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A Paz chegando

Forças israelitas iniciam retirada definida no plano de paz

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As forças israelitas já começaram a retirada delineada no plano de paz de Donald Trump. Na rede social X, as Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram que posicionaram-se ao longo das linhas acordadas no plano de Trump mas continuarão a “eliminar qualquer ameaça imediata”.

Isto acontece depois de o governo israelita ter aprovado um acordo com o Hamas.

As forças israelitas já começaram a retirada delineada no plano de paz de Donald Trump. Na rede social X, as Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram que posicionaram-se ao longo das linhas acordadas no plano de Trump mas continuarão a “eliminar qualquer ameaça imediata”.

O Conselho de Ministros de Israel aprovou na madrugada desta sexta-feira o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para um cessar-fogo em Gaza e a libertação dos restantes reféns detidos pelo Hamas, depois de um acordo mediado por negociadores na quinta-feira na estância egípcia de Sharm el-Sheikh.

Uma breve declaração do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu refere que o Conselho de Ministros aprovou o “esboço” de um acordo para libertar os reféns, sem mencionar outros aspectos do plano que são mais controversos.

Um funcionário israelita, que falou sob condição de anonimato, de acordo com os regulamentos, disse que, segundo o acordo, o cessar-fogo deveria começar imediatamente após a aprovação do governo. O exército israelita tem agora 24 horas para retirar as suas forças para uma linha estabelecida.

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Um porta-voz do governo israelita explicou também que, após o período inicial de retirada de 24 horas, será lançado um período de 72 horas, durante o qual todos os restantes reféns de Israel serão libertados gradualmente.

O plano de cessar-fogo mais alargado inclui muitas perguntas sem resposta, tais como se e como o Hamas se vai desarmar e quem vai governar Gaza.

As pessoas reúnem-se para celebrar o acordo sobre a primeira fase de um plano de paz para interromper os combates, numa praça conhecida como Praça dos Reféns em Tel Aviv, Israel, quinta-feira, 9 de outubro de 2025 / Foto: Emilio Morenatti – AP.

Mas as partes parecem estar mais perto do que estiveram em meses de pôr fim a uma guerra que já matou mais de 67.000 palestinianos, reduziu grande parte do enclave a escombros, levou a fome a algumas partes do território e deixou dezenas de reféns, vivos e mortos, em Gaza.

“Declaramos hoje que chegámos a um acordo para pôr fim à guerra e à agressão contra o nosso povo”, afirmou Al-Hayya num discurso transmitido pela televisão na quinta-feira à noite.

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Para ajudar a apoiar e monitorizar o acordo de cessar-fogo, as autoridades americanas, falando sob condição de anonimato, disseram que enviariam cerca de 200 soldados para Israel como parte de uma equipa internacional mais ampla.

O Comando Central dos EUA vai estabelecer um “centro de coordenação civil-militar” em Israel, que ajudará a facilitar o fluxo de ajuda humanitária, bem como a assistência logística e de segurança no território devastado por dois anos de guerra.

Um funcionário também afirmou que os militares americanos ajudarão a monitorizar a implementação do acordo de cessar-fogo e a transição para um governo civil em Gaza, oferecendo os primeiros detalhes sobre uma ladainha de questões em torno do plano de paz de 21 pontos de Trump.

Os membros das forças armadas do Egito, do Qatar, da Turquia e dos Emirados Árabes Unidos deverão ser integrados na equipa de tropas americanas. Os militares americanos integrarão a força multinacional e coordenar-se-ão com as forças de defesa israelitas, disse o funcionário.

Não comentaram as especificidades do trabalho das tropas de cada país, mas afirmaram que os militares norte-americanos que serão destacados têm experiência em transportes, planeamento, segurança, logística e engenharia.

