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Tragédia Internacional

Terremoto atinge Mianmar e deixa centenas de mortos

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Tremor foi sentido até na capital da Tailândia

Um terremoto de magnitude 7.7 foi registrado na região central de Mianmar nesta sexta-feira (28), provocando tremores em uma vasta região do sudeste da Ásia e causando destruição em cidades como Bangcoc, na vizinha Tailândia. Balanços parciais dos dois países indicam 152 mortes até o momento — o número pode subir, uma vez que as autoridades ainda realizam operações de resgate e falam em dezenas de desaparecidos e centenas de feridos. Cenas da destruição circulam nas redes sociais, e mostram a queda do edifício, uma ponte derrubada e o desespero das pessoas.

Terremoto de 7,7 graus de magnitude abala Mianmar e Tailândia - SWI swissinfo.ch

O tremor principal, considerado forte pelos parâmetros que medem este tipo de fenômeno, foi registrado por volta das 12h50 (3h50 em Brasília). O Serviço Geológico dos EUA indicou que o epicentro foi localizado a uma profundidade “rasa”, de 9,6 km, nas proximidades da segunda maior cidade de Mianmar, Mandalay, onde vivem mais de um milhão de pessoas. Um tremor secundário, de magnitude 6,4, foi registrado 12 minutos depois.

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Outras partes da Ásia também sentiram o tremor, mas não está claro se também registraram danos estruturais. Em Bangladesh, incluindo na capital, Daca, houve relatos sobre o tremor. Prédios tremeram no Vietnã, incluindo em Hanói, a capital, e na Cidade de Ho Chi Minh, segundo o canal de notícias estatal VnExpress.

Em Mianmar, feridos foram levados às pressas para o Hospital Geral de Mandalay, onde dezenas de pacientes foram forçados a fugir para um estacionamento próximo, muitos deles ainda conectados a soro intravenoso e tanques de oxigênio. Um balanço divulgado por médicos do hospital apontou que cerca de 300 pessoas deram entrada no hospital com ferimentos.

Daw Kyi Shwin, uma moradora de Mandalay de 45 anos, disse que sua filha de 3 anos morreu no terremoto. Elas estavam almoçando em casa quando o tremor aconteceu.

Terremoto de magnitude 7,7 derruba prédio na Tailândia e deixa mortos em Mianmar

“Assim que começou, corri para o andar de baixo, mas não consegui chegar a tempo — disse Daw, ainda sangrando, em frente ao principal hospital. — Tentei correr até ela, mas antes que eu pudesse, tijolos caíram em mim também.

A imprensa do país asiático também confirmou danos a infraestruturas de outras cidades do país, incluindo Naypyidaw, a capital. Detalhes sobre a extensão dos danos e vítimas em muitas partes do país, que passou por um golpe de Estado há quatro anos, ainda não estavam disponíveis. A junta militar declarou estado de emergência em seis regiões do país.

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Além do epicentro, o terremoto também foi sentido com intensidade na vizinha Tailândia. Em Bangcoc, as ruas ficaram cheias de pessoas com medo de tremores secundários e que não foram autorizadas a voltar a suas casas. O trânsito ficou praticamente parado. O primeiro-ministro Paetongtarn Shinawatra da Tailândia declarou a capital como uma “área de emergência”. Há pelo menos 90 desaparecidos no país.


  • Informações de agências internacionais
  • Foto: Reprodução
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Sem Brasil, países sul-americanos anunciam parceria para frear avanço do crime organizado

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Por Isabella de Paula*

Os governos do Chile, Argentina, Peru, Bolívia e Equador assinaram um compromisso nesta quinta-feira (28) para desenvolver um plano para aumentar a coordenação regional no combate ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico.

“Vamos enfrentar o crime juntos. Queremos trazer segurança e tranquilidade aos nossos concidadãos. Hoje, nasce o Compromisso de Santiago”, anunciou o ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna, que presidiu uma reunião que reuniu homólogos dos cinco países.

Dada a natureza transfronteiriça do crime, acrescentou, “os esforços nacionais são insuficientes e devem ser complementados por maior cooperação política, coordenação técnica e compartilhamento de informações”. O Brasil não integrou a reunião.

Os países envolvidos na iniciativa se comprometeram a desenvolver um plano de ação conjunto, que inclui “ações concretas e resultados mensuráveis ​​e verificáveis”, e a se reunirem novamente em 180 dias em Buenos Aires para avaliar o progresso.

Entre as medidas em consideração estão a coordenação de fronteiras, a cooperação institucional, o compartilhamento de informações, o rastreamento de fluxos financeiros ilícitos e o fortalecimento dos mecanismos regionais de resposta.

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  • Gazeta do Povo – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Javier Torres / Agência EFE

 

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