passado para a sociedade é de ineficiência, ausência de projetos relevantes e estruturantes para o País. Muita confusão, muito falatório, muita despesa exagerada, suspeição de ações não republicanas.

O que se espera, no raiar de um novo ano, algo de grandeza para o Brasil e sua população. O presidente precisa trabalhar e deixar de emitir conceitos e opiniões daquilo que não domina. Em vez de jogar para a plateia, deve jogar para tornar a partida de excelência e fazer gol de placa. Por enquanto só tem feito, quase sempre, gol contra.

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Mas, ainda resta um fio de esperança de que o Brasil saia dessa enrascada em que se meteu.

Boas Novas para todos nós, inclusive para os nossos governantes.

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* O Editor

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OPINIÃO

Muito salário, pouca bola: Seleção decepciona e deveria voltar no remo dos vikings

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Com jogadores milionários, técnico mais bem pago da Copa e futebol abaixo da própria marra, Brasil desperdiça chances, decepciona em campo e deixa a competição com gosto de vexame

Por Andrei Lara* | Rio de Janeiro (RJ)

Endrick entrou em campo e esqueceu de levar o futebol. Vini Jr., pelo jeito, anda mais inspirado no romance do que na bola. E o resto da Seleção parecia uma excursão de blogueiros de chuteira: muito nome, muito salário, muita pose e pouca vergonha na cara.

O Brasil perdeu para uma Noruega grande, organizada e com cara de time que sabia exatamente o que queria em campo. Só que, para a Seleção Brasileira, uma derrota dessas pesa como chumbo. Ainda mais com jogadores milionários, técnico mais bem pago da Copa e elenco tratado como constelação jogando menos do que entrega em campanha publicitária. A Noruega foi seleção. O Brasil foi um grupo de celebridades procurando a bola como quem procura câmera em evento.

E ainda tem o técnico com o maior salário entre todos os treinadores da Copa. Ou seja: no banco, luxo. Em campo, grife. Na entrega, promoção de fim de feira. O Brasil teve chance, desperdiçou tudo e saiu derrotado como se estivesse tudo normal.

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Quem viu 1994 e 2002 sabe o tamanho do vexame. Antes, a camisa amarela fazia adversário tremer. Agora, parece cenário para ensaio fotográfico. A geração atual sabe postar, sabe posar, sabe namorar, sabe virar notícia. Só falta lembrar que futebol também exige bola no pé e sangue no olho.

Depois dessa, avião de volta é luxo demais. A Noruega, que passou a Copa no clima viking, remando no ar e jogando com alma, ainda deu a aula final: colocou o Brasil para fora. Então, já que o tema era barco, entrega um remo para cada celebridade de chuteira e manda a Seleção voltar no braço. Quem sabe, no caminho, eles fazem pelo Brasil o esforço que faltou com a bola no pé.

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  • O autor é colunista de O Dia – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Odd Andersen / AFP
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