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* Informações Euronews – Conteúdo

* Foto/Destaque: Crédito –  Ariel Schalit / AP

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“Terra, vocês são uma tripulação”, diz astronauta da Artemis II

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Os quatro tripulantes da missão Artemis II falam pela primeira vez sobre a jornada, depois de nove dias no espaço. Primeira mulher a participar de uma viagem ao satélite natural, Cristina Koch interrompeu o discurso para segurar o choro

Por Rodrigo Craveiro*

Às 15h48 deste sábado (11/4) pelo horário local (17h48 em Brasília) e menos de 24 horas após o retorno à Terra, os quatro tripulantes da missão Artemis II foram recebidos com aplausos, e de pé, pela plateia — formada por familiares, políticos e executivos da indústria aeroespacial — reunida no Centro Espacial Jonhnson da Nasa (agência espacial dos EUA), em Houston (Texas). Vestidos com macacão azul e usando boné, o comandante Reid Wiseman; a especialista de missão Christina Koch; o astronauta canadense e especialista de missão Jeremy Hansen; e o piloto Victor Glover estavam emocionados. Ainda tentavam processar a façanha nos últimos 9 dias, 1 hora e 32 minutos, quando fizeram um sobrevoo na Lua. Foi a primeira viagem ao satélite natural da Terra desde 1972. Os quatro astronautas quebraram o recorde de maior distância percorrida no espaço: 406.773km.

“Victor, Christina e Jeremy, nós estamos ligados para todo o sempre. Ninguém aqui embaixo vai saber o que passamos. Foi a coisa mais especial de toda a minha vida”, declarou Wiseman. “Antes do lançamento, parece que é o maior sonho do mundo. E quando você está lá fora, tudo o que você quer é voltar para sua família e seus amigos. Ser humano é algo especial, e estar no planeta Terra é algo especial”, acrescentou o astronauta. Na sexta-feira, a cápsula Órion pousou no Oceano Pacífico, perto da costa de San Diego (Califórnia), depois de enfrentar temperaturas de quase 3.800 graus Celsius, a uma velocidade de 39.693km/h, durante a entrada na atmosfera.

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Victor Glover disse não ter processado o que ele e os três colegas tinham acabado de fazer. “Quando isso começou, em 3 de abril, eu quis agradecer a Deus em público, e quero agradecer a Deus novamente. A gratidão de ver o que vimos, fazer o que fizemos e estar com quem eu estava, é grande demais para caber em um só corpo”, reconheceu. Christina Koch precisou interromper sua fala por cerca de 10 segundos para segurar o choro. Foi abraçada pelos outros três tripulantes da sonda Orion. “Quando vimos a Terra, minúscula, (…) o que me arrebatou foi toda a escuridão em torno dela. A Terra é um bote salva-vidas pendurado inabalavelmente no Universo”, descreveu, ao parar o discurso momentaneamente. “Tudo nessa jornada tem a me ensinar. Mas, há uma coisa que eu sei. Planeta Terra, vocês são uma tripulação”, concluiu Cristina, de forma pausada, como se quisesse destacar cada palavra. 

Jeremy Hansen parecia emocionado com o discurso da colega. “Quando você vê um grupo que se ama e dá uma contribuição significativa, e extrai alegria disso, isso é algo especial a testemunhar”, declarou. “Nós ouvimos muito falarem sobre a ciência e sobre as coisas que aprendemos. Mas, a experiência humana é extraordinária para nós”, lembrou, ao ressaltar a “coragem” e a “bravura” da tripulação.

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Ex-astronauta da Nasa, Clayton C. Anderson esteve em duas expedições à Estação Espacial Internacional — em 2007, permaneceu 152 dias a bordo. “A missão Artemis II foi um imenso sucesso para toda a humanidade! Os testes bem-sucedidos de todos os sistemas da espaçonave nos prepararam para a Artemis 3 e a Artemis 4 nos próximos anos. Provamos que temos conhecimento e tecnologia para retornar em segurança à Lua. Aghora, estamos nos preparando para construir uma base lunar”, afirmou ao Correio, por e-mail.

Segundo Anderson, a Lua é um “trampolim”. “É um lugar próximo da Terra (três dias de viagem), onde podemos testar as tecnologias e construir a infraestrutura necessária para extrair água e gelo das crateras lunares. Todo esse conhecimento adquirido nos ajudará a planejar o envio seguro de humanos a Marte para atingir objetivos semelhantes”, explicou.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto Destaque: crédito – Ronaldo Schemidt / AFP
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