Preservação do Ecosistema
Acesso a ilhas será suspenso a partir desta quarta-feira para proteger aves
Meio Ambiente
Por Rodrigo Elias* / Vila Velha – ES
O acesso às ilhas Itatiaia e dos Pacotes, em Vila Velha, será suspenso desta quarta-feira (15 de abril) até o dia 15 de outubro de 2026 para proteger o período reprodutivo de aves marinhas ameaçadas. A medida atinge visitantes e embarcações turísticas e segue norma estadual voltada à preservação de áreas sensíveis do litoral.
A restrição está prevista na Resolução Consema nº 011/2005, que estabelece limites de uso em locais considerados estratégicos para a reprodução das espécies. Durante o período, aves como as andorinhas-do-mar e as pardelas-de-asa-larga utilizam as ilhas para nidificação, concentrando-se em áreas reduzidas e vulneráveis à presença humana.
As ilhas fazem parte de uma rota de reprodução no litoral capixaba, que inclui ainda a Ilha Escalvada, a Ilha Branca e as Ilhas Galhetas. Nesses locais, as aves encontram condições adequadas para a construção de ninhos, em ambientes isolados e com menor interferência externa.
Ilha Pituã
Enquanto isso, a Ilha Pituã permanece aberta à visitação ao longo de todo o ano. O acesso é feito por meio de barqueiros credenciados, responsáveis pelo transporte e orientação dos visitantes.
Especialistas apontam que a interrupção temporária do acesso é uma das estratégias mais eficazes para reduzir perturbações em períodos críticos do ciclo de vida dessas aves, especialmente em regiões onde a pressão turística tem aumentado.
Segundo a secretária municipal de Meio Ambiente, Isabela Igreja, a suspensão é necessária para evitar impactos diretos sobre as colônias. “A presença humana, mesmo que pontual, pode provocar abandono de ninhos e comprometer o sucesso reprodutivo dessas espécies. A medida é preventiva e segue critérios técnicos de conservação”, afirma.
As espécies andorinhas-do-mar-de-bico-amarelo e de-bico-vermelho se reproduzem ao longo da faixa litorânea do Espírito Santo a Santa Catarina. Já as pardelas-de-asa-larga apresentam comportamento mais restrito, utilizando poucas áreas para reprodução – entre elas, as ilhas de Vila Velha e pontos específicos em Fernando de Noronha.
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- Prefeitura de Vila Velha / Sec. de Meio Ambiente / Comunicação – Conteúdo
- Foto destaque: crédito – Everton Tiago / PMVV
Meio Ambiente
PMV reforça restrição de acesso a ilhas da capital durante período de reprodução de aves marinhas
Por Michelle Moretti* / Vitória – ES
Entre março e outubro, um movimento quase invisível transforma as Ilhas Galheta, de Dentro e de Fora, em verdadeiros berçários naturais. É nesse intervalo que centenas de aves marinhas escolhem o solo rochoso dessas áreas para depositar seus ovos — frágeis, discretos e facilmente confundidos com a paisagem. Para garantir que esse ciclo aconteça sem interferências, a Prefeitura de Vitória reforça que o acesso às ilhas está proibido nesse período, conforme determina a Lei Municipal nº 8.993/2016.
A medida protege especialmente duas espécies que utilizam o local como sítio de nidificação: a andorinha-do-mar-de-bico-amarelo (Sterna eurygnatha) e a andorinha-do-mar-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea). Ambas depositam seus ovos diretamente no solo, em ninhos pouco perceptíveis. A simples circulação de pessoas nas ilhas pode provocar o abandono dos ninhos, exposição dos ovos ao calor excessivo, à predação ou até mesmo o pisoteamento acidental de filhotes.
Além do valor ecológico, essas aves exercem papel estratégico como bioindicadoras da qualidade ambiental marinha. A presença e o sucesso reprodutivo das espécies refletem diretamente as condições do ecossistema costeiro. Proteger as ilhas, portanto, é uma ação que ultrapassa a preservação pontual das aves: trata-se de manter o equilíbrio ambiental da região.
De acordo com a médica veterinária da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ana Ramos, o cumprimento da restrição é uma responsabilidade compartilhada. “Os ninhos são praticamente invisíveis e extremamente vulneráveis. Mesmo uma visita rápida pode comprometer toda uma geração. Respeitar esse período é entender que a cidade também abriga vida silvestre e que a convivência depende de limites bem definidos”, afirma.
A fiscalização será realizada pelos órgãos ambientais do município. O descumprimento da legislação pode gerar penalidades previstas em lei.
Denúncias podem ser registradas pelo serviço Fala Vitória, por meio do telefone 156 ou pelo site oficial da Prefeitura de Vitória.
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto Destaque: Divulgação / PMV
